2025年, ainda há futuro para a mineração de Bitcoin? Mineração móvel, redução de recompensas e o dilema dos mineiros individuais

Quer ganhar BTC de graça? Esse sonho em 2025 já é praticamente impossível. Com o poder de hashing na rede ultrapassando 580EH/s, a mineração de Bitcoin há muito deixou de ser um jogo de indivíduos e evoluiu para uma indústria dominada por grandes instituições. Então, quais são as outras formas de participação acessíveis ao público comum? A mineração móvel é realmente viável?

O que exatamente é a mineração? Por que os mineradores são tão importantes

A essência da mineração de Bitcoin é simples: os mineradores usam hardware especializado para ajudar na contabilidade da rede Bitcoin, recebendo recompensas em BTC como retorno.

Os mineradores controlam o poder de hashing, suas ações determinam diretamente a sobrevivência da rede Bitcoin. Sem a atividade de mineração, a rede Bitcoin pararia de produzir blocos, entrando em estado de inatividade. Por isso, enquanto a mineração for lucrativa, sempre haverá pessoas dispostas a participar, mantendo a estabilidade da rede BTC.

Como funciona a mineração: análise do mecanismo de Prova de Trabalho

O Bitcoin utiliza um sistema chamado (Prova de Trabalho, PoW). Em termos simples:

As transações na rede são agrupadas em blocos, e cada minerador realiza cálculos intensivos tentando encontrar um valor hash que atenda a certos critérios. Quem encontrar primeiro, ganha o direito de registrar o bloco e transmite-o para toda a rede. Outros nós verificam a validade, e o bloco é permanentemente adicionado à blockchain.

Esse processo é como resolver um enigma extremamente difícil — é preciso tentar várias vezes até encontrar a resposta. A dificuldade da mineração é determinada pelo poder de hashing total da rede. Quanto maior o poder de hashing, maior a dificuldade. Atualmente, o poder de hashing total já ultrapassa 580EH/s, tornando impossível para uma única máquina competir.

Fontes de lucro da mineração: recompensa por bloco e taxas de transação

A renda dos mineradores vem principalmente de duas fontes:

Recompensa por bloco: a cada bloco bem-sucedido, o sistema emite uma quantidade fixa de BTC recém-criado. Essa recompensa é reduzida pela metade a cada quatro anos (em abril de 2024, caiu de 6.25BTC para 3.125BTC).

Taxas de transação: os usuários pagam uma taxa por cada transferência, que acaba indo para os mineradores. Com o aumento da atividade na cadeia (como a febre de inscriptions), a importância das taxas de transação cresce.

Mas há uma dura realidade: mineradores independentes têm uma taxa de sucesso quase zero, pois os custos de energia e desgaste do hardware superam os potenciais lucros.

De CPU a ASIC: a evolução do hardware de mineração

O hardware de mineração de Bitcoin passou por três eras:

Era CPU (2009-2012): era possível minerar BTC com computadores comuns, por isso era chamado de “mineração gratuita” nos primeiros tempos.

Era GPU (início de 2013): a mineração com placas gráficas começou a se popularizar, permitindo que mineradores individuais ainda tivessem alguma chance.

Era ASIC (de meados de 2013 até hoje): chips especializados dominam o mercado. As máquinas atuais, como Antminer S19, Avalon 1246, custam facilmente entre 1000 e 2000 dólares ou mais.

A especialização do hardware reflete um fato: a mineração deixou de ser uma atividade de baixo limiar para indivíduos, tornando-se uma operação industrial com altos investimentos de capital.

Mudanças na forma de mineração: de aventureiros solitários a grupos cooperativos

Com o aumento da competição de hashing, a forma de mineração também mudou profundamente:

Mineração solo quase desapareceu. Pessoas ou pequenas organizações tentam, mas com chances muito baixas.

Pools de mineração tornaram-se o padrão. Diversos mineradores unem seu poder de hashing em pools (como F2Pool, Poolin, AntPool), participando juntos da competição. Quando o pool encontra um bloco, a recompensa é distribuída proporcionalmente ao poder de hashing de cada participante.

Mineração em nuvem oferece outra alternativa: os usuários alugam poder de hashing na plataforma, sem precisar comprar hardware caro. Mas isso também implica pagar taxas à plataforma, e os lucros reais costumam ser bastante comprimidos.

Ainda é possível minerar em 2025? A discrepância entre realidade e expectativa

Honestamente, se você imagina que, como Satoshi Nakamoto, “minar de qualquer jeito” vai gerar uma grande quantidade de BTC, isso já é um sonho distante.

A situação atual é esta:

Minar BTC usando CPU ou GPU de forma independente quase não gera BTC.

Participar de pools de mineração pode, em teoria, render BTC proporcional ao poder de hashing, mas na prática, os ganhos são mínimos, muitas vezes consumidos pelo custo de energia.

Comprar novos equipamentos para minerar em pools? O investimento inicial já é de 1000-2000 dólares, além de custos contínuos de eletricidade, manutenção e hospedagem, dificultando o retorno em curto prazo. Usar hardware usado é ainda pior, pois menor poder de hashing reduz a competitividade.

Conclusão chave: mineração individual atualmente está numa posição desconfortável — tecnicamente possível, mas economicamente inviável.

Mineração móvel: uma armadilha inevitável

Nos últimos anos, aplicativos de mineração móvel proliferaram, alegando “ganhar BTC enquanto descansa”, mas isso é uma estratégia de marketing enganosa.

A verdade é: o poder de hashing de um smartphone é muito inferior ao de um hardware especializado, participar da competição real de mineração de BTC é como tentar quebrar uma rocha com uma pedra. A maioria desses aplicativos de “mineração móvel” são projetos vazios ou fraudes que oferecem tokens virtuais em vez de BTC real como recompensa.

Para usuários individuais, é altamente recomendável evitar completamente esses aplicativos de mineração móvel.

Quanto custa minerar? Quanto é necessário gastar para obter 1 BTC

Até maio de 2025, o custo médio para minerar um Bitcoin é aproximadamente 108.256,62 dólares. Esse valor inclui:

  • Custo de hardware: compra do equipamento de mineração
  • Consumo de energia: despesas mensais de eletricidade
  • Sistema de resfriamento: ar-condicionado, dissipadores de calor, resfriamento líquido
  • Manutenção e operação: mão de obra, rede, cuidados diários
  • Taxas de pool: geralmente 1-2% dos lucros

Isso significa que, mesmo que você consiga minerar um BTC, o custo já representa uma grande parte do valor de mercado atual. Somente quando o preço do BTC continuar a subir ou os custos de energia caírem significativamente, os mineradores poderão obter lucros consideráveis.

Como os mineradores vão lidar com o halving de 2024

O halving de abril de 2024, que reduziu a recompensa por bloco de 6.25BTC para 3.125BTC, impactou diretamente a receita dos mineradores.

Reações ao halving:

  • Pequenos mineradores, com margens de lucro apertadas, podem desligar seus equipamentos.
  • Ahas de poder de hashing podem sofrer oscilações de curto prazo.
  • Mineradores com custos elevados de energia e hardware antigo enfrentam risco de “desistência”.
  • Grandes operações, com economia de escala, podem consolidar ainda mais sua participação de mercado.

Estratégias de adaptação:

  • Atualizar para hardware mais eficiente.
  • Diversificar para mineração de várias criptomoedas.
  • Migrar para regiões com eletricidade mais barata e políticas favoráveis.
  • Utilizar contratos futuros para hedge, fixando o preço do BTC e evitando riscos de queda de preço.

Tendências futuras da indústria de mineração

O desenvolvimento após o halving já está bastante claro:

Mineradores menores estão sendo eliminados, com o poder de hashing concentrado em grandes operações com escala. Esses gigantes mantêm sua competitividade graças a eletricidade barata, equipamentos avançados e gestão profissional.

Novos modelos de mineração estão surgindo, como uso de energia de resíduos, mineração com IA, e operações híbridas de aluguel de poder de hashing, buscando novas fontes de receita.

Para usuários individuais, a saída é abandonar o sonho de mineração própria e passar a negociar BTC diretamente nas exchanges ou por contratos. Plataformas como Gate.io oferecem negociação de contratos de BTC, evitando custos de hardware, eletricidade e complexidade técnica, além de permitir operações de compra e venda com potencial de lucro tanto em alta quanto em baixa do mercado.

Palavras finais

A mineração de Bitcoin mudou radicalmente: de uma atividade de empreendedorismo individual para um jogo de grandes instituições, de uma questão técnica para uma competição de capital.

Quem deseja ganhar BTC minerando deve avaliar cuidadosamente: o investimento inicial em hardware, custos de energia, manutenção e o potencial de retorno. Na maioria dos casos, essa conta não fecha.

Em vez de correr riscos de prejuízo com mineração própria, é mais sensato participar diretamente do mercado de Bitcoin por meio de negociações na plataforma, ajustando estratégias de acordo com as oscilações do mercado. Essa é a escolha mais racional para o usuário comum atualmente.

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