Quando uma empresa emite ações, muitas vezes há uma diferença entre o preço inicial definido pela empresa e o valor que os investidores realmente pagam. Essa diferença é onde entra o capital adicional de emissão. Vamos explicar este conceito importante de contabilidade que aparece no balanço de todas as empresas.
Quando os Investidores Pagam Mais do que o Valor Nominal
Aqui está a ideia principal: imagine que uma empresa decide que as suas ações valem 1€ cada. Esse é o valor nominal — o preço oficial de início. Mas, assim que as negociações começam, os investidores podem estar dispostos a pagar 2€ por ação porque acreditam no potencial da empresa. Esse 1€ extra por ação? É o que se torna capital adicional de emissão. Este conceito aplica-se tanto às ações ordinárias como às ações preferenciais, e representa dinheiro real a entrar na empresa além do valor nominal.
O ponto-chave é entender que o capital adicional de emissão reflete apenas ações vendidas diretamente pela empresa para captar capital. Não se refere às transações entre acionistas no mercado secundário. Essas transações não colocam dinheiro novo nos cofres da empresa.
O Exemplo do IPO: Como Funciona o Capital Adicional de Emissão na Prática
Vamos usar um cenário real para tornar isto concreto. Suponha que uma empresa planeja a sua oferta pública inicial (IPO) com um valor nominal de 20€ por ação e pretende emitir 100 milhões de ações. No primeiro dia de negociação, a procura é forte. Em vez de ficar nos 20€, as ações negociam a um preço médio de 25€.
Usando estes números:
Valor nominal: 20€
Preço de mercado real: 25€
Número de ações: 100 milhões
O capital adicional de emissão gerado no dia do IPO seria de 500 milhões de euros. Isto é o extra de 5€ por ação multiplicado por 100 milhões de ações. Este valor aparece no balanço da empresa e representa o prémio que os investidores pagaram acima do valor nominal.
Por que as Negociações no Mercado Secundário Não Afetam o Capital Adicional de Emissão
Aqui é onde muitas pessoas se confundem: após o IPO, se essas mesmas ações forem compradas e vendidas na bolsa, a 30€, 40€ ou até 15€, o valor do capital adicional de emissão não muda. Isto porque todas essas transações subsequentes são entre investidores, não entre a empresa e os investidores. Nenhum capital novo entra nos cofres da empresa, portanto, não há nada novo a registar como capital adicional de emissão.
As únicas transações que afetam o capital adicional de emissão são aquelas em que a própria empresa está a emitir novas ações. Isto pode acontecer durante ofertas subsequentes ou quando uma empresa emite ações adicionais para captar mais capital. Todas as outras transações são simplesmente atividades entre acionistas.
A Fórmula para Calcular o Capital Adicional de Emissão
A matemática por trás do cálculo do capital adicional de emissão é simples:
Capital Adicional de Emissão = (Preço de Emissão - Valor Nominal) × Número de Ações Emitidas
Aplicando ao nosso exemplo do IPO:
Preço de emissão: 25€
Valor nominal: 20€
Diferença: 5€
Ações emitidas: 100 milhões
Resultado: 500 milhões de euros em capital adicional de emissão
Este cálculo captura apenas as ações vendidas pela empresa para gerar capital. É um registo limpo e permanente no balanço, que não varia com as oscilações diárias do preço das ações. Investidores e analistas usam este valor para entender quanto os acionistas pagaram acima do valor nominal, o que fornece uma visão sobre a confiança do mercado na empresa no momento da emissão.
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Compreender o Capital Social Subscrito Adicional: A Diferença Entre o Valor Nominal e o Preço de Mercado
Quando uma empresa emite ações, muitas vezes há uma diferença entre o preço inicial definido pela empresa e o valor que os investidores realmente pagam. Essa diferença é onde entra o capital adicional de emissão. Vamos explicar este conceito importante de contabilidade que aparece no balanço de todas as empresas.
Quando os Investidores Pagam Mais do que o Valor Nominal
Aqui está a ideia principal: imagine que uma empresa decide que as suas ações valem 1€ cada. Esse é o valor nominal — o preço oficial de início. Mas, assim que as negociações começam, os investidores podem estar dispostos a pagar 2€ por ação porque acreditam no potencial da empresa. Esse 1€ extra por ação? É o que se torna capital adicional de emissão. Este conceito aplica-se tanto às ações ordinárias como às ações preferenciais, e representa dinheiro real a entrar na empresa além do valor nominal.
O ponto-chave é entender que o capital adicional de emissão reflete apenas ações vendidas diretamente pela empresa para captar capital. Não se refere às transações entre acionistas no mercado secundário. Essas transações não colocam dinheiro novo nos cofres da empresa.
O Exemplo do IPO: Como Funciona o Capital Adicional de Emissão na Prática
Vamos usar um cenário real para tornar isto concreto. Suponha que uma empresa planeja a sua oferta pública inicial (IPO) com um valor nominal de 20€ por ação e pretende emitir 100 milhões de ações. No primeiro dia de negociação, a procura é forte. Em vez de ficar nos 20€, as ações negociam a um preço médio de 25€.
Usando estes números:
O capital adicional de emissão gerado no dia do IPO seria de 500 milhões de euros. Isto é o extra de 5€ por ação multiplicado por 100 milhões de ações. Este valor aparece no balanço da empresa e representa o prémio que os investidores pagaram acima do valor nominal.
Por que as Negociações no Mercado Secundário Não Afetam o Capital Adicional de Emissão
Aqui é onde muitas pessoas se confundem: após o IPO, se essas mesmas ações forem compradas e vendidas na bolsa, a 30€, 40€ ou até 15€, o valor do capital adicional de emissão não muda. Isto porque todas essas transações subsequentes são entre investidores, não entre a empresa e os investidores. Nenhum capital novo entra nos cofres da empresa, portanto, não há nada novo a registar como capital adicional de emissão.
As únicas transações que afetam o capital adicional de emissão são aquelas em que a própria empresa está a emitir novas ações. Isto pode acontecer durante ofertas subsequentes ou quando uma empresa emite ações adicionais para captar mais capital. Todas as outras transações são simplesmente atividades entre acionistas.
A Fórmula para Calcular o Capital Adicional de Emissão
A matemática por trás do cálculo do capital adicional de emissão é simples:
Capital Adicional de Emissão = (Preço de Emissão - Valor Nominal) × Número de Ações Emitidas
Aplicando ao nosso exemplo do IPO:
Este cálculo captura apenas as ações vendidas pela empresa para gerar capital. É um registo limpo e permanente no balanço, que não varia com as oscilações diárias do preço das ações. Investidores e analistas usam este valor para entender quanto os acionistas pagaram acima do valor nominal, o que fornece uma visão sobre a confiança do mercado na empresa no momento da emissão.