A estratégia de Michael Saylor lançou um novo produto financeiro em novembro passado, direcionado aos investidores europeus. Trata-se de uma ação preferencial perpétua denominada STRE (Stream), denominadas em euros, com uma estrutura atraente que oferece um dividendo anual de 10%. No entanto, após vários meses do seu lançamento, este produto tem sido ignorado pelos investidores, contrariamente às expectativas.
O plano inicial era claro. A empresa liderada por Michael Saylor pretendia lançar uma versão europeia da ação preferencial Stretch (STRC), que já tinha sucesso no mercado americano, abrangendo assim a vasta região económica europeia (EEA). A estratégia conseguiu arrecadar aproximadamente 7,15 milhões de dólares, com um preço por ação de EUR 80, ajustado às condições do mercado. Embora as condições financeiras parecessem favoráveis, a reação do mercado foi fria.
A lacuna entre expectativas e realidade, o que bloqueou?
Para entender por que o STRE não chamou atenção no mercado, é necessário analisar as barreiras estruturais. O CEO da empresa de finanças em criptomoedas com sede na Holanda, Treasury, King Oi, apontou alguns fatores-chave, indicando que, apesar do tamanho do mercado europeu, o STRE não obteve sucesso.
O primeiro obstáculo foi a falta de acessibilidade para investidores. O STRE está listado apenas na MTF (Multi-Trading Facility) de Luxemburgo, dificultando a negociação por investidores de varejo. Nem mesmo a corretora global Interactive Brokers oferece este produto, e a maioria das plataformas de negociação online voltadas ao consumidor também não o fazem. Como resultado, os investidores comuns só podem acessar mercados especializados.
O segundo problema foi a ausência de transparência nos dados de mercado. Plataformas de gráficos populares, como TradingView, disponibilizam informações limitadas sobre as negociações do STRE, dificultando a avaliação adequada de liquidez e rentabilidade. Atualmente, a capitalização de mercado do STRE, segundo o TradingView, é de cerca de 39 bilhões de dólares, enquanto o volume diário de negociações é de apenas 1.300 unidades. Essa lacuna de dados torna difícil tomar decisões de investimento informadas.
Qual é a solução? Os próximos passos de Michael Saylor e da Strategy
Com as causas do problema claramente identificadas, surgem também as possíveis soluções. King Oi sugere que o STRE seja relistado em uma bolsa maior. Em particular, a infraestrutura financeira dos Países Baixos poderia oferecer uma rede de distribuição mais forte, maior profundidade de mercado, spreads mais estreitos e maior acessibilidade para investidores de varejo.
Michael Saylor já reduziu a emissão de ações preferenciais em mercados como o Japão no passado. Resta saber se a Strategy verá a Europa como uma oportunidade de crescimento ou se continuará focada no mercado americano. Atualmente, nos EUA, quatro produtos diferentes de ações preferenciais perpétuas estão operando com sucesso, o que torna importante acompanhar como a empresa de Michael Saylor ajustará sua estratégia para conquistar o mercado europeu.
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Razões pelas quais a preferência de ações em euros de Michael Saylor, STRE, falhou na conquista do mercado europeu
A estratégia de Michael Saylor lançou um novo produto financeiro em novembro passado, direcionado aos investidores europeus. Trata-se de uma ação preferencial perpétua denominada STRE (Stream), denominadas em euros, com uma estrutura atraente que oferece um dividendo anual de 10%. No entanto, após vários meses do seu lançamento, este produto tem sido ignorado pelos investidores, contrariamente às expectativas.
O plano inicial era claro. A empresa liderada por Michael Saylor pretendia lançar uma versão europeia da ação preferencial Stretch (STRC), que já tinha sucesso no mercado americano, abrangendo assim a vasta região económica europeia (EEA). A estratégia conseguiu arrecadar aproximadamente 7,15 milhões de dólares, com um preço por ação de EUR 80, ajustado às condições do mercado. Embora as condições financeiras parecessem favoráveis, a reação do mercado foi fria.
A lacuna entre expectativas e realidade, o que bloqueou?
Para entender por que o STRE não chamou atenção no mercado, é necessário analisar as barreiras estruturais. O CEO da empresa de finanças em criptomoedas com sede na Holanda, Treasury, King Oi, apontou alguns fatores-chave, indicando que, apesar do tamanho do mercado europeu, o STRE não obteve sucesso.
O primeiro obstáculo foi a falta de acessibilidade para investidores. O STRE está listado apenas na MTF (Multi-Trading Facility) de Luxemburgo, dificultando a negociação por investidores de varejo. Nem mesmo a corretora global Interactive Brokers oferece este produto, e a maioria das plataformas de negociação online voltadas ao consumidor também não o fazem. Como resultado, os investidores comuns só podem acessar mercados especializados.
O segundo problema foi a ausência de transparência nos dados de mercado. Plataformas de gráficos populares, como TradingView, disponibilizam informações limitadas sobre as negociações do STRE, dificultando a avaliação adequada de liquidez e rentabilidade. Atualmente, a capitalização de mercado do STRE, segundo o TradingView, é de cerca de 39 bilhões de dólares, enquanto o volume diário de negociações é de apenas 1.300 unidades. Essa lacuna de dados torna difícil tomar decisões de investimento informadas.
Qual é a solução? Os próximos passos de Michael Saylor e da Strategy
Com as causas do problema claramente identificadas, surgem também as possíveis soluções. King Oi sugere que o STRE seja relistado em uma bolsa maior. Em particular, a infraestrutura financeira dos Países Baixos poderia oferecer uma rede de distribuição mais forte, maior profundidade de mercado, spreads mais estreitos e maior acessibilidade para investidores de varejo.
Michael Saylor já reduziu a emissão de ações preferenciais em mercados como o Japão no passado. Resta saber se a Strategy verá a Europa como uma oportunidade de crescimento ou se continuará focada no mercado americano. Atualmente, nos EUA, quatro produtos diferentes de ações preferenciais perpétuas estão operando com sucesso, o que torna importante acompanhar como a empresa de Michael Saylor ajustará sua estratégia para conquistar o mercado europeu.