V.A.S: A Plataforma de Criptoativos que Desperta Desconfiança com Retornos Irrealistas e Saques Bloqueados

Em meados de 2024, uma empresa autodenominada “V.A.S Compra e Vendas de Criptoativos” surgiu no mercado com propostas que despertaram suspeitas imediatas entre especialistas em fraudes. Fundada por Lauri Vargas e alegadamente sediada no Uruguai, a VAS se posicionava como uma operadora inovadora no segmento de investimentos em criptoativos. Porém, análises mais detalhadas revelaram características extremamente preocupantes que apontam para um possível esquema de Ponzi combinado com estrutura piramidal.

Ofertas de Rendimento que Desafiam a Realidade Financeira

A VAS estruturou seu atrativo principal em torno de planos de investimento com promessas absurdas. Oferecia retornos fixos de 5% de lucro diário para investimentos que variam de R$ 200 até R$ 500 mil. Esses percentuais não apenas são insustentáveis no mercado de criptoativos—notoriamente volátil—como também em qualquer operação financeira legítima. Um rendimento diário consistente dessa magnitude simplesmente não existe sem um risco catastrófico equivalente ou sem que novas entradas de capital estejam financiando os pagamentos aos participantes anteriores.

Este padrão é característico de fraudes financeiras, onde os ganhos dos investidores iniciais dependem exclusivamente do dinheiro dos novos aderentes, não de operações comerciais reais ou sustentáveis.

A Mecânica da Pirâmide: Recrutamento em Nove Níveis

Para impulsionar o crescimento exponencial necessário à sustentação de suas falsas promessas, a VAS implementou um sistema unilevel de recrutamento. Os investidores eram incentivados a recrutar novos participantes em até nove níveis hierárquicos, com comissões escalonadas que diminuem conforme aumenta a profundidade: 10% no primeiro nível, reduzindo gradualmente até 1% no nono nível.

Esta estrutura claramente piramidal força a busca incessante por novos membros para gerar receita, uma característica definidora de fraudes. Quando o número de possíveis recrutas se esgota—e sempre se esgota—o sistema colapsa, deixando a maioria dos participantes com perdas totais.

Os Sinais de Colapso: Bloqueios de Saque e Exclusão de Administradores

Menos de duas semanas após seu lançamento, começaram a surgir os primeiros sinais de que algo estava gravemente errado. Administradores do grupo oficial da VAS em redes sociais começaram a ser excluídos sem explicação. Uma administradora chamada Hanna Laile compartilhou em seu Instagram Story a experiência de ser removida do grupo administrativo, relatando simultaneamente a impossibilidade de realizar saques. Sua conta havia sido bloqueada e ela aguardava um posicionamento da liderança da empresa e suporte técnico—uma resposta que nunca veio.

A exclusão simultânea de múltiplos administradores e o bloqueio de saques são marcadores clássicos de colapso de esquemas fraudulentos. Quando operadores percebem que o sistema está se desmoronando, frequentemente trancam as contas dos usuários e eliminam potenciais denunciantes de dentro da estrutura.

O Desaparecimento Digital: Canal do Youtube e Site Desativados

Conforme a desconfiança aumentava, a VAS começou a desativar seus canais de comunicação. O canal do YouTube da empresa, que regularmente transmitia lives com o presidente para responder dúvidas de investidores e captadores, foi removido do ar. Da mesma forma, seu site passou a estar inacessível. Estes movimentos sugerem uma fuga estratégica diante da crescente pressão e questionamentos.

A desativação de canais de comunicação em meio a reivindicações de fraude é outro padrão reconhecível de operações que desmoronam. Em vez de responder às preocupações, os operadores simplesmente desaparecem.

O Alerta Profissional: Perspectiva de um Caçador de Pirâmides

Este artigo recebe análise e validação de O Ceifador, um dos maiores investigadores de esquemas piramidais do Brasil. Sua experiência em rastrear e expor fraudes financeiras confere credibilidade ao reconhecimento das características clássicas de Ponzi e pirâmide presentes na VAS.

Todos os elementos estão presentes: promessas de retorno impossíveis, estrutura de recrutamento multinível, bloqueio de saques, exclusão de verificadores internos, e desaparecimento dos canais de comunicação. Estes não são coincidências ou má gestão—são o roteiro padrão de colapso de uma fraude financeira.

Inversores que identifiquem a VAS ou esquemas similares em suas redes devem reportar aos órgãos reguladores competentes e avisar possíveis vítimas sobre os riscos.

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