A candidatura olímpica é um palco grandioso onde se cruzam os sonhos e ambições de vários países. Em torno do local de realização dos Jogos de 2036, atualmente decorre uma competição acirrada a nível mundial. Logo após o término dos Jogos de Brisbane em 2032, várias cidades começaram a movimentar-se para obter o direito de organizar os próximos Jogos Olímpicos. Na região da Ásia, até agora, apenas Japão, China e Coreia do Sul organizaram Jogos de Verão, mas 2036 pode marcar uma mudança significativa nesta situação.
A luta pela candidatura aos Jogos Olímpicos de 2036: uma competição feroz sob novas regras
O processo tradicional de candidatura olímpica era um percurso longo e difícil para as cidades. Contudo, nos últimos anos, o Comité Olímpico Internacional (COI) tem vindo a simplificar os procedimentos. Com a nova abordagem, o COI constrói uma relação de “diálogo contínuo e permanente” com as cidades candidatas, passando de uma avaliação de documentos semelhante a uma inscrição universitária para um processo que envolve várias entrevistas. Esta mudança tem reduzido a sensação de derrota para as cidades que não são selecionadas, abrindo portas para futuras relações.
Outro aspeto importante é a aprovação de um novo modelo em que várias cidades ou regiões inteiras podem organizar os Jogos, em vez de uma única cidade. Um exemplo desta nova abordagem é a decisão de realizar os Jogos de Inverno de 2030 em toda a região dos Alpes na França.
Cinco cidades candidatas confirmadas: principais favoritas para sediar os Jogos de 2036
Atualmente, há cinco cidades confirmadas como candidatas. Vamos analisar os seus sonhos e planos detalhadamente.
Doha, Catar: uma potência desportiva do Médio Oriente com grande ambição olímpica
A capital do Catar, Doha, está a emergir rapidamente como uma cidade desportiva de referência no Médio Oriente. Apesar de ainda não ter conseguido candidatar-se várias vezes, nos últimos dez anos tem promovido ativamente a realização de competições internacionais de nível mundial. Organizou campeonatos mundiais de atletismo, ginástica e natação, demonstrando uma elevada capacidade de organização de grandes eventos.
A infraestrutura está particularmente bem desenvolvida. Como legado da Copa do Mundo de 2022, Doha possui nove estádios de futebol. Há também uma oferta suficiente de hotéis, o que reduz a necessidade de construir novas instalações de grande escala. O Comité Olímpico do Catar aposta na candidatura de 2036, destacando o “compromisso de longo prazo com a excelência e sustentabilidade no desporto nacional”, prometendo também uma edição ambientalmente responsável.
Ahmedabad, Índia: o sonho de um país com a maior população do mundo
A Índia, com a sua população mais numerosa do planeta, tem vindo a alimentar há décadas o sonho de sediar os Jogos Olímpicos. Embora Nova Deli tenha organizado os Jogos da Commonwealth em 2010, dificuldades logísticas impediram-na de avançar como candidata oficial.
Agora, a cidade de Ahmedabad, capital do estado de Gujarat e a quinta maior cidade do país, surge como candidata indiana. Esta decisão carrega uma forte expectativa nacional. O presidente do Comité Olímpico Indiano, PT Usha, destacou o “impacto intergeracional que este Olímpico trará a todos os indianos”. O presidente francês Emmanuel Macron também apoia a candidatura da Índia, prometendo partilhar a sua vasta experiência na organização de Paris 2024 e transferir conhecimentos técnicos.
Embora tenha havido momentos em que a candidatura de várias cidades foi considerada, a decisão final foi concentrar-se em Ahmedabad. A cidade já dispõe de uma infraestrutura desportiva de topo no país e tem experiência na organização de grandes eventos internacionais recentes.
Istambul, Turquia: o sonho de uma cidade na Bósforo, na sua sexta tentativa
Para Istambul, a candidatura aos Jogos de 2036 representa a sexta tentativa. Esta cidade histórica enfrentou desafios geográficos e de transporte, tendo ficado várias vezes afastada devido a dificuldades na mobilidade entre o lado europeu e o asiático, que requerem combinações de metro, automóveis, barcos e autocarros.
No entanto, a estratégia de candidatura desta vez é diferente. Istambul pretende demonstrar a sua capacidade organizativa ao acolher grandes eventos desportivos, como os Jogos Europeus de 2027 e os Campeonatos Europeus de Atletismo e de Paralimpiadas. O prefeito Ekrem İmamoğlu afirmou anteriormente que “o entusiasmo dos cidadãos é o coração da nossa candidatura”, reforçando o forte desejo do povo turco de sediar os Jogos Olímpicos.
Nusantara, Indonésia: a primeira realização olímpica numa cidade do futuro
A Indonésia, com uma população entre as maiores do mundo, surge como uma nova potência no cenário olímpico, considerada uma “potência adormecida” do desporto. A cidade de Nusantara, a nova capital do país atualmente em construção, foi recomendada como candidata para 2036.
No ano passado, o ministro da Juventude e Desporto da Indonésia, Dito Ariotejo, afirmou que o novo presidente do COI mostrou interesse em realizar os Jogos Olímpicos de 2030 na cidade, o que poderia servir de trampolim para 2036. Realizar os Jogos nesta cidade em construção é um projeto ambicioso. O ministro Ariotejo expressou confiança, dizendo: “Se nos prepararmos com seriedade, temos capacidade para organizar os Jogos”.
Outras cidades indonésias, como Jacarta e Palembang, também estão a ser consideradas para distribuir as provas, alinhando-se ao novo modelo de múltiplas cidades promovido pelo COI.
Santiago, Chile: o desejo de recuperar os Jogos Olímpicos na América do Sul
A última vez que a América do Sul acolheu os Jogos Olímpicos foi em 2016, no Rio de Janeiro. Desde então, uma outra cidade do continente tem aguardado ansiosamente a oportunidade de receber novamente o evento.
Santiago, no Chile, destacou-se como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2023, atraindo atenção mundial. Com esse sucesso, a cidade avançou na candidatura para 2036. A sua localização, com as montanhas dos Andes ao fundo, oferece uma experiência única para os desportos olímpicos. O presidente Gabriel Boric declarou na cerimónia de abertura dos Jogos Pan-Americanos: “O Chile tem o direito de sonhar mais alto”. Estas palavras refletem a forte vontade da América do Sul de recuperar o direito de sediar os Jogos Olímpicos.
Outras candidaturas em análise: o palco de 2036 pode ainda expandir-se
Embora atualmente estejam cinco cidades confirmadas, outras podem ainda apresentar candidatura. Na Coreia do Sul, Jeonbuk, que há pouco tempo derrotou Seul na escolha do local, foi uma surpresa. Cidades do Egito também estão a considerar candidatar-se.
Além disso, a Arábia Saudita assinou um acordo para realizar, em 2027, o primeiro campeonato de e-sports olímpico, uma iniciativa que indica uma estratégia de preparação para futuros Jogos.
Decisão final para os Jogos de 2036: votação e o papel do novo presidente do COI
A decisão final sobre o local dos Jogos será entregue a um grupo de mais de 100 membros do COI, renomados e de todo o mundo, que irão votar para escolher o vencedor.
O novo presidente do COI, Kristi Coventley, que assumiu recentemente o cargo, ainda não mostrou intenção de acelerar as decisões de grande importância. A votação dos membros do COI poderá acontecer já no próximo ano, mas é mais provável que a escolha seja anunciada em 2027 ou 2028.
A competição entre as cinco cidades candidatas e várias potenciais candidatas continuará a evoluir. Resta saber qual delas conquistará esta honra, enquanto o mundo acompanha com expectativa.
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A luta pelo local dos Jogos Olímpicos de 2036, que atraem a atenção mundial: de Ásia a América do Sul, 5 cidades candidatas a sério
A candidatura olímpica é um palco grandioso onde se cruzam os sonhos e ambições de vários países. Em torno do local de realização dos Jogos de 2036, atualmente decorre uma competição acirrada a nível mundial. Logo após o término dos Jogos de Brisbane em 2032, várias cidades começaram a movimentar-se para obter o direito de organizar os próximos Jogos Olímpicos. Na região da Ásia, até agora, apenas Japão, China e Coreia do Sul organizaram Jogos de Verão, mas 2036 pode marcar uma mudança significativa nesta situação.
A luta pela candidatura aos Jogos Olímpicos de 2036: uma competição feroz sob novas regras
O processo tradicional de candidatura olímpica era um percurso longo e difícil para as cidades. Contudo, nos últimos anos, o Comité Olímpico Internacional (COI) tem vindo a simplificar os procedimentos. Com a nova abordagem, o COI constrói uma relação de “diálogo contínuo e permanente” com as cidades candidatas, passando de uma avaliação de documentos semelhante a uma inscrição universitária para um processo que envolve várias entrevistas. Esta mudança tem reduzido a sensação de derrota para as cidades que não são selecionadas, abrindo portas para futuras relações.
Outro aspeto importante é a aprovação de um novo modelo em que várias cidades ou regiões inteiras podem organizar os Jogos, em vez de uma única cidade. Um exemplo desta nova abordagem é a decisão de realizar os Jogos de Inverno de 2030 em toda a região dos Alpes na França.
Cinco cidades candidatas confirmadas: principais favoritas para sediar os Jogos de 2036
Atualmente, há cinco cidades confirmadas como candidatas. Vamos analisar os seus sonhos e planos detalhadamente.
Doha, Catar: uma potência desportiva do Médio Oriente com grande ambição olímpica
A capital do Catar, Doha, está a emergir rapidamente como uma cidade desportiva de referência no Médio Oriente. Apesar de ainda não ter conseguido candidatar-se várias vezes, nos últimos dez anos tem promovido ativamente a realização de competições internacionais de nível mundial. Organizou campeonatos mundiais de atletismo, ginástica e natação, demonstrando uma elevada capacidade de organização de grandes eventos.
A infraestrutura está particularmente bem desenvolvida. Como legado da Copa do Mundo de 2022, Doha possui nove estádios de futebol. Há também uma oferta suficiente de hotéis, o que reduz a necessidade de construir novas instalações de grande escala. O Comité Olímpico do Catar aposta na candidatura de 2036, destacando o “compromisso de longo prazo com a excelência e sustentabilidade no desporto nacional”, prometendo também uma edição ambientalmente responsável.
Ahmedabad, Índia: o sonho de um país com a maior população do mundo
A Índia, com a sua população mais numerosa do planeta, tem vindo a alimentar há décadas o sonho de sediar os Jogos Olímpicos. Embora Nova Deli tenha organizado os Jogos da Commonwealth em 2010, dificuldades logísticas impediram-na de avançar como candidata oficial.
Agora, a cidade de Ahmedabad, capital do estado de Gujarat e a quinta maior cidade do país, surge como candidata indiana. Esta decisão carrega uma forte expectativa nacional. O presidente do Comité Olímpico Indiano, PT Usha, destacou o “impacto intergeracional que este Olímpico trará a todos os indianos”. O presidente francês Emmanuel Macron também apoia a candidatura da Índia, prometendo partilhar a sua vasta experiência na organização de Paris 2024 e transferir conhecimentos técnicos.
Embora tenha havido momentos em que a candidatura de várias cidades foi considerada, a decisão final foi concentrar-se em Ahmedabad. A cidade já dispõe de uma infraestrutura desportiva de topo no país e tem experiência na organização de grandes eventos internacionais recentes.
Istambul, Turquia: o sonho de uma cidade na Bósforo, na sua sexta tentativa
Para Istambul, a candidatura aos Jogos de 2036 representa a sexta tentativa. Esta cidade histórica enfrentou desafios geográficos e de transporte, tendo ficado várias vezes afastada devido a dificuldades na mobilidade entre o lado europeu e o asiático, que requerem combinações de metro, automóveis, barcos e autocarros.
No entanto, a estratégia de candidatura desta vez é diferente. Istambul pretende demonstrar a sua capacidade organizativa ao acolher grandes eventos desportivos, como os Jogos Europeus de 2027 e os Campeonatos Europeus de Atletismo e de Paralimpiadas. O prefeito Ekrem İmamoğlu afirmou anteriormente que “o entusiasmo dos cidadãos é o coração da nossa candidatura”, reforçando o forte desejo do povo turco de sediar os Jogos Olímpicos.
Nusantara, Indonésia: a primeira realização olímpica numa cidade do futuro
A Indonésia, com uma população entre as maiores do mundo, surge como uma nova potência no cenário olímpico, considerada uma “potência adormecida” do desporto. A cidade de Nusantara, a nova capital do país atualmente em construção, foi recomendada como candidata para 2036.
No ano passado, o ministro da Juventude e Desporto da Indonésia, Dito Ariotejo, afirmou que o novo presidente do COI mostrou interesse em realizar os Jogos Olímpicos de 2030 na cidade, o que poderia servir de trampolim para 2036. Realizar os Jogos nesta cidade em construção é um projeto ambicioso. O ministro Ariotejo expressou confiança, dizendo: “Se nos prepararmos com seriedade, temos capacidade para organizar os Jogos”.
Outras cidades indonésias, como Jacarta e Palembang, também estão a ser consideradas para distribuir as provas, alinhando-se ao novo modelo de múltiplas cidades promovido pelo COI.
Santiago, Chile: o desejo de recuperar os Jogos Olímpicos na América do Sul
A última vez que a América do Sul acolheu os Jogos Olímpicos foi em 2016, no Rio de Janeiro. Desde então, uma outra cidade do continente tem aguardado ansiosamente a oportunidade de receber novamente o evento.
Santiago, no Chile, destacou-se como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2023, atraindo atenção mundial. Com esse sucesso, a cidade avançou na candidatura para 2036. A sua localização, com as montanhas dos Andes ao fundo, oferece uma experiência única para os desportos olímpicos. O presidente Gabriel Boric declarou na cerimónia de abertura dos Jogos Pan-Americanos: “O Chile tem o direito de sonhar mais alto”. Estas palavras refletem a forte vontade da América do Sul de recuperar o direito de sediar os Jogos Olímpicos.
Outras candidaturas em análise: o palco de 2036 pode ainda expandir-se
Embora atualmente estejam cinco cidades confirmadas, outras podem ainda apresentar candidatura. Na Coreia do Sul, Jeonbuk, que há pouco tempo derrotou Seul na escolha do local, foi uma surpresa. Cidades do Egito também estão a considerar candidatar-se.
Além disso, a Arábia Saudita assinou um acordo para realizar, em 2027, o primeiro campeonato de e-sports olímpico, uma iniciativa que indica uma estratégia de preparação para futuros Jogos.
Decisão final para os Jogos de 2036: votação e o papel do novo presidente do COI
A decisão final sobre o local dos Jogos será entregue a um grupo de mais de 100 membros do COI, renomados e de todo o mundo, que irão votar para escolher o vencedor.
O novo presidente do COI, Kristi Coventley, que assumiu recentemente o cargo, ainda não mostrou intenção de acelerar as decisões de grande importância. A votação dos membros do COI poderá acontecer já no próximo ano, mas é mais provável que a escolha seja anunciada em 2027 ou 2028.
A competição entre as cinco cidades candidatas e várias potenciais candidatas continuará a evoluir. Resta saber qual delas conquistará esta honra, enquanto o mundo acompanha com expectativa.