Pesquisa da Bloomberg revela: Coreia do Norte recruta cidadãos americanos como "agentes" para operar salas de fraude em casa.

Nos Estados Unidos, no Parque Litchfield, no Arizona, dentro de uma casa suburbana discreta, dezenas de laptops funcionam dia e noite. À primeira vista, este é apenas a casa e estúdio da criadora de TikTok, Christina Chapman, de 49 anos; mas, aos olhos das autoridades americanas, este é um “centro de fraudes de laptops” que ajuda profissionais de TI da Coreia do Norte a infiltrar-se em empresas dos EUA e a evitar sanções internacionais.

O Ministério Público apontou que Chapman atuou como intermediária entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, manipulando informações pessoais de vítimas americanas com identidades roubadas e um laptop controlado remotamente por cidadãos norte-coreanos, realizando fraudes telefônicas contra cidadãos americanos, e ainda enganou empresas para empregar engenheiros norte-coreanos para trabalho remoto. Um recente relatório investigativo da Bloomberg revelou que as autoridades norte-coreanas estabeleceram um trabalho de infiltração meticulosamente dividido, intencionalmente se aproximando de criadores de conteúdo de mídia social como Chapman e suas residências como coberturas de identidade e pontos de apoio físicos, fazendo com que várias empresas da lista Fortune 500 nos EUA empregassem engenheiros norte-coreanos sem saber. O FBI e as autoridades de aplicação da lei alertaram que este caso pode ser apenas a ponta do iceberg, com ações semelhantes ainda podendo estar ocorrendo silenciosamente em todo os EUA, com uma quantidade significativa de atividades ainda não emergindo.

Criador do TikTok torna-se agente de engenheiro norte-coreano infiltrado em empresas americanas

De acordo com uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA e da Bloomberg News, Chapman ajudou funcionários de TI da Coreia do Norte a se passarem por trabalhadores remotos dos EUA, infiltrando-se em várias empresas renomadas e gerando milhões de dólares em receita para o governo da Coreia do Norte, com os fundos eventualmente direcionados para programas de armamento e desenvolvimento de armas.

De acordo com a apresentação do vídeo, Chapman é americana, nasceu na Coreia do Sul e desde pequena gosta de criar e pintar, tendo uma profunda conexão com o Kpop e a cultura coreana. Após se tornar adulta, sua vida não foi fácil. Sua mãe foi diagnosticada com câncer, enfrentou dificuldades financeiras e, em um período, até mesmo ficou sem água encanada em casa. Antes e durante a explosão da pandemia em 2020, ela procurou desesperadamente um trabalho estável que pudesse fazer em casa para acompanhar sua mãe gravemente doente. Certa vez, Chapman recebeu um convite de emprego pelo LinkedIn, convidando-a a se tornar “embaixadora da imagem americana”, responsável pela coordenação técnica e comunicação com os clientes. Ela admitiu que suas habilidades em programação eram limitadas, então, conforme as instruções, passou o trabalho técnico real para “engenheiros no exterior”. Logo depois, os laptops fornecidos pela empresa começaram a chegar em sua casa, e o número foi de três ou quatro inicialmente, aumentando rapidamente para mais de quarenta.

A Coreia do Norte infiltrou empresas americanas através de vulnerabilidades em trabalho remoto.

Chapman configurou o computador seguindo as instruções do empregador no Linkedin, instalou software remoto para permitir que funcionários no exterior se conectassem e operassem, fazendo com que o sistema da empresa mostrasse esses funcionários como “estando nos EUA”. Chapman lidava com cheques, fornecia informações bancárias e até mesmo trocava dinheiro para outros; parte dos computadores foi posteriormente enviada para a China, Emirados Árabes Unidos, Paquistão e outros lugares, e a cidade fronteiriça de Dandong, na China, tornou-se um importante ponto de conexão com a Coreia do Norte.

Identidade de americanos é roubada para enganar outros cidadãos

O FBI, seguindo os registros de remessa, fluxos financeiros e pistas em redes sociais, localizou a residência de Chapman. Os agentes do FBI, durante uma operação de busca, encontraram uma grande quantidade de laptops com nomes das vítimas, alguns ainda em funcionamento. Depois que o Departamento de Investigação Criminal do IRS se envolveu, foi confirmado que a identidade de pelo menos 70 cidadãos americanos foi repetidamente roubada, com algumas pessoas recebendo notificações de impostos devidos de até 500 mil dólares.

Os investigadores apontaram que este é precisamente o modelo de fraude laboral em IT que a Coreia do Norte tem desenvolvido nos últimos anos. Engenheiros norte-coreanos treinados utilizam identidades americanas falsas ou roubadas para conseguir altos salários através de trabalho remoto, sendo que intermediários ajudam a ocultar a localização física e o fluxo de fundos. As empresas afetadas incluem várias da lista das 500 maiores do mundo, mas elas não têm ideia de que na verdade estão empregando norte-coreanos.

Chapman desempenhou um papel indispensável como “agente da Coreia do Norte” em todo o esquema de fraude; sem um agente como ela nos Estados Unidos, todo o plano seria quase impossível de operar. A acusação estima que apenas suas ações geraram cerca de 17 milhões de dólares em receita. Em 2023, Chapman foi presa e acusada. Ela acabou admitindo os crimes de fraude de telecomunicações e roubo de identidade, sendo condenada a 102 meses de prisão. A acusação enfatizou que isso não é apenas uma fraude simples, mas um ato que envolve a segurança nacional.

O advogado de Chapman descreveu-a como “não sendo a planejadora, apenas uma peça do jogo”, afirmando que ela é pobre, isolada e facilmente manipulável. Chapman, pessoalmente na prisão, expressou um profundo sentimento de vergonha por todas as vítimas, e essa culpa a acompanhará por toda a vida. O caso de Chapman é apenas a ponta do iceberg, com salas de fraude semelhantes provavelmente espalhadas por apartamentos e residências em todo os Estados Unidos. Este caso revelou a enorme vulnerabilidade nas linhas de defesa da segurança nacional e da proteção de dados pessoais, quando o trabalho remoto se tornou a norma.

Este artigo revela uma investigação da Bloomberg: a Coreia do Norte está absorvendo cidadãos americanos para se tornarem “agentes” que operam salas de fraude em casa, surgindo pela primeira vez na Chain News ABMedia.

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