O Bitcoin está a preparar-se para mais uma jogada. Recentemente, uma equipa chamada Babylon Labs recebeu um investimento de 15 milhões de dólares da a16z, e estão a ponderar uma questão — será que é possível fazer com que o BTC nativo seja utilizado diretamente como garantia na cadeia, contornando completamente os intermediários de custódia e de wrapping de tokens?
Talvez ainda não percebas bem o que isto significa. Agora, se queres usar Bitcoin para emprestar em DeFi, normalmente precisas trocá-lo por um token de wrapping como o WBTC, antes de o poder usar como garantia. E qual é o problema? Risco de plataforma, perdas por slippage, risco de crédito do custodiante — tudo isso é uma aposta. A ideia da Babylon é bastante direta: por que não permitir que o «Bitcoin puro» execute automaticamente a lógica de garantia no Layer1? Eliminando intermediários, a segurança, em teoria, pode ser maximizada.
Este esquema parece realmente atraente. Os veteranos do mercado sabem que a maior preocupação nas interações cross-chain são as vulnerabilidades nos contratos inteligentes e os riscos de ponte. Nos últimos anos, houve vários ataques a pontes, e esses casos ainda estão bem presentes na memória. Mas, se a Babylon conseguir realmente transformar o Bitcoin numa ferramenta de garantia «no local», pelo menos em termos de segurança teórica, pode superar bastante o WBTC.
Porém, não te deixes levar pelo entusiasmo. A lista de riscos não é curta: primeiro, a implementação técnica em si é um desafio — as vulnerabilidades nos protocolos de cross-chain nunca são pequenas; segundo, o mercado já está bastante competitivo, com gigantes como Compound e Aave a atuar há anos nesta área, e ninguém sabe ao certo como um novo projeto pode emergir; terceiro, há a questão das taxas do protocolo — embora os fiéis do BTC valorizem a característica de não precisar de custódia, se as taxas forem demasiado altas, os lucros finais podem ser demasiado reduzidos.
O investimento da a16z certamente deu um impulso à indústria, mas antes de investir, pergunta-te: isto é realmente uma «fé mais pura no Bitcoin», ou apenas mais uma rodada de embalagem de conceitos? A resposta pode ser mais importante do que os números em si.
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O Bitcoin está a preparar-se para mais uma jogada. Recentemente, uma equipa chamada Babylon Labs recebeu um investimento de 15 milhões de dólares da a16z, e estão a ponderar uma questão — será que é possível fazer com que o BTC nativo seja utilizado diretamente como garantia na cadeia, contornando completamente os intermediários de custódia e de wrapping de tokens?
Talvez ainda não percebas bem o que isto significa. Agora, se queres usar Bitcoin para emprestar em DeFi, normalmente precisas trocá-lo por um token de wrapping como o WBTC, antes de o poder usar como garantia. E qual é o problema? Risco de plataforma, perdas por slippage, risco de crédito do custodiante — tudo isso é uma aposta. A ideia da Babylon é bastante direta: por que não permitir que o «Bitcoin puro» execute automaticamente a lógica de garantia no Layer1? Eliminando intermediários, a segurança, em teoria, pode ser maximizada.
Este esquema parece realmente atraente. Os veteranos do mercado sabem que a maior preocupação nas interações cross-chain são as vulnerabilidades nos contratos inteligentes e os riscos de ponte. Nos últimos anos, houve vários ataques a pontes, e esses casos ainda estão bem presentes na memória. Mas, se a Babylon conseguir realmente transformar o Bitcoin numa ferramenta de garantia «no local», pelo menos em termos de segurança teórica, pode superar bastante o WBTC.
Porém, não te deixes levar pelo entusiasmo. A lista de riscos não é curta: primeiro, a implementação técnica em si é um desafio — as vulnerabilidades nos protocolos de cross-chain nunca são pequenas; segundo, o mercado já está bastante competitivo, com gigantes como Compound e Aave a atuar há anos nesta área, e ninguém sabe ao certo como um novo projeto pode emergir; terceiro, há a questão das taxas do protocolo — embora os fiéis do BTC valorizem a característica de não precisar de custódia, se as taxas forem demasiado altas, os lucros finais podem ser demasiado reduzidos.
O investimento da a16z certamente deu um impulso à indústria, mas antes de investir, pergunta-te: isto é realmente uma «fé mais pura no Bitcoin», ou apenas mais uma rodada de embalagem de conceitos? A resposta pode ser mais importante do que os números em si.