Gigantes corporativos recuam de mandatos de diversidade no conselho, relata a Bloomberg

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Grandes empresas recuam de mandatos de diversidade no conselho, informa a Bloomberg

Luke Juricic

Sex, 20 de fevereiro de 2026 às 8:30 AM GMT+9 1 min de leitura

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Investing.com – O panorama corporativo continua a mudar à medida que grandes empresas americanas avançam para desmontar requisitos formais de diversidade para seus conselhos de administração. Segundo um relatório da Bloomberg, American Express Company (NYSE:AXP), Deere & Company (NYSE:DE) e Johnson & Johnson (NYSE:JNJ) abandonaram oficialmente critérios específicos de diversidade anteriormente utilizados para selecionar novos diretores.

Essa mudança ocorre após uma pressão crescente de ativistas conservadores acionistas, que argumentam que tais mandatos priorizam a identidade em detrimento do mérito. O National Legal and Policy Center (NLPC) divulgou recentemente documentos à Bloomberg confirmando essas reversões de política tanto na American Express quanto na Deere.

O NLPC, uma organização sem fins lucrativos focada na integridade corporativa, tem sido um dos principais impulsionadores dessas mudanças de governança por meio de propostas direcionadas aos acionistas. “Eles já percebem que a onda de DEI seguiu na direção oposta,” disse Paul Chesser, diretor do Projeto de Integridade Corporativa do NLPC.

A American Express supostamente firmou um acordo formal com o grupo ativista em outubro para modificar a linguagem de seleção do conselho. Enquanto isso, a Deere alterou seus estatutos pouco depois de o NLPC apresentar uma proposta buscando remover os critérios baseados em diversidade.

A retirada dessas políticas reflete uma tendência mais ampla nos setores financeiro e industrial de mitigar riscos legais e políticos. A Goldman Sachs Group Inc. também estaria considerando mudanças semelhantes nas regras de governança de seu conselho à medida que o ambiente regulatório evolui.

Essa retirada estratégica ganhou impulso após ordens executivas destinadas a eliminar o que a administração atual descreve como “DEI ilegal”. À medida que os desafios legais a essas diretrizes fracassam nos tribunais federais, espera-se que mais corporações silenciem sua advocacia social em favor de uma governança mais tradicional.

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