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Plaid Levanta 575 Milhões de Dólares em Meio à Redução de Avaliação para 6,1 Mil Milhões de Dólares
A Plaid, a empresa de infraestrutura fintech que conecta contas bancárias de consumidores a aplicações e serviços digitais, concluiu uma venda secundária de ações no valor de 575 milhões de dólares. A rodada, apoiada por Ribbit Capital, NEA, Fidelity, BlackRock e Franklin Templeton, permite que os funcionários liquidezm ações com vencimento próximo, ao mesmo tempo que ajusta a avaliação da empresa de 13,4 bilhões de dólares para 6,1 bilhões de dólares.
O acordo, que oferece liquidez a funcionários de longa data, também reflete as condições atuais do mercado privado, onde mesmo empresas com receita positiva enfrentam expectativas ajustadas por parte dos investidores.
O CEO da Plaid, Zach Perret, afirmou à CNBC que a empresa tem visto um crescimento significativo tanto na receita quanto na rentabilidade.
Embora uma oferta pública inicial (IPO) ainda esteja no horizonte, Perret citou marcos internos que a empresa precisa alcançar antes de considerar uma estreia pública.
Um Momento Decisivo na História da Plaid: A Aquisição Abandonada pela Visa
O pico de avaliação anterior da Plaid ocorreu logo após uma proposta de aquisição por 5,3 bilhões de dólares pela Visa, anunciada em 2020. No entanto, o Departamento de Justiça dos EUA entrou com uma ação para bloquear o negócio, argumentando que a Visa — então a força dominante em pagamentos por débito online — tentava neutralizar um potencial rival antes que pudesse crescer mais.
Em uma declaração de janeiro de 2021, oficiais do DOJ descreveram a Plaid como uma “ameaça competitiva nascente” que poderia desafiar o controle da Visa sobre transações de débito online, oferecendo aos desenvolvedores e fintechs alternativas de pagamento.** A agência afirmou que a fusão “extinguiria um concorrente nascente” e “prejudicaria os consumidores.”**
Ao invés de enfrentar um processo, Visa e Plaid concordaram mutuamente em abandonar a fusão. O resultado preservou a independência da Plaid, permitindo que a empresa continue construindo infraestrutura de open banking utilizada por milhares de desenvolvedores e plataformas.
A aquisição fracassada tornou-se um momento definidor para a regulação do setor fintech e foi amplamente interpretada como uma vitória para a competição de mercado.
Conectando a Infraestrutura das Finanças Digitais
Desde sua fundação em 2012, a Plaid tornou-se uma das principais atuantes na infraestrutura fintech. Sua plataforma API conecta mais de 12.000 instituições financeiras a mais de 8.000 aplicações e provedores de serviços financeiros, impulsionando casos de uso em orçamento, empréstimos, investimentos, finanças pessoais e mais.
O sucesso da Plaid reside na sua capacidade de atuar como o tecido conectivo entre as contas financeiras dos consumidores e as aplicações que usam diariamente. Sua tecnologia sustenta uma vasta gama de experiências modernas em fintech, tornando-se uma das plataformas mais confiáveis no open banking.
Uma Venda Secundária para Recompensar a Permanência
A transação de 575 milhões de dólares é uma venda secundária, ou seja, os fundos vão para acionistas existentes — principalmente funcionários da Plaid com ações restritas que expiram em 2025 — ao invés de a própria empresa.
Essa estrutura é cada vez mais comum entre empresas privadas em estágio avançado que ainda não estão preparadas para abrir capital, mas desejam oferecer liquidez. Também indica que a Plaid possui capital operacional suficiente e não necessita de novos fundos primários para atingir suas metas de crescimento.
A decisão da Plaid de avançar com uma rodada secundária, ao invés de uma captação tradicional, permite controlar a diluição enquanto mantém o alinhamento com os investidores.
Mantendo o Rumos em Direção à IPO
Perret destacou que, embora abrir capital ainda seja um objetivo de longo prazo, continua sendo uma meta futura, não uma prioridade imediata. A empresa continua investindo na expansão da infraestrutura, com novos serviços de verificação de identidade, dados de renda e emprego, e iniciação de pagamentos.
Essas adições visam posicionar a Plaid não apenas como uma agregadora de dados, mas como uma provedora de infraestrutura completa que apoia um acesso financeiro mais amplo.
Conclusão: Um Negócio Mais Forte em um Mercado Mais Apertado
A última venda de ações e o ajuste na avaliação da Plaid marcam uma nova fase na sua trajetória.
Apoiando-se em grandes investidores institucionais e ainda operando de forma independente após o colapso do acordo com a Visa, a Plaid provou sua capacidade de se adaptar e escalar. O caminho para a IPO ainda está por vir — mas os fundamentos permanecem sólidos, e a missão é clara: impulsionar a próxima geração de aplicações financeiras com conectividade segura e flexível.
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A avaliação da Plaid cai para 6,1 mil milhões de dólares na venda secundária de ações de $575 milhões
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Plaid Levanta 575 Milhões de Dólares em Meio à Redução de Avaliação para 6,1 Mil Milhões de Dólares
A Plaid, a empresa de infraestrutura fintech que conecta contas bancárias de consumidores a aplicações e serviços digitais, concluiu uma venda secundária de ações no valor de 575 milhões de dólares. A rodada, apoiada por Ribbit Capital, NEA, Fidelity, BlackRock e Franklin Templeton, permite que os funcionários liquidezm ações com vencimento próximo, ao mesmo tempo que ajusta a avaliação da empresa de 13,4 bilhões de dólares para 6,1 bilhões de dólares.
O acordo, que oferece liquidez a funcionários de longa data, também reflete as condições atuais do mercado privado, onde mesmo empresas com receita positiva enfrentam expectativas ajustadas por parte dos investidores.
O CEO da Plaid, Zach Perret, afirmou à CNBC que a empresa tem visto um crescimento significativo tanto na receita quanto na rentabilidade.
Embora uma oferta pública inicial (IPO) ainda esteja no horizonte, Perret citou marcos internos que a empresa precisa alcançar antes de considerar uma estreia pública.
Um Momento Decisivo na História da Plaid: A Aquisição Abandonada pela Visa
O pico de avaliação anterior da Plaid ocorreu logo após uma proposta de aquisição por 5,3 bilhões de dólares pela Visa, anunciada em 2020. No entanto, o Departamento de Justiça dos EUA entrou com uma ação para bloquear o negócio, argumentando que a Visa — então a força dominante em pagamentos por débito online — tentava neutralizar um potencial rival antes que pudesse crescer mais.
Em uma declaração de janeiro de 2021, oficiais do DOJ descreveram a Plaid como uma “ameaça competitiva nascente” que poderia desafiar o controle da Visa sobre transações de débito online, oferecendo aos desenvolvedores e fintechs alternativas de pagamento.** A agência afirmou que a fusão “extinguiria um concorrente nascente” e “prejudicaria os consumidores.”**
Ao invés de enfrentar um processo, Visa e Plaid concordaram mutuamente em abandonar a fusão. O resultado preservou a independência da Plaid, permitindo que a empresa continue construindo infraestrutura de open banking utilizada por milhares de desenvolvedores e plataformas.
A aquisição fracassada tornou-se um momento definidor para a regulação do setor fintech e foi amplamente interpretada como uma vitória para a competição de mercado.
Conectando a Infraestrutura das Finanças Digitais
Desde sua fundação em 2012, a Plaid tornou-se uma das principais atuantes na infraestrutura fintech. Sua plataforma API conecta mais de 12.000 instituições financeiras a mais de 8.000 aplicações e provedores de serviços financeiros, impulsionando casos de uso em orçamento, empréstimos, investimentos, finanças pessoais e mais.
O sucesso da Plaid reside na sua capacidade de atuar como o tecido conectivo entre as contas financeiras dos consumidores e as aplicações que usam diariamente. Sua tecnologia sustenta uma vasta gama de experiências modernas em fintech, tornando-se uma das plataformas mais confiáveis no open banking.
Uma Venda Secundária para Recompensar a Permanência
A transação de 575 milhões de dólares é uma venda secundária, ou seja, os fundos vão para acionistas existentes — principalmente funcionários da Plaid com ações restritas que expiram em 2025 — ao invés de a própria empresa.
Essa estrutura é cada vez mais comum entre empresas privadas em estágio avançado que ainda não estão preparadas para abrir capital, mas desejam oferecer liquidez. Também indica que a Plaid possui capital operacional suficiente e não necessita de novos fundos primários para atingir suas metas de crescimento.
A decisão da Plaid de avançar com uma rodada secundária, ao invés de uma captação tradicional, permite controlar a diluição enquanto mantém o alinhamento com os investidores.
Mantendo o Rumos em Direção à IPO
Perret destacou que, embora abrir capital ainda seja um objetivo de longo prazo, continua sendo uma meta futura, não uma prioridade imediata. A empresa continua investindo na expansão da infraestrutura, com novos serviços de verificação de identidade, dados de renda e emprego, e iniciação de pagamentos.
Essas adições visam posicionar a Plaid não apenas como uma agregadora de dados, mas como uma provedora de infraestrutura completa que apoia um acesso financeiro mais amplo.
Conclusão: Um Negócio Mais Forte em um Mercado Mais Apertado
A última venda de ações e o ajuste na avaliação da Plaid marcam uma nova fase na sua trajetória.
Apoiando-se em grandes investidores institucionais e ainda operando de forma independente após o colapso do acordo com a Visa, a Plaid provou sua capacidade de se adaptar e escalar. O caminho para a IPO ainda está por vir — mas os fundamentos permanecem sólidos, e a missão é clara: impulsionar a próxima geração de aplicações financeiras com conectividade segura e flexível.