Análise completa de ETFs de criptomoedas: desde compreender ETFs de spot e futuros até dominar estratégias de investimento

Investir em criptomoedas já foi um campo altamente especializado e técnico, mas a chegada dos ETFs está a mudar tudo isso. Com a aprovação pela SEC dos Estados Unidos no início de 2024 dos primeiros ETFs de Bitcoin à vista no mercado, os ativos de criptomoedas começaram a integrar-se oficialmente no sistema financeiro tradicional. O que esta mudança significa para o investidor comum? Este artigo irá fornecer uma compreensão completa do funcionamento dos ETFs de criptomoedas, suas vantagens e riscos.

A origem dos ETFs de criptomoedas: o ponto de viragem de 2024

Durante muito tempo, a SEC dos EUA preocupava-se principalmente com lacunas regulatórias e riscos de manipulação de mercado no mercado de criptomoedas à vista. Antes de janeiro de 2024, existiam apenas ETFs de futuros de Bitcoin, lançados em 2021, que na prática rastreavam o preço de contratos futuros de Bitcoin, e não possuíam ativos físicos diretamente.

A verdadeira mudança ocorreu no início de 2024. Após uma colaboração aprofundada com instituições de custódia especializadas e a introdução de mecanismos inovadores como o “Protocolo de Monitoramento Compartilhado”, a SEC finalmente ficou convencida de que esses riscos eram controláveis. A aprovação do ETF à vista foi vista pela indústria como um marco importante na entrada das criptomoedas no mainstream financeiro — não apenas uma inovação tecnológica, mas também uma confirmação oficial por parte das instituições financeiras tradicionais de que as criptomoedas são um ativo legítimo.

Para os investidores que desejam participar do mercado de criptomoedas, isso significa que investir se tornou mais simples e transparente. Processos que antes exigiam o entendimento de conceitos complexos de blockchain, gestão de carteiras digitais e proteção de chaves privadas agora podem ser feitos de forma tão simples quanto comprar ações, diretamente na sua conta de valores mobiliários.

Como os ETFs transformam o investimento em criptomoedas: três principais vantagens

Redução da barreira de entrada, democratizando o investimento em criptomoedas

Tradicionalmente, investir em criptomoedas enfrentava uma série de obstáculos técnicos: conceitos complexos de blockchain, operações complicadas com carteiras digitais, riscos na gestão de chaves privadas. Os ETFs encapsulam todas essas operações em produtos financeiros simples, que não exigem que o investidor domine detalhes técnicos — basta usar uma interface de negociação de ações familiar para comprar o produto. Essa mudança transforma o investimento em criptomoedas de um “campo profissional” para uma “ferramenta de investimento de massa”.

Segurança reforçada por instituições de custódia

Exchanges de criptomoedas podem falir, sofrer ataques de hackers ou serem alvo de fraudes — esses eram pesadelos que atormentavam investidores. Com os ETFs, os emissores colaboram com instituições de custódia especializadas, que utilizam padrões de segurança bancária para guardar os ativos, tornando todas as operações transparentes e supervisionadas por órgãos reguladores. Os ativos dos investidores deixam de depender de uma única exchange e passam a contar com proteção institucional.

Integração com ativos tradicionais e diversificação de portfólio

Incluir ETFs de criptomoedas em carteiras que já contenham ações e títulos permite uma gestão unificada de todos os ativos, simplificando o controle de riscos. Como as criptomoedas possuem baixa correlação com ativos tradicionais, elas podem ajudar a diversificar o risco geral do portfólio. Além disso, a oferta limitada de criptomoedas confere a elas potencial de proteção contra a inflação, tornando-se uma nova opção de alocação de ativos para investidores modernos.

ETF à vista vs ETF de futuros: qual ferramenta de investimento em criptomoedas escolher

No mercado de ETFs de criptomoedas, existem principalmente duas formas de produtos, cujas diferenças são muito maiores do que aparentam à primeira vista.

ETF à vista funciona assim: o emissor compra e detém diretamente Bitcoins físicos no mercado. Ao adquirir uma unidade do ETF à vista, o emissor deposita na custódia uma quantidade equivalente de Bitcoin (1:1). Essa estrutura garante alta precisão no rastreamento do preço e uma resposta quase instantânea às variações de mercado, além de custos de manutenção relativamente baixos. É mais indicado para quem planeja uma alocação de longo prazo em criptomoedas, sem operações frequentes.

ETF de futuros não possui Bitcoins físicos, mas rastreia o preço por meio de contratos futuros de Bitcoin. Como não envolve custódia de ativos físicos, teoricamente oferece maior segurança. Contudo, esses ETFs podem ser afetados por diferenças de preço entre contratos futuros e o mercado à vista, além de custos de rolagem de contratos, que podem corroer os lucros ao longo do tempo. São mais adequados para traders de curto prazo ou investidores que fazem hedge.

Dimensão de comparação ETF à vista ETF de futuros
Ativo de base Bitcoins físicos Contratos futuros de Bitcoin
Precisão de preço Alta, sincronizado em tempo real Média, influenciado por prêmio de futuros
Custos de manutenção Baixos Mais altos (custos de rolagem)
Perfil de investimento Longo prazo Curto prazo, hedge
Horários de negociação Limitados ao horário de mercado de ações Idem
Risco de ativos físicos Seguro por custódia Sem risco de custódia física

Os cinco principais riscos ao investir em ETFs de criptomoedas

Embora os ETFs simplifiquem o processo de investimento, eles não eliminam os riscos inerentes às criptomoedas. As próprias características do ativo determinam o perfil de risco do produto.

Risco 1: Volatilidade intensa. Tanto ETFs à vista quanto de futuros estão diretamente ligados ao preço do Bitcoin, que é notoriamente volátil — oscilações diárias superiores a 10% são comuns. Se você é sensível a variações de preço ou precisa do capital em curto prazo, deve refletir bem antes de investir.

Risco 2: Desalinhamento de preços entre ETF e mercado à vista. Apesar do objetivo de rastrear o preço do Bitcoin, fatores como taxas de administração, diferenças de horário, e variações de mercado podem causar discrepâncias entre o preço do ETF e o valor do ativo físico. Especialmente nos fins de semana, quando o mercado de Bitcoin pode oscilar fortemente, o ETF só refletirá essas mudanças na próxima sessão de negociação, criando um risco de timing.

Risco 3: Regulação em evolução. Apesar da aprovação do ETF à vista nos EUA, outros países ainda possuem regulações incompletas. Em situações extremas de mercado, reações regulatórias podem variar e gerar maior volatilidade, além de incertezas na proteção do investidor.

Risco 4: Diferenças entre produtos de ETF. ETFs à vista e de futuros não são intercambiáveis. Os custos de rolagem de contratos futuros podem diminuir o desempenho ao longo do tempo, levando a resultados inferiores ao esperado. Escolher o produto errado pode gerar perdas inesperadas.

Risco 5: Derivativos alavancados e produtos complexos. Existem ETFs de inversão e de alavancagem, que são instrumentos complexos e indicados apenas para operações de curto prazo. Muitos investidores iniciantes acabam sofrendo perdas significativas por má compreensão desses produtos.

ETF versus compra direta de Bitcoin: qual a melhor escolha para o investidor de criptomoedas

Ao investir em criptomoedas, o caminho do ETF e a compra direta representam rotas distintas, cada uma com suas vantagens e desvantagens.

Quem opta por ETF de criptomoedas geralmente busca praticidade. A operação é idêntica à compra de ações, realizada na conta de valores mobiliários, com custódia por parte de uma instituição especializada. Não há necessidade de gerenciar chaves privadas ou se preocupar com riscos de exchanges. A desvantagem é que a negociação fica limitada ao horário de funcionamento do mercado de ações, com menor flexibilidade. É mais indicado para iniciantes ou investidores que preferem uma abordagem passiva.

Quem prefere comprar Bitcoin diretamente costuma ser um trader mais avançado. Busca controle total sobre seus ativos, participação em staking, arbitragem, e maior liberdade de negociação — o mercado de criptomoedas funciona 24 horas por dia, sem restrições de horário. Contudo, exige conhecimento técnico na gestão de carteiras, proteção de chaves privadas e escolha de exchanges, assumindo maior responsabilidade e risco.

Em termos de custos:

  • ETFs envolvem taxas de administração e corretagem
  • Compra direta implica custos de transação na exchange e taxas de retirada

A escolha entre eles depende do perfil do investidor, frequência de operação e volume de recursos.

Critério ETF de criptomoedas Compra direta de Bitcoin
Complexidade operacional Baixa (como comprar ações) Alta (requer conhecimento técnico)
Custódia do ativo Institucional Pessoal
Propriedade do ativo Indireta (via papel de valor mobiliário) Direta (propriedade total)
Horários de negociação Limitados ao mercado de ações 24 horas por dia
Operações avançadas Limitadas Permitem staking, arbitragem, etc.
Curva de aprendizado Suave Íngreme
Perfil ideal Iniciantes, passivos Traders ativos, avançados

Produtos principais de ETFs de criptomoedas no mercado

No mercado, já existem diversos ETFs de criptomoedas de alta qualidade, que os investidores podem escolher conforme suas necessidades.

O IBIT, lançado pela BlackRock, é o maior ETF de Bitcoin à vista do mundo, com alta liquidez e baixos custos de transação, graças à influência e recursos do seu emissor. O FBTC, da Fidelity, destaca-se por taxas acessíveis e uma abordagem amigável para investidores de varejo.

O GBTC, da Grayscale, é um dos produtos mais antigos, originado de um trust convertido em ETF. A Bitwise foca em criptomoedas e na educação de investidores. A ARKB, da Ark Invest, liderada por Cathie Wood, atrai investidores com sua visão inovadora.

No segmento de ETFs de futuros, o BITO, da ProShares, foi o primeiro a ser aprovado e lançado, apresentando maior liquidez e sendo ideal para operações de curto prazo. O BITI, também da ProShares, é um ETF inverso, permitindo posições de venda de Bitcoin, útil para hedge ou estratégias de baixa.

Como investir em ETFs de criptomoedas: passos práticos

Devido à complexidade e alta volatilidade dos ativos de criptomoedas, as autoridades reguladoras estabeleceram requisitos rigorosos de investimento. Geralmente, investidores comuns não podem comprar ETFs de criptomoedas diretamente em exchanges, mas há duas vias legais:

Primeira via: corretoras estrangeiras

A forma mais rápida e acessível atualmente:

  1. Escolha uma corretora estrangeira que ofereça ETFs de Bitcoin
  2. Abra uma conta de valores mobiliários internacional
  3. Transfira fundos para a conta
  4. Acesse a plataforma, busque pelo código do ETF (como IBIT, FBTC), e realize a compra

Cuidados importantes: taxas de câmbio podem impactar o custo total, portanto, envie valores que não sejam muito pequenos para evitar perdas na conversão. Além disso, os rendimentos obtidos em corretoras estrangeiras podem ser considerados renda no exterior, sujeitando-se à declaração e possíveis impostos.

Segunda via: Subscrição por conta de terceiros (para investidores profissionais)

Se você for considerado um “investidor profissional”, pode investir via corretoras nacionais por meio de uma conta de subcorretagem internacional. Para isso, deve atender a critérios como:

  • Pessoas jurídicas (bancos, seguradoras, trustes)
  • Pessoas físicas com patrimônio superior a 3 milhões de TWD ou com transações superiores a 300 mil TWD, além de patrimônio total acima de 1,5 milhão de TWD

Este canal oferece maior segurança e conveniência, mas com requisitos de entrada mais elevados.

Perguntas frequentes

Q: ETFs de criptomoedas são seguros?

A: Em comparação com a compra direta, os ETFs oferecem maior segurança, graças à custódia especializada, supervisão regulatória e proteção institucional. Contudo, “seguro” não significa isento de riscos — a volatilidade de preço permanece.

Q: Existem outros ETFs além do Bitcoin?

A: Sim. ETFs de Ethereum à vista já foram aprovados nos EUA, com funcionamento semelhante ao do Bitcoin. Outras criptomoedas ainda estão em fase de avaliação, mas o mercado atualmente é dominado por Bitcoin e Ethereum.

Q: ETFs de criptomoedas são indicados para investimento de longo ou curto prazo?

A: Depende do tipo de ETF. Os à vista, por custos baixos e rastreamento preciso, são mais indicados para investimentos de longo prazo. Os de futuros, devido aos custos de rolagem, são mais adequados para operações de curto prazo ou hedge.

Escolher a ferramenta certa de investimento em criptomoedas é fundamental não só para maximizar retornos, mas também para uma experiência de investimento mais segura e eficiente. Seja você um iniciante ou um investidor avançado buscando diversificação, compreender o funcionamento e os riscos dos ETFs é o primeiro passo.

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