Atividade sísmica nos Estados Unidos: Terremotos registados nas últimas 24 horas

A costa dos Estados Unidos voltou a mostrar atividade geológica significativa, com um total de nove sismos reportados em território norte-americano e seus territórios durante as últimas 24 horas, de acordo com os dados oficiais do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Estes eventos sísmicos fazem parte dos 27 sismos de magnitude superior a 2,5 graus registados na América do Norte e no Caribe no mesmo período, evidenciando a constante dinâmica da crosta terrestre na região.

Alasca: Epicentro da atividade sísmica nos Estados Unidos

O Alasca posicionou-se como a região com maior concentração de sismos nos Estados Unidos durante este período de monitorização. O USGS registou múltiplos eventos sísmicos distribuídos em diferentes zonas do território:

Nas coordenadas próximas a Akhiok, ocorreu um sismo de magnitude 2,8 às 11h52 UTC (02h52 em Anchorage). Mais a noroeste, próximo de Happy Valley, outro movimento telúrico de magnitude 2,6 sacudiu a região às 11h44 UTC. Na zona leste-centro do estado, a 40 quilómetros a leste de Pedro Bay, registou-se um evento de magnitude 3,0 às 02h07 UTC do mesmo dia.

A cadeia de sismos no Alasca continuou com epicentros ao norte de Yakutat, onde ocorreram dois sismos de magnitudes 3,7 e 3,5 às 22h59 e 18h37 UTC, respetivamente. Na região de Sand Point, a atividade foi particularmente intensa, com dois movimentos de 3,5 e 3,3 graus de magnitude. Finalmente, a 194 quilómetros a sudeste de Akutan, detectou-se um evento de 3,1 graus às 02h02 UTC.

Esta concentração de sismos no Alasca reflete a sua localização na zona de subducção das Aleutas, um dos pontos mais sísmicamente ativos do continente norte-americano.

Montana, Colorado e Novo México: Sismos de maior magnitude no interior

Embora com menor frequência do que o Alasca, outras regiões experimentaram movimentos significativos. O evento de maior impacto foi o sismo de magnitude 4,2 registado a 8 quilómetros a nordeste de Black Eagle, Montana, às 19h41 UTC de 29 de janeiro, tornando-se o sismo mais forte do período analisado.

No Colorado, foram reportados dois movimentos: um de magnitude 2,8 localizado a 29 quilómetros ao sul de Weston às 11h06 UTC, e outro de 2,5 graus a 32 quilómetros a sudoeste de Segundo, ocorrido à mesma hora. Estes eventos refletem a atividade normal de zonas com stress tectónico moderado.

O Novo México registou um sismo considerável de magnitude 3,9 situado a 32 quilómetros ao norte de Cimarron às 07h20 UTC, representando um dos movimentos mais potentes fora do Alasca e Montana.

A base aérea Malmstrom, no Montana, também experienciou atividade, com um sismo de 2,7 graus às 00h46 UTC.

Atividade no Texas, Oregon e Porto Rico

O Texas apresentou três eventos sísmicos nas suas zonas produtoras de petróleo e gás. Um sismo de 2,7 graus ocorreu a 12 quilómetros a oeste de Stanton às 07h25 UTC, enquanto dois movimentos adicionais de 2,5 e 2,6 graus foram registados perto de Toyah e Pearsall, respetivamente.

No Oregon, o USGS reportou um sismo de 3,5 graus a 259 quilómetros a sudoeste de Pistol River, situando-se na zona da placa de Juan de Fuca, outra região sísmicamente ativa do país.

Porto Rico, situado na fronteira das placas tectónicas, mostrou dois eventos: um de 3,1 graus a 5 quilómetros a leste-sudeste de Maricao às 07h53 UTC, e outro de 3,3 graus a 133 quilómetros a nordeste de Vieques às 16h41 UTC.

A Falha de San Andreas: Ameaça sísmica na Califórnia

A Falha de San Andreas representa o risco sísmico mais significativo nos Estados Unidos, estendendo-se por aproximadamente 1.300 quilómetros através da Califórnia. Esta zona de fratura marca o limite entre a placa tectónica do Pacífico e a placa tectónica da América do Norte, gerando uma atividade sísmica constante que mantém os cientistas em estado de alerta permanente.

A característica mais preocupante desta região é a potencial ocorrência do “Big One”, um sismo de magnitude 8 ou superior que os especialistas alertam poder acontecer no futuro indeterminado. Um evento de tal magnitude causaria devastação generalizada, especialmente em zonas densamente povoadas como Los Angeles e São Francisco.

Registos históricos documentam sismos de grande magnitude na região: o sismo de São Francisco de 1906 atingiu uma magnitude de 7,8, enquanto o sismo de Fort Tejon em 1857 foi ainda mais potente, com 7,9 graus. Estes eventos, embora distanciados no tempo, demonstram que a Califórnia está sujeita a ciclos de grandes movimentos sísmicos.

Medidas de prevenção e resposta a sismos

Considerando os sismos registados nos Estados Unidos e o risco potencial concentrado na Falha de San Andreas, as autoridades realizam continuamente exercícios de simulação e revisão de protocolos de segurança. Estas iniciativas incluem campanhas de sensibilização pública sobre ações preventivas essenciais: o que fazer antes, durante e após um sismo.

O monitoramento constante do USGS através do seu sistema de mapas interativos de “Latest Earthquakes” permite à população manter-se informada sobre a atividade sísmica em tempo real, facilitando respostas rápidas e eficazes perante qualquer eventualidade sísmica.

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