Desenvolvimentos nas Últimas 72 Horas 6 de fevereiro, Conversações em Muscat: A parte dos EUA incluiu figuras como Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto o Irão foi representado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi. A parte iraniana descreveu as conversações como um "bom começo" e afirmou que ainda há "um longo caminho a percorrer na construção da confiança". O Presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu as conversações como "muito boas" e anunciou que uma nova ronda será realizada na próxima semana. Linhas Vermelhas do Irão: As conversações limitar-se-ão apenas à questão nuclear. Reduzir o enriquecimento de urânio a zero é absolutamente inaceitável — "O enriquecimento é um direito do Irão" (Araghchi, 8 de fevereiro). O programa de mísseis balísticos e os aliados regionais (Hezbollah, Houthis, etc.) estão completamente fora de questão. O aumento militar dos EUA na região é visto como uma "provocação". Demandas dos EUA: Enriquecimento de urânio zero. Limitar severamente o alcance dos mísseis balísticos. Cortar completamente o apoio às forças proxy na região. Abordar violações dos direitos humanos e a repressão de protestos. Embora o Irão tenha sinalizado flexibilidade em relação à diluição do urânio altamente enriquecido (declarações de 9 de fevereiro), esta oferta ainda não foi considerada suficiente pelos EUA. Elementos de Turbulência Enquanto a parte iraniana transmitiu a mensagem de que "os EUA não são sérios, não conseguirão nos intimidar", foi simultaneamente reportado que mísseis balísticos Khorramshahr-4 estavam sendo implantados e testados em instalações subterrâneas. Os EUA alertaram seus cidadãos para "deixarem o Irão imediatamente" antes das conversações e continuam a manter o grupo de porta-aviões Abraham Lincoln no Golfo. A política interna do Irão também está tensa: a repressão continua, com milhares de manifestantes mortos, e o regime está endurecendo sua postura. O fator israelense: Netanyahu discutirá a questão do Irão com Trump na Casa Branca em 11 de fevereiro. Israel considera as conversações uma "tática de ganhar tempo" e exige um acordo abrangente. Avaliação Geral A situação atual está a avançar numa linha tênue entre diplomacia e tensão militar. Ambos os lados dizem "vamos continuar a conversar", mas não há concessões concretas. O regime iraniano parece estar a tentar ganhar tempo, enquanto a administração Trump busca um acordo "maximalista" e mantém a opção militar em cima da mesa em caso de fracasso. Em resumo: Embora as conversações sejam apresentadas como um "bom começo", a hashtag #USIranNuclearTalksTurmoil está em alta precisamente por isso: Um acordo real não está à vista; o impasse e a tensão prevalecem. O que a próxima (provável rodada desta semana) trará é de importância crítica.
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#USIranNuclearTalksTurmoil
6 de fevereiro, Conversações em Muscat: A parte dos EUA incluiu figuras como Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto o Irão foi representado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi. A parte iraniana descreveu as conversações como um "bom começo" e afirmou que ainda há "um longo caminho a percorrer na construção da confiança". O Presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu as conversações como "muito boas" e anunciou que uma nova ronda será realizada na próxima semana. Linhas Vermelhas do Irão:
As conversações limitar-se-ão apenas à questão nuclear.
Reduzir o enriquecimento de urânio a zero é absolutamente inaceitável — "O enriquecimento é um direito do Irão" (Araghchi, 8 de fevereiro).
O programa de mísseis balísticos e os aliados regionais (Hezbollah, Houthis, etc.) estão completamente fora de questão.
O aumento militar dos EUA na região é visto como uma "provocação".
Demandas dos EUA:
Enriquecimento de urânio zero.
Limitar severamente o alcance dos mísseis balísticos.
Cortar completamente o apoio às forças proxy na região. Abordar violações dos direitos humanos e a repressão de protestos.
Embora o Irão tenha sinalizado flexibilidade em relação à diluição do urânio altamente enriquecido (declarações de 9 de fevereiro), esta oferta ainda não foi considerada suficiente pelos EUA.
Elementos de Turbulência
Enquanto a parte iraniana transmitiu a mensagem de que "os EUA não são sérios, não conseguirão nos intimidar", foi simultaneamente reportado que mísseis balísticos Khorramshahr-4 estavam sendo implantados e testados em instalações subterrâneas.
Os EUA alertaram seus cidadãos para "deixarem o Irão imediatamente" antes das conversações e continuam a manter o grupo de porta-aviões Abraham Lincoln no Golfo.
A política interna do Irão também está tensa: a repressão continua, com milhares de manifestantes mortos, e o regime está endurecendo sua postura.
O fator israelense: Netanyahu discutirá a questão do Irão com Trump na Casa Branca em 11 de fevereiro. Israel considera as conversações uma "tática de ganhar tempo" e exige um acordo abrangente.
Avaliação Geral
A situação atual está a avançar numa linha tênue entre diplomacia e tensão militar. Ambos os lados dizem "vamos continuar a conversar", mas não há concessões concretas. O regime iraniano parece estar a tentar ganhar tempo, enquanto a administração Trump busca um acordo "maximalista" e mantém a opção militar em cima da mesa em caso de fracasso. Em resumo: Embora as conversações sejam apresentadas como um "bom começo", a hashtag #USIranNuclearTalksTurmoil está em alta precisamente por isso: Um acordo real não está à vista; o impasse e a tensão prevalecem. O que a próxima (provável rodada desta semana) trará é de importância crítica.