A vida de uma pessoa, confiar apenas na auto-reflexão não leva ao fundo. É preciso encontrar pessoas constantemente, ser provocado, ofendido, empurrado para o canto, para que você saiba realmente quem é. Sempre achamos que somos uma pessoa completa, mas depois percebemos que a maior parte do nosso autoconhecimento é uma ilusão montada. Você pensa que é gentil, até encontrar alguém que não responde às suas expectativas. Você acha que é magnânimo, até encontrar alguém que realmente ultrapassa seus limites. Você acredita que não se importa, até que uma palavra acerte exatamente o seu ponto mais fraco. O que realmente quebra alguém não é o evento em si, mas o evento atingir precisamente aquela parte de si que você reluta em admitir.



A maior habilidade do ser humano é transformar seus problemas pessoais em problemas dos outros; enquanto puder culpar o outro, não precisa refletir sobre si mesmo. Basta descarregar as emoções, e não precisa assumir responsabilidade. Mas a realidade é cruel: quanto mais você é atingido repetidamente por um tipo de pessoa, mais indica que você ainda está preso na mesma estrutura. Portanto, você percebe que, diante da mesma situação, há quem a ignore suavemente, e há quem não consiga superar a vida toda. A diferença não está na situação, mas na parte de você que, por algum motivo, você nunca consegue tocar.

O verdadeiro crescimento não é você se tornar mais hábil em argumentar, mas sim perceber que: as emoções não servem para provar que os outros têm problemas, mas para revelar onde você ainda não está estável. Quando você finalmente admite: “Fico com raiva porque tenho medo de ser ignorado”, “Rebelo-me porque não quero assumir as consequências”, “Agarro-me porque não tenho segurança”, é nesse momento que as coisas começam a se soltar. Você vai entender lentamente que as relações humanas nunca são sobre quem realiza quem, nem sobre quem salva quem. Na maioria das vezes, é apenas uma oportunidade de colocar à frente aquilo que você evita, para que não possa mais fingir. É por isso que, quanto mais você evita certas pessoas, mais elas tendem a reaparecer na sua vida. Quanto mais você odeia uma situação, mais ela tende a se repetir de outra forma. Não é o destino contra você, mas uma barreira sua que você ainda não conseguiu superar.

Quando você realmente começa a olhar para dentro, não para se embelezar, mas para admitir sua covardia, ganância, dependência, vaidade, você percebe que o mundo ficou mais silencioso. Não porque o mundo melhorou, mas porque você não precisa mais depender dos outros para confirmar quem você é. Nesse estágio, suas exigências com os outros diminuem, e suas expectativas consigo mesmo aumentam. Você não se apressa em julgar, nem em se afastar. Permite que as relações existam, mas não espera que elas preencham seus vazios. A vida de uma pessoa realmente exige passar por inúmeras pessoas para lentamente montar um eu verdadeiro. Mas não porque elas sejam grandiosas, nem por uma missão especial. É simplesmente porque, na relação, você precisa ser rasgado repetidamente para parar de se enganar. Quando você deixa de entender a vida como uma peça que alguém te trata, e passa a vê-la como um processo de autodescoberta e responsabilidade, aí você realmente começa a seguir seu caminho. O restante do tempo é apenas viver esse eu lentamente de forma estável.
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