A indústria de criptomoedas continua a enfrentar um desafio regulatório sem precedentes, e o setor bancário lidera na definição de uma linha clara entre os dois papéis distintos que as stablecoins desejam desempenhar. No meio de debates ativos em Capitol Hill, líderes do setor financeiro tradicional expressam suas profundas preocupações sobre como os ativos digitais que pagam juros devem ser geridos.
Bill Demchak, presidente e CEO do PNC Bank, articulou uma posição sem igual que reflete o sentimento de toda a comunidade bancária. Em uma oportunidade de prestígio durante a chamada de resultados do quarto trimestre, Demchak apresentou o caminho futuro para a regulamentação de stablecoins, que não é apenas pragmático, mas também crucial para a proteção do consumidor.
O Desafio Principal: Juros em Stablecoin e o Limite da Regulação
A questão mais importante levantada por Demchak é a proporção de empresas de criptomoedas que oferecem rendimento ou juros em stablecoins. Segundo sua análise, esse mecanismo não é perfeitamente oferecido em um vácuo regulatório. Se uma stablecoin começar a pagar juros, afirma o CEO, ela se torna, na prática, semelhante a um fundo de mercado monetário regulado—um produto há muito testado na proteção ao consumidor e na conformidade regulatória.
“O debate agora se concentra em como definir essa recompensa no contexto de duas leis principais: o GENIUS Act e o Clarity Act,” explica Demchak. Os legisladores estão ativamente empenhados em esclarecer os detalhes da terminologia, especialmente se os benefícios oferecidos pelas stablecoins podem ser considerados como “juros” proibidos pelo GENIUS Act ou enquadrados em outra categoria.
Uma Chamada Sem Igual por Clareza Regulamentar
A posição do PNC Bank é sem igual em sua firmeza e abrangência. O banco defende fortemente um sistema onde as stablecoins devem escolher: seja como um mecanismo de pagamento puro ou como um veículo de investimento que segue as regulamentações aplicáveis a fundos de mercado monetário.
“Se querem ser um fundo de mercado monetário, que sejam um,” diz Demchak. “Seguem todos os processos e regras. Se querem ser apenas um mecanismo de pagamento, sejam um e não ofereçam juros. Mas os dois não podem coexistir sem uma supervisão adequada.”
Essa mensagem reflete uma visão crítica de que o modelo de uso dual—onde um ativo funciona como meio de pagamento e gerador de rendimento—cria arbitragem regulatória que favorece as empresas de criptomoedas e prejudica a proteção ao consumidor.
O Contexto Mais Amplo do Debate Regulatório
Os comentários de Demchak não ocorreram no vácuo. Na semana passada, o Senate Banking Committee adiou uma marcação agendada para um projeto de lei abrangente sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. O adiamento ocorreu devido a preocupações de stakeholders, incluindo o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, que destacou disposições que podem prejudicar os consumidores e o desenvolvimento da competição.
O verdadeiro argumento gira em torno de se haverá ou não paridade regulatória. O setor bancário faz uma pergunta simples: se os fundos de mercado monetário tradicionais seguem regras rigorosas, por que as stablecoins com funções semelhantes deveriam receber uma supervisão mais leve?
Implicações para a Indústria e o Mercado
Esse debate pode parecer técnico, mas suas implicações são amplas. A clareza regulatória será determinante para a evolução do mercado de stablecoins no próximo ano. Se os emissores puderem oferecer juros sem seguir os padrões tradicionais bancários, isso criará uma vantagem injusta. Por outro lado, se todos forem submetidos à mesma supervisão, a inovação pode ser desacelerada, mas a proteção ao consumidor será maior.
O PNC Bank tem interesse no resultado. O banco colaborou com a Coinbase em 2021 para explorar pagamentos baseados em blockchain e infraestrutura de ativos digitais para clientes institucionais, mantendo uma postura cautelosa quanto à oferta de produtos de criptomoedas para o varejo. Essa posição demonstra uma abordagem pragmática: aceitar a inovação tecnológica enquanto mantém a propriedade regulatória.
O Lobby das Criptomoedas e o Futuro da Regulação
Outra dimensão visível na discussão é a influência da indústria. Segundo Demchak, o setor de criptomoedas possui um grande poder de lobby em Washington. “A indústria é forte na tentativa de dizer que quer tudo—sem limites,” afirma. “É uma grande questão como isso vai se desenrolar.”
Essa observação reflete uma tensão mais ampla entre o ecossistema de criptomoedas em rápida evolução e os reguladores financeiros tradicionais, preocupados com riscos sistêmicos e bem-estar do consumidor. O debate não é apenas sobre a mecânica das stablecoins; trata-se de como um sistema financeiro moderno deve operar, com proteção rigorosa, mas aberto à inovação.
Enquanto legisladores e reguladores continuam a elaborar regras, posições como a sem igual do PNC Bank serão um modelo importante para o futuro das finanças digitais—um futuro onde clareza, justiça e proteção ao consumidor não são apenas negócios, mas requisitos essenciais.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
A Perspectiva Inigualável do PNC Bank sobre Stablecoins: Escolha entre Apoio à Transação ou Investimento
A indústria de criptomoedas continua a enfrentar um desafio regulatório sem precedentes, e o setor bancário lidera na definição de uma linha clara entre os dois papéis distintos que as stablecoins desejam desempenhar. No meio de debates ativos em Capitol Hill, líderes do setor financeiro tradicional expressam suas profundas preocupações sobre como os ativos digitais que pagam juros devem ser geridos.
Bill Demchak, presidente e CEO do PNC Bank, articulou uma posição sem igual que reflete o sentimento de toda a comunidade bancária. Em uma oportunidade de prestígio durante a chamada de resultados do quarto trimestre, Demchak apresentou o caminho futuro para a regulamentação de stablecoins, que não é apenas pragmático, mas também crucial para a proteção do consumidor.
O Desafio Principal: Juros em Stablecoin e o Limite da Regulação
A questão mais importante levantada por Demchak é a proporção de empresas de criptomoedas que oferecem rendimento ou juros em stablecoins. Segundo sua análise, esse mecanismo não é perfeitamente oferecido em um vácuo regulatório. Se uma stablecoin começar a pagar juros, afirma o CEO, ela se torna, na prática, semelhante a um fundo de mercado monetário regulado—um produto há muito testado na proteção ao consumidor e na conformidade regulatória.
“O debate agora se concentra em como definir essa recompensa no contexto de duas leis principais: o GENIUS Act e o Clarity Act,” explica Demchak. Os legisladores estão ativamente empenhados em esclarecer os detalhes da terminologia, especialmente se os benefícios oferecidos pelas stablecoins podem ser considerados como “juros” proibidos pelo GENIUS Act ou enquadrados em outra categoria.
Uma Chamada Sem Igual por Clareza Regulamentar
A posição do PNC Bank é sem igual em sua firmeza e abrangência. O banco defende fortemente um sistema onde as stablecoins devem escolher: seja como um mecanismo de pagamento puro ou como um veículo de investimento que segue as regulamentações aplicáveis a fundos de mercado monetário.
“Se querem ser um fundo de mercado monetário, que sejam um,” diz Demchak. “Seguem todos os processos e regras. Se querem ser apenas um mecanismo de pagamento, sejam um e não ofereçam juros. Mas os dois não podem coexistir sem uma supervisão adequada.”
Essa mensagem reflete uma visão crítica de que o modelo de uso dual—onde um ativo funciona como meio de pagamento e gerador de rendimento—cria arbitragem regulatória que favorece as empresas de criptomoedas e prejudica a proteção ao consumidor.
O Contexto Mais Amplo do Debate Regulatório
Os comentários de Demchak não ocorreram no vácuo. Na semana passada, o Senate Banking Committee adiou uma marcação agendada para um projeto de lei abrangente sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. O adiamento ocorreu devido a preocupações de stakeholders, incluindo o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, que destacou disposições que podem prejudicar os consumidores e o desenvolvimento da competição.
O verdadeiro argumento gira em torno de se haverá ou não paridade regulatória. O setor bancário faz uma pergunta simples: se os fundos de mercado monetário tradicionais seguem regras rigorosas, por que as stablecoins com funções semelhantes deveriam receber uma supervisão mais leve?
Implicações para a Indústria e o Mercado
Esse debate pode parecer técnico, mas suas implicações são amplas. A clareza regulatória será determinante para a evolução do mercado de stablecoins no próximo ano. Se os emissores puderem oferecer juros sem seguir os padrões tradicionais bancários, isso criará uma vantagem injusta. Por outro lado, se todos forem submetidos à mesma supervisão, a inovação pode ser desacelerada, mas a proteção ao consumidor será maior.
O PNC Bank tem interesse no resultado. O banco colaborou com a Coinbase em 2021 para explorar pagamentos baseados em blockchain e infraestrutura de ativos digitais para clientes institucionais, mantendo uma postura cautelosa quanto à oferta de produtos de criptomoedas para o varejo. Essa posição demonstra uma abordagem pragmática: aceitar a inovação tecnológica enquanto mantém a propriedade regulatória.
O Lobby das Criptomoedas e o Futuro da Regulação
Outra dimensão visível na discussão é a influência da indústria. Segundo Demchak, o setor de criptomoedas possui um grande poder de lobby em Washington. “A indústria é forte na tentativa de dizer que quer tudo—sem limites,” afirma. “É uma grande questão como isso vai se desenrolar.”
Essa observação reflete uma tensão mais ampla entre o ecossistema de criptomoedas em rápida evolução e os reguladores financeiros tradicionais, preocupados com riscos sistêmicos e bem-estar do consumidor. O debate não é apenas sobre a mecânica das stablecoins; trata-se de como um sistema financeiro moderno deve operar, com proteção rigorosa, mas aberto à inovação.
Enquanto legisladores e reguladores continuam a elaborar regras, posições como a sem igual do PNC Bank serão um modelo importante para o futuro das finanças digitais—um futuro onde clareza, justiça e proteção ao consumidor não são apenas negócios, mas requisitos essenciais.