O panorama global está a transformar-se. Conflitos na Ucrânia e na Rússia, instabilidade no Médio Oriente, além do aumento da tensão geopolítica no Estreito de Taiwan, a procura por tecnologia militar e de defesa disparou — e isso já é um facto consumado. Em vez de dizer que isto é um risco geopolítico, é melhor dizer que é uma oportunidade de mercado duradoura. Então, quais são as ações de defesa em Taiwan que merecem atenção? E qual o valor de investimento das principais ações de defesa nos EUA? Este artigo irá analisar cada uma delas.
Por que agora devemos prestar atenção às ações de defesa?
No passado, as guerras eram travadas com estratégias de força bruta, com multidões. Hoje, isso mudou radicalmente. Drones, mísseis de precisão, guerra de informação — a tecnologia está a remodelar a forma de fazer guerra. Isso significa que, mesmo sem conflitos em grande escala, os orçamentos militares globais continuam a subir.
Países como China, EUA e Taiwan aumentam anualmente os seus gastos em defesa. Não é porque querem guerrear, mas porque estão a preparar-se para o dia em que possam ter que lutar. E essa mentalidade de “melhor prevenir do que remediar” é o motor de crescimento eterno da indústria de defesa.
O que são ações de defesa? Antes de investir, é preciso entender isto
A definição de ações de defesa é na verdade mais ampla do que imaginas. Não se trata apenas de empresas que produzem sistemas de armas, mas também de fornecedores de água, uniformes, componentes e outros bens para o exército. Desde que o cliente seja o Ministério da Defesa ou tenha negócios com ele, essas empresas podem ser consideradas ações de defesa.
Mas há um ponto-chave: nem todas as ações com o rótulo de defesa valem a pena investir. Muitas empresas apenas têm uma pequena fatia de receita proveniente de negócios militares — talvez menos de 10%. Se a receita de defesa for mínima, mesmo que o mercado seja favorável, o impacto no preço das ações pode ser insignificante.
Antes de investir em ações de defesa, pergunte-se: qual a proporção de negócios militares nesta empresa? Como está o mercado civil? Está alinhado com as necessidades futuras?
Por exemplo, se uma companhia aérea enfrenta dificuldades com pedidos civis, mesmo que os pedidos militares cresçam, o preço das ações pode cair. Ao escolher ações, não basta olhar apenas para a parte de defesa; é preciso analisar o ecossistema de negócios como um todo.
Como escolher as principais ações de defesa nos EUA?
Lockheed Martin (LMT) — Estável e em crescimento
A Lockheed Martin é uma gigante mundial na indústria de armas, atuando em mísseis, aeroespacial, guerra de informação, entre outros. A longo prazo, o seu preço tem mostrado uma tendência de crescimento estável, com oscilações mais influenciadas por correções do mercado do que por problemas fundamentais.
A vantagem desta empresa é que o cliente principal é o Departamento de Defesa dos EUA, garantindo uma certa estabilidade nos pedidos. Investidores de longo prazo podem considerá-la como uma “ âncora” no setor de defesa.
Northrop Grumman (NOC) — Líder em tecnologia, para manter por longo prazo
A Northrop Grumman é a quarta maior fabricante de defesa do mundo e a maior fabricante de radares. Sua maior vantagem é a forte barreira tecnológica — a empresa foca em espaço, mísseis e comunicações, áreas com altas barreiras de entrada.
Mais importante ainda, a Northrop tem 18 anos consecutivos de crescimento de dividendos, e lançou este ano um programa de recompra de ações de 5 bilhões de dólares. Enquanto a situação de segurança global permanecer tensa, os países continuarão a investir em defesa, garantindo lucros contínuos para a empresa. Quanto à estabilidade de dividendos a longo prazo, a Northrop é uma verdadeira “máquina de fluxo de caixa” no setor de defesa.
General Dynamics (GD) — Resistente às oscilações econômicas
A General Dynamics é uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA, fornecendo armas para os exércitos marítimo, terrestre e aéreo. Sua particularidade é que uma grande parte de seus negócios é civil — jatos executivos Gulfstream, por exemplo, ajudam a equilibrar os riscos de mercado.
Seus resultados financeiros mostram isso claramente: durante a crise financeira de 2008 e a pandemia de COVID-19 em 2020, os lucros da empresa não caíram de forma significativa. Os dividendos já crescem há 32 anos consecutivos, sendo uma das 30 empresas nos EUA com esse feito.
Mesmo que o crescimento de receita não seja rápido, a forte gestão de custos e o foco no retorno aos acionistas fazem com que investidores em dividendos devam prestar atenção nesta ação.
Raytheon (RTX) e Boeing (BA) — Cautela é essencial
Ambas as empresas atuam tanto no setor civil quanto no militar, mas enfrentam dificuldades no mercado civil nos últimos anos.
A Raytheon enfrentou problemas com componentes fornecidos à Airbus A320neo — esses componentes podem quebrar sob alta pressão, levando a processos judiciais e risco de perda de clientes.
A Boeing também sofre com problemas civis: o 737 MAX teve acidentes que levaram à sua suspensão global, e a pandemia agravou a situação, tornando o mercado civil pouco promissor. Embora a demanda militar seja estável, a recessão no setor civil pode anular os benefícios do setor de defesa.
Apesar de os pedidos militares dessas empresas estarem crescendo, o preço das ações está caindo — isso mostra que investir em ações de defesa não deve se basear apenas na parte militar.
Caterpillar (CAT) — Setor de defesa de fronteira difusa
A Caterpillar é considerada uma ação de defesa, mas sua receita de negócios militares representa menos de 30%. Ela é, na verdade, uma fabricante de equipamentos industriais. Após guerras, a reconstrução de infraestrutura gera demanda por escavadoras, tratores e outros equipamentos — não é uma demanda direta de defesa, mas de reconstrução pós-conflito.
Existem muitas empresas semelhantes: FedEx, por exemplo, já participou de transporte logístico em zonas de guerra, e algumas vendem copos de aço para uso militar. Desde que o cliente seja o governo ou o Ministério da Defesa, podem ser rotuladas como ações de defesa.
Ao investir nesse tipo de empresa, é fundamental entender a real proporção de negócios militares, para não se deixar levar por conceitos.
Quais ações de defesa em Taiwan? Oportunidades locais emergem
A geopolítica no Estreito de Taiwan é um foco global, com aumentos nos orçamentos militares de Taiwan e China. Isso cria oportunidades únicas para empresas de defesa locais.
Thunder Tiger (8033.TW) — De brinquedos a uma nova estrela da defesa
A Thunder Tiger começou como uma grande fabricante de modelos de aviões controlados por rádio, mas com a explosão da demanda militar por drones, a empresa se transformou numa fornecedora de defesa. Seu preço disparou em 2022, e com o aumento do orçamento de Taiwan, há potencial de crescimento.
Aerospace Industrial Development Corporation (2634.TW) — Diversificação de receita e estabilidade
A Aerospace Industrial Development Corporation tem um modelo de negócios semelhante ao da Boeing, mas mais equilibrado. No lado civil, atua em manutenção e venda de peças de aeronaves; no militar, foca em treinadores. Essa diversificação ajuda a evitar problemas causados por um único produto.
Diferente da Lockheed ou Boeing, que sofreram perdas expressivas por problemas com um único modelo, a Aerospace consegue manter receitas constantes com manutenção e reparos, mesmo em tempos difíceis. Assim, suas ações tendem a ser mais estáveis, sendo uma boa opção para observação de longo prazo.
Vale a pena investir em ações de defesa? Três razões principais
Muitos investidores ainda hesitam: será que ações de defesa são realmente boas opções? A resposta é sim, por três motivos:
1. Longo prazo — demanda sem fim
Desde os primórdios da civilização, muitas guerras e conflitos foram eliminados, mas a disputa por poder e recursos nunca cessou. A necessidade de defesa é eterna, e esse setor tem potencial de crescimento por décadas.
2. Barreira tecnológica e de confiança — construindo muros
A tecnologia de defesa costuma estar anos ou até uma década à frente da tecnologia civil. Tecnologias avançadas primeiro são testadas em laboratórios e no campo militar, antes de serem liberadas para uso civil.
Mais importante, por envolver segurança nacional, o setor tem barreiras de entrada altíssimas. A confiança leva décadas para ser construída, e muitas tecnologias são patenteadas ou fornecidas exclusivamente por governos. Assim, os líderes atuais têm uma vantagem difícil de ser superada, formando uma barreira de proteção para suas ações.
Com a retração da globalização e o aumento da tensão regional, países como China, Taiwan, EUA e Europa estão a reforçar seus gastos militares. Após a proposta de Trump de “retornar a manufatura para os EUA”, o conceito de “aldeia global” perdeu força, e cada país reavalia seus investimentos em defesa. Aumentos de orçamento militar na China, Taiwan e Europa serão uma constante por muito tempo.
A única razão para uma queda acentuada nas ações de defesa é a redução de forças armadas — mas, na situação atual, essa hipótese é quase impossível. Portanto, o crescimento é garantido.
Erros fatais ao investir em ações de defesa
Ações de defesa são boas opções, mas somente se você escolher as empresas certas. Muitos investidores cometem o erro de confundir “perspectiva promissora do setor” com “todas as empresas de defesa valem a pena”.
Não cometa esse erro: não compre ações só porque a demanda militar aumenta. Exemplos como Raytheon e Boeing mostram que, mesmo com pedidos militares estáveis ou em crescimento, dificuldades no mercado civil podem anular os lucros e fazer as ações despencarem.
Antes de investir, pergunte-se: qual a proporção de receita de defesa nesta empresa? O negócio civil é saudável? Há riscos de processos ou de reputação? As respostas devem ser “sim” para que valha a pena apostar.
Conclusão
As ações de defesa têm uma demanda de mercado que tende a crescer de forma estável. Mas, ao escolher uma ação, é fundamental entender a estrutura da empresa — proporção de defesa, situação do mercado civil, competitividade geral. Não basta gostar do setor de defesa; é preciso avaliar a saúde financeira da companhia.
A boa notícia é que ações de defesa geralmente não correm risco de falência. Seus principais clientes são governos, que têm relações próximas com as empresas, dificultando a falência de líderes do setor. Assim, essas ações possuem uma barreira de proteção mais profunda do que empresas comuns.
No mercado de Taiwan, Thunder Tiger e Aerospace Industrial Development Corporation têm suas próprias vantagens; nos EUA, Lockheed Martin, Northrop Grumman e General Dynamics são as mais recomendadas para o longo prazo. Para finalizar, lembre-se: uma análise que considere finanças, tendências do setor, geopolítica e mudanças no mercado civil é essencial para uma decisão de investimento inteligente.
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Quais são as ações de defesa militar de Taiwan? Análise das opções de investimento mais resilientes desta era
O panorama global está a transformar-se. Conflitos na Ucrânia e na Rússia, instabilidade no Médio Oriente, além do aumento da tensão geopolítica no Estreito de Taiwan, a procura por tecnologia militar e de defesa disparou — e isso já é um facto consumado. Em vez de dizer que isto é um risco geopolítico, é melhor dizer que é uma oportunidade de mercado duradoura. Então, quais são as ações de defesa em Taiwan que merecem atenção? E qual o valor de investimento das principais ações de defesa nos EUA? Este artigo irá analisar cada uma delas.
Por que agora devemos prestar atenção às ações de defesa?
No passado, as guerras eram travadas com estratégias de força bruta, com multidões. Hoje, isso mudou radicalmente. Drones, mísseis de precisão, guerra de informação — a tecnologia está a remodelar a forma de fazer guerra. Isso significa que, mesmo sem conflitos em grande escala, os orçamentos militares globais continuam a subir.
Países como China, EUA e Taiwan aumentam anualmente os seus gastos em defesa. Não é porque querem guerrear, mas porque estão a preparar-se para o dia em que possam ter que lutar. E essa mentalidade de “melhor prevenir do que remediar” é o motor de crescimento eterno da indústria de defesa.
O que são ações de defesa? Antes de investir, é preciso entender isto
A definição de ações de defesa é na verdade mais ampla do que imaginas. Não se trata apenas de empresas que produzem sistemas de armas, mas também de fornecedores de água, uniformes, componentes e outros bens para o exército. Desde que o cliente seja o Ministério da Defesa ou tenha negócios com ele, essas empresas podem ser consideradas ações de defesa.
Mas há um ponto-chave: nem todas as ações com o rótulo de defesa valem a pena investir. Muitas empresas apenas têm uma pequena fatia de receita proveniente de negócios militares — talvez menos de 10%. Se a receita de defesa for mínima, mesmo que o mercado seja favorável, o impacto no preço das ações pode ser insignificante.
Antes de investir em ações de defesa, pergunte-se: qual a proporção de negócios militares nesta empresa? Como está o mercado civil? Está alinhado com as necessidades futuras?
Por exemplo, se uma companhia aérea enfrenta dificuldades com pedidos civis, mesmo que os pedidos militares cresçam, o preço das ações pode cair. Ao escolher ações, não basta olhar apenas para a parte de defesa; é preciso analisar o ecossistema de negócios como um todo.
Como escolher as principais ações de defesa nos EUA?
Lockheed Martin (LMT) — Estável e em crescimento
A Lockheed Martin é uma gigante mundial na indústria de armas, atuando em mísseis, aeroespacial, guerra de informação, entre outros. A longo prazo, o seu preço tem mostrado uma tendência de crescimento estável, com oscilações mais influenciadas por correções do mercado do que por problemas fundamentais.
A vantagem desta empresa é que o cliente principal é o Departamento de Defesa dos EUA, garantindo uma certa estabilidade nos pedidos. Investidores de longo prazo podem considerá-la como uma “ âncora” no setor de defesa.
Northrop Grumman (NOC) — Líder em tecnologia, para manter por longo prazo
A Northrop Grumman é a quarta maior fabricante de defesa do mundo e a maior fabricante de radares. Sua maior vantagem é a forte barreira tecnológica — a empresa foca em espaço, mísseis e comunicações, áreas com altas barreiras de entrada.
Mais importante ainda, a Northrop tem 18 anos consecutivos de crescimento de dividendos, e lançou este ano um programa de recompra de ações de 5 bilhões de dólares. Enquanto a situação de segurança global permanecer tensa, os países continuarão a investir em defesa, garantindo lucros contínuos para a empresa. Quanto à estabilidade de dividendos a longo prazo, a Northrop é uma verdadeira “máquina de fluxo de caixa” no setor de defesa.
General Dynamics (GD) — Resistente às oscilações econômicas
A General Dynamics é uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA, fornecendo armas para os exércitos marítimo, terrestre e aéreo. Sua particularidade é que uma grande parte de seus negócios é civil — jatos executivos Gulfstream, por exemplo, ajudam a equilibrar os riscos de mercado.
Seus resultados financeiros mostram isso claramente: durante a crise financeira de 2008 e a pandemia de COVID-19 em 2020, os lucros da empresa não caíram de forma significativa. Os dividendos já crescem há 32 anos consecutivos, sendo uma das 30 empresas nos EUA com esse feito.
Mesmo que o crescimento de receita não seja rápido, a forte gestão de custos e o foco no retorno aos acionistas fazem com que investidores em dividendos devam prestar atenção nesta ação.
Raytheon (RTX) e Boeing (BA) — Cautela é essencial
Ambas as empresas atuam tanto no setor civil quanto no militar, mas enfrentam dificuldades no mercado civil nos últimos anos.
A Raytheon enfrentou problemas com componentes fornecidos à Airbus A320neo — esses componentes podem quebrar sob alta pressão, levando a processos judiciais e risco de perda de clientes.
A Boeing também sofre com problemas civis: o 737 MAX teve acidentes que levaram à sua suspensão global, e a pandemia agravou a situação, tornando o mercado civil pouco promissor. Embora a demanda militar seja estável, a recessão no setor civil pode anular os benefícios do setor de defesa.
Apesar de os pedidos militares dessas empresas estarem crescendo, o preço das ações está caindo — isso mostra que investir em ações de defesa não deve se basear apenas na parte militar.
Caterpillar (CAT) — Setor de defesa de fronteira difusa
A Caterpillar é considerada uma ação de defesa, mas sua receita de negócios militares representa menos de 30%. Ela é, na verdade, uma fabricante de equipamentos industriais. Após guerras, a reconstrução de infraestrutura gera demanda por escavadoras, tratores e outros equipamentos — não é uma demanda direta de defesa, mas de reconstrução pós-conflito.
Existem muitas empresas semelhantes: FedEx, por exemplo, já participou de transporte logístico em zonas de guerra, e algumas vendem copos de aço para uso militar. Desde que o cliente seja o governo ou o Ministério da Defesa, podem ser rotuladas como ações de defesa.
Ao investir nesse tipo de empresa, é fundamental entender a real proporção de negócios militares, para não se deixar levar por conceitos.
Quais ações de defesa em Taiwan? Oportunidades locais emergem
A geopolítica no Estreito de Taiwan é um foco global, com aumentos nos orçamentos militares de Taiwan e China. Isso cria oportunidades únicas para empresas de defesa locais.
Thunder Tiger (8033.TW) — De brinquedos a uma nova estrela da defesa
A Thunder Tiger começou como uma grande fabricante de modelos de aviões controlados por rádio, mas com a explosão da demanda militar por drones, a empresa se transformou numa fornecedora de defesa. Seu preço disparou em 2022, e com o aumento do orçamento de Taiwan, há potencial de crescimento.
Aerospace Industrial Development Corporation (2634.TW) — Diversificação de receita e estabilidade
A Aerospace Industrial Development Corporation tem um modelo de negócios semelhante ao da Boeing, mas mais equilibrado. No lado civil, atua em manutenção e venda de peças de aeronaves; no militar, foca em treinadores. Essa diversificação ajuda a evitar problemas causados por um único produto.
Diferente da Lockheed ou Boeing, que sofreram perdas expressivas por problemas com um único modelo, a Aerospace consegue manter receitas constantes com manutenção e reparos, mesmo em tempos difíceis. Assim, suas ações tendem a ser mais estáveis, sendo uma boa opção para observação de longo prazo.
Vale a pena investir em ações de defesa? Três razões principais
Muitos investidores ainda hesitam: será que ações de defesa são realmente boas opções? A resposta é sim, por três motivos:
1. Longo prazo — demanda sem fim
Desde os primórdios da civilização, muitas guerras e conflitos foram eliminados, mas a disputa por poder e recursos nunca cessou. A necessidade de defesa é eterna, e esse setor tem potencial de crescimento por décadas.
2. Barreira tecnológica e de confiança — construindo muros
A tecnologia de defesa costuma estar anos ou até uma década à frente da tecnologia civil. Tecnologias avançadas primeiro são testadas em laboratórios e no campo militar, antes de serem liberadas para uso civil.
Mais importante, por envolver segurança nacional, o setor tem barreiras de entrada altíssimas. A confiança leva décadas para ser construída, e muitas tecnologias são patenteadas ou fornecidas exclusivamente por governos. Assim, os líderes atuais têm uma vantagem difícil de ser superada, formando uma barreira de proteção para suas ações.
3. Benefícios geopolíticos — crescimento inevitável
Com a retração da globalização e o aumento da tensão regional, países como China, Taiwan, EUA e Europa estão a reforçar seus gastos militares. Após a proposta de Trump de “retornar a manufatura para os EUA”, o conceito de “aldeia global” perdeu força, e cada país reavalia seus investimentos em defesa. Aumentos de orçamento militar na China, Taiwan e Europa serão uma constante por muito tempo.
A única razão para uma queda acentuada nas ações de defesa é a redução de forças armadas — mas, na situação atual, essa hipótese é quase impossível. Portanto, o crescimento é garantido.
Erros fatais ao investir em ações de defesa
Ações de defesa são boas opções, mas somente se você escolher as empresas certas. Muitos investidores cometem o erro de confundir “perspectiva promissora do setor” com “todas as empresas de defesa valem a pena”.
Não cometa esse erro: não compre ações só porque a demanda militar aumenta. Exemplos como Raytheon e Boeing mostram que, mesmo com pedidos militares estáveis ou em crescimento, dificuldades no mercado civil podem anular os lucros e fazer as ações despencarem.
Antes de investir, pergunte-se: qual a proporção de receita de defesa nesta empresa? O negócio civil é saudável? Há riscos de processos ou de reputação? As respostas devem ser “sim” para que valha a pena apostar.
Conclusão
As ações de defesa têm uma demanda de mercado que tende a crescer de forma estável. Mas, ao escolher uma ação, é fundamental entender a estrutura da empresa — proporção de defesa, situação do mercado civil, competitividade geral. Não basta gostar do setor de defesa; é preciso avaliar a saúde financeira da companhia.
A boa notícia é que ações de defesa geralmente não correm risco de falência. Seus principais clientes são governos, que têm relações próximas com as empresas, dificultando a falência de líderes do setor. Assim, essas ações possuem uma barreira de proteção mais profunda do que empresas comuns.
No mercado de Taiwan, Thunder Tiger e Aerospace Industrial Development Corporation têm suas próprias vantagens; nos EUA, Lockheed Martin, Northrop Grumman e General Dynamics são as mais recomendadas para o longo prazo. Para finalizar, lembre-se: uma análise que considere finanças, tendências do setor, geopolítica e mudanças no mercado civil é essencial para uma decisão de investimento inteligente.