Bitcoin cai abaixo de 89.000 dólares em meio ao colapso dos metais preciosos, agravando a confusão do mercado

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O Bitcoin caiu abaixo de 89.000 dólares na terça-feira, enfrentando uma fase de queda crítica. Este movimento foi desencadeado pelo risco de evitamento dos investidores devido ao colapso do mercado de títulos do Japão, aliado à intensificação da ameaça do Presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas contra a Europa. Curiosamente, enquanto os ativos digitais caem, os ativos tradicionais de refúgio seguro, como ouro e prata, estão a disparar, ao contrário do colapso dos metais preciosos. Este fenômeno simboliza uma mudança fundamental na estratégia de alocação de ativos dos participantes do mercado.

Ouro e prata em forte alta, aceleração na defesa do dólar e na fuga ao risco

No mercado de terça-feira, destacou-se não o colapso dos metais preciosos, mas sim a sua rápida valorização. O ouro subiu mais de 3% nas últimas 24 horas, atingindo níveis superiores a 4.750 dólares. A prata também ultrapassou 95 dólares por onça, registando uma subida superior a 7%. Este movimento de fortalecimento dos metais preciosos é uma extensão da tendência dos últimos meses, refletindo uma maior procura por proteção contra tensões geopolíticas e incertezas fiscais nos EUA.

James Harris, CEO do Tessera Group, afirmou que “a força do ouro é compreensível no atual ambiente macroeconómico”. As tensões geopolíticas persistentes, a incerteza fiscal nos EUA e o forte apoio das autoridades monetárias estão a reforçar ainda mais o papel do ouro como proteção defensiva.

Por outro lado, o Bitcoin está a seguir um destino diferente. Dados recentes indicam que o BTC está a oscilar perto de 88.340 dólares, tendo registado uma queda de 1,04% nas últimas 24 horas. O Ethereum também enfrenta dificuldades, sendo negociado perto de 2.960 dólares, com uma queda de 1,71% nas últimas 24 horas. Este movimento contrastante sugere que, enquanto os ativos digitais são considerados ativos de risco, há uma entrada acelerada de fundos em ativos tradicionais de refúgio seguro, como ouro e prata.

Queda do Bitcoin e ativos digitais, pressão de liquidação continua

A pressão de queda no mercado de ativos digitais atingiu níveis consideráveis. Desde a segunda-feira passada, o valor total de liquidações de posições longas ultrapassou 1 bilhão de dólares. Só na terça-feira, foram liquidados 486 milhões de dólares em posições longas, o segundo maior valor após os 637 milhões de dólares de segunda-feira. Este é o pior recorde de liquidações consecutivas em dois dias deste ano.

No mercado de derivativos, os traders estão a evitar quedas através da aquisição de posições short, em vez de venderem ativos físicos. O open interest do Bitcoin aumentou de 28,5 mil milhões de dólares para 29,3 mil milhões de dólares durante a fase de venda. Por outro lado, o Ethereum apresenta um movimento diferente, com uma queda de 6% no preço em 24 horas, acompanhada de um volume de negociação elevado e uma redução ainda maior no open interest. Isto indica que as variações de preço são principalmente impulsionadas por negociações à vista.

O setor de moedas de privacidade também sofreu um grande impacto. Monero (XMR) caiu 11,6%, Dash (DASH) 9,94% e Zcash (ZEC) 7%. Solana (SOL) também caiu para 123,83 dólares, afastando-se significativamente do seu pico anterior.

As ações de empresas relacionadas a ativos digitais também caíram, com Coinbase a perder 5,5%, Circle 7,5% e a MicroStrategy (MSTR), grande detentora de Bitcoin, a cair 7,8%.

Ambiente macroeconómico e riscos geopolíticos pressionam o mercado

O caos atual no mercado é resultado de uma interação de múltiplos fatores macroeconómicos. O colapso do mercado de títulos do Japão levanta preocupações sobre uma possível repercussão no mercado de títulos dos EUA, deteriorando significativamente o sentimento dos investidores. Segundo analistas do Deutsche Bank, a Europa detém cerca de 8 trilhões de dólares em títulos e ações dos EUA, o que é mais do que o dobro do total de outras regiões do mundo. Em um cenário de instabilidade geopolítica na aliança ocidental, é provável que os investidores europeus se tornem mais relutantes em desempenhar um papel ativo.

De fato, o fundo de pensões dinamarquês AkademikerPension, que possui 25 bilhões de dólares em ativos até o final de 2025, mantém apenas 10 milhões de dólares em títulos dos EUA. O seu diretor de investimentos, Anders Schelde, afirmou que “os EUA não são, de forma alguma, uma entidade de crédito confiável, e a sustentabilidade fiscal do governo americano a longo prazo é questionável”, acrescentando que “decidiram procurar alternativas”.

A ameaça do Presidente Trump de aumentar as tarifas contra a Europa também intensifica a confusão do mercado. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente apresentou várias estatísticas econômicas, embora algumas tenham sido questionadas por sua precisão. A crescente incerteza está a acelerar a fuga ao risco por parte dos investidores.

Fortalecimento dos metais preciosos como sinal, reconsiderando a visão tradicional de ativos seguros

A forte valorização dos metais preciosos não é apenas uma subida de preços, mas uma mudança fundamental na psicologia do mercado. Tradicionalmente, o Bitcoin foi considerado uma versão digital do ouro, mas no atual ambiente de mercado, é negociado mais como um ativo de risco de alta beta do que como uma proteção macroeconómica.

Como apontado por Peter Schiff, “o que está a acontecer com a prata também está a acontecer com o Bitcoin, mas na direção oposta”. A subida surpreendente do preço da prata é um sinal claro de que os investidores estão a migrar para ativos tradicionais e altamente líquidos de refúgio seguro.

Nove anos atrás, quando o ouro atingia 1.400 dólares, investidores que previram o colapso do mercado de títulos do Japão foram considerados “lamentáveis”, mas atualmente o ouro ultrapassa os 4.700 dólares, enquanto o mercado de títulos japonês enfrenta uma crise de colapso iminente. Este desenvolvimento histórico prova que os sinais de investimento em metais preciosos refletem riscos macroeconómicos reais, não apenas especulação.

Analistas de mercado concordam que o Bitcoin permanece na faixa de baixa, tendo caído cerca de 30% desde o pico de outubro, e luta para ultrapassar uma resistência importante em torno de 89.000 dólares. No futuro, a recuperação do ambiente macroeconómico e a retomada da tolerância ao risco serão essenciais para a reconstrução da relação entre o mercado de ativos digitais e o mercado de metais preciosos.

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