Riscos e Desafios — A Volatilidade e os Custos Institucionais Não Podem Ser Ignorados
O ideal é muito promissor, mas a realidade é bastante complexa. O maior desafio do Bitcoin é a sua volatilidade. Assim que os ativos de alta volatilidade são introduzidos no balanço patrimonial de um país, as flutuações de curto prazo podem gerar pressão política e de opinião pública. Quanto maior for a transparência fiscal, mais evidente será a controvérsia gerada pelas oscilações de preço. Em segundo lugar, estão as questões técnicas e de custódia. Reservas a nível nacional implicam a gestão de grandes volumes de ativos digitais, sendo que a segurança das chaves privadas, os mecanismos de armazenamento frio e a prevenção de ataques cibernéticos devem atingir padrões extremamente elevados. Caso ocorra um incidente de segurança, as consequências podem ultrapassar em muito as de uma instituição comum. Além disso, as organizações financeiras internacionais continuam a definir os ativos de reserva com base em ativos tradicionais. Se o Brasil promover a legalidade do Bitcoin como reserva a nível internacional, também terá de enfrentar o desafio de adaptar-se às regras externas. Portanto, esta proposta não é apenas uma inovação financeira, mas também uma verdadeira engenharia institucional, que exige cautela e paciência.
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Riscos e Desafios — A Volatilidade e os Custos Institucionais Não Podem Ser Ignorados
O ideal é muito promissor, mas a realidade é bastante complexa. O maior desafio do Bitcoin é a sua volatilidade. Assim que os ativos de alta volatilidade são introduzidos no balanço patrimonial de um país, as flutuações de curto prazo podem gerar pressão política e de opinião pública. Quanto maior for a transparência fiscal, mais evidente será a controvérsia gerada pelas oscilações de preço.
Em segundo lugar, estão as questões técnicas e de custódia. Reservas a nível nacional implicam a gestão de grandes volumes de ativos digitais, sendo que a segurança das chaves privadas, os mecanismos de armazenamento frio e a prevenção de ataques cibernéticos devem atingir padrões extremamente elevados. Caso ocorra um incidente de segurança, as consequências podem ultrapassar em muito as de uma instituição comum.
Além disso, as organizações financeiras internacionais continuam a definir os ativos de reserva com base em ativos tradicionais. Se o Brasil promover a legalidade do Bitcoin como reserva a nível internacional, também terá de enfrentar o desafio de adaptar-se às regras externas. Portanto, esta proposta não é apenas uma inovação financeira, mas também uma verdadeira engenharia institucional, que exige cautela e paciência.