Guia de Investimento em Derivados: Os 5 Principais Ferramentas para Iniciantes e Perguntas Frequentes

Derivados financeiros: o que são? Um guia completo de introdução

Ao falar de instrumentos de investimento, a maioria das pessoas pensa em ações, câmbio, commodities e outros ativos básicos. Mas, na verdade, por trás de cada ferramenta financeira, existem produtos financeiros derivados correspondentes. Então, o que exatamente são os produtos derivados? Quais são os tipos? Como se negociam? Este artigo irá responder às 10 perguntas mais comuns dos investidores.

Derivados financeiros (Derivatives) são contratos financeiros negociáveis cujo valor depende totalmente do desempenho do ativo subjacente. Esses ativos podem ser ações, títulos, commodities, índices ou taxas de juros, entre outros. Quando o preço do ativo subjacente oscila, o preço do derivado também varia.

Simplificando, os derivados são como instrumentos de investimento que usam o ativo subjacente como referência. Em comparação com a compra direta do ativo à vista, os derivados oferecem uma forma de negociação mais flexível.

Características principais dos derivados financeiros

A popularidade dos derivados deve-se principalmente às seguintes características:

Efeito de alavancagem: Os investidores precisam pagar apenas uma pequena margem de garantia para controlar um ativo de grande valor. Por exemplo, ao negociar Bitcoin avaliado em 95.000 dólares, através de derivados, basta investir uma pequena parte do capital, reduzindo significativamente a barreira de entrada.

Mecanismo de negociação bidirecional: Seja em alta ou em baixa, os investidores têm oportunidade de lucrar. Podem tanto comprar (apostar na alta) quanto vender a descoberto (apostar na baixa), tornando as estratégias mais variadas.

Vantagem de custos: Em comparação com a compra do ativo à vista, os derivados geralmente têm custos de negociação mais baixos, com taxas mais baratas.

Liquidez suficiente: Os derivados são negociados em bolsas ou mercados de balcão, oferecendo muitas oportunidades de compra e venda, sem preocupações com liquidez.

3 principais razões para investir em derivados

Por que os investidores gostam de negociar derivados? Existem três objetivos principais:

1. Lucro especulativo
Os traders preveem a direção do preço do ativo, usando alavancagem para ampliar os ganhos. Como só precisam de uma pequena margem de garantia, o potencial de retorno é significativamente maior.

2. Hedge de riscos
Muitas grandes empresas usam derivados para evitar riscos de preço. Por exemplo, companhias petrolíferas usam contratos futuros para fixar o preço do petróleo, e empresas agrícolas usam contratos futuros para proteger os preços de seus produtos. Essa estratégia de hedge reduz a incerteza nos custos operacionais.

3. Oportunidades de arbitragem
Investidores astutos aproveitam diferenças de preço entre mercados diferentes para fazer arbitragem. Por exemplo, quando o preço de matérias-primas upstream cai, eles podem prever que os produtos downstream também irão desvalorizar, construindo estratégias de arbitragem.

Vantagens e riscos dos derivados financeiros

Vantagens

Liquidez: Os derivados são negociados em diversos mercados, oferecendo muitas opções e oportunidades.

Ferramenta de gestão de risco: Permitem hedge eficaz contra riscos de taxa de juros, câmbio, preço, entre outros.

Custos de negociação baixos: Taxas de corretagem reduzidas e ausência de impostos de selo, tornando-os mais econômicos que o mercado à vista.

Efeito de alavancagem: Com pouco capital, é possível movimentar grandes volumes, potencializando o retorno do investimento.

Riscos

Alta complexidade: Os mecanismos de funcionamento dos derivados são complexos, com muitas regras. Sem conhecimento suficiente, é fácil cometer erros.

Alta volatilidade: A alavancagem é uma faca de dois gumes, ampliando ganhos e perdas. Se o mercado se mover contra a posição, há risco de liquidação forçada.

Risco de contraparte: Especialmente em negociações OTC, a contraparte pode não cumprir o contrato, apresentando risco de crédito.

Oscilações de preço intensas: Os preços dos derivados podem variar rapidamente e de forma imprevisível, não sendo recomendados para investidores com baixa tolerância ao risco.

Quais são os 5 principais tipos de derivados?

Os derivados podem ser classificados em cinco categorias principais:

Tipo de produto Futuros Opções Contratos por diferença (CFDs) Contratos a termo Swaps
Natureza do contrato Padronizado Padronizado Não padronizado Personalizado Não padronizado
Data de vencimento Sim Sim Não Sim Sem data específica
Local de negociação Bolsa Bolsa OTC OTC OTC
Forma de liquidação Liquidação diária Liquidação diária Liquidação diária Liquidação na entrega Liquidação na entrega
Alavancagem Baixa Alta Alta Nenhuma Nenhuma
Regulação Forte Forte Moderada Fraca Fraca

① Contratos futuros (Futures)

Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado em uma data futura.

Características padronizadas: Os futuros são negociados em bolsas, com contratos padronizados (valor, quantidade, data de liquidação), facilitando a negociação centralizada.

Negociação com alavancagem: Basta pagar uma margem de garantia para controlar uma posição maior, mas o risco também é ampliado.

Flexibilidade de negociação: Os futuros podem ser fechados a qualquer momento no mercado secundário, sem precisar esperar o vencimento. Se o investidor não desejar a entrega física, pode encerrar a posição antes do vencimento.

Aviso importante: Os contratos futuros têm uma data de vencimento definida. Se o investidor não fechar a posição antes, a bolsa fará o fechamento forçado ao preço de mercado. Além disso, a margem exigida aumenta à medida que o vencimento se aproxima. Recomenda-se cautela ao comprar futuros com vencimento próximo, especialmente para iniciantes.

② Opções (Options)

As opções concedem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.

Contrato padronizado: As opções têm especificações padronizadas, incluindo o ativo subjacente, preço de exercício e data de vencimento.

Alavancagem elevada: Com uma pequena margem, o investidor pode adquirir o direito de negociar, geralmente com maior alavancagem que os futuros.

Estratégias variadas: Pode-se comprar opções de compra (expectativa de alta) ou de venda (expectativa de baixa), além de combinar diferentes preços de exercício e vencimentos para estratégias complexas.

Risco de depreciação temporal: O valor das opções diminui com o tempo, especialmente próximo ao vencimento. Muitas opções perdem todo o valor na data de vencimento, sendo necessário obter lucros antes disso.

③ Contratos por diferença (CFDs)

Os CFDs são acordos entre duas partes para trocar a diferença de preço entre a abertura e o fechamento da posição. O investidor não possui o ativo real, apenas negocia a variação de preço.

Vantagem de não padronização: Como são negociados OTC, não há padronização, oferecendo maior flexibilidade e menor barreira de entrada.

Alavancagem elevada: Com uma margem de 1%-10% do valor do contrato, o investidor controla toda a posição.

Sem limite de vencimento: Diferentemente dos futuros, os CFDs podem ser mantidos indefinidamente, permitindo entradas e saídas flexíveis conforme a variação de preço.

Escolha da plataforma: Como a negociação não ocorre em bolsa, é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a oscilações de preço ou spreads amplos.

④ Contratos a termo (Forward)

Os contratos a termo são acordos privados entre duas partes para trocar ativos a um preço predeterminado em uma data futura, sem intermediários.

Altamente personalizáveis: As partes podem negociar condições específicas, incluindo ativo, data de entrega e preço, oferecendo máxima flexibilidade.

Longo prazo: Geralmente usados para investimentos de longo prazo ou gestão de riscos, não sendo instrumentos de curto prazo.

Risco de contraparte: Como são negociações privadas, há risco de inadimplência da outra parte. Por isso, são mais utilizados por instituições financeiras e grandes empresas.

⑤ Swaps (Trocas)

Swaps são contratos em que duas partes trocam fluxos de caixa futuros. Tipos comuns incluem swap de taxa de juros, swap de moeda, swap de commodities, entre outros.

Personalizáveis: As condições podem ser negociadas conforme a necessidade, com forte foco na customização.

Longo prazo: Geralmente envolvem trocas de fluxos por períodos prolongados, não sendo indicados para negociações de curto prazo.

Alta complexidade: Envolvem documentos legais, contabilidade e conformidade regulatória, com custos elevados. São utilizados principalmente por instituições financeiras.

Derivados versus ações: quais as diferenças?

Ações Derivados
Objeto da negociação Ações reais emitidas por empresas Contratos que acompanham o preço de ações
Investimento inicial Compra à vista com 100% do valor ou financiamento com 40% Margem de 1%-10% do valor
Direção da negociação Principalmente compra (long) e venda (short) limitada Pode ser feito livremente em long ou short
Custos de negociação Taxas mais altas Custos menores, principalmente spread
Objetivos de investimento Captação de recursos, investimento, especulação Hedge, arbitragem, especulação
Flexibilidade Mais limitada Alta flexibilidade, múltiplas estratégias

A negociação de ações ocorre em bolsas centralizadas, com regras uniformes, alta liquidez e segurança. Os derivados, por sua vez, possuem contratos mais complexos, com riscos e oportunidades simultâneos.

Aviso de risco na negociação de derivados

Antes de investir em derivados, é fundamental compreender os seguintes riscos:

Alta volatilidade: Os derivados podem apresentar avaliações extremas, com preços difíceis de prever, não sendo indicados para investidores conservadores.

Risco de alavancagem: Embora a alavancagem amplie ganhos, também aumenta perdas. Em movimentos contrários ao investidor, há risco de liquidação rápida e perda total do capital.

Risco de contraparte: Em negociações OTC, se a contraparte não cumprir, o investidor fica vulnerável. Portanto, é essencial escolher plataformas regulamentadas e confiáveis.

Complexidade: A estrutura dos derivados é complexa; sem conhecimento adequado, é fácil cometer erros que podem gerar perdas significativas.

Onde negociar derivados?

Através de corretoras e corretoras de futuros

A maioria das corretoras oferece negociação de derivados, geralmente dividida em:

  • Corretoras tradicionais: Oferecem principalmente warrants e opções negociadas em bolsa.
  • Corretoras de futuros: Especializadas em futuros e opções.

Os derivados listados em bolsas passam por avaliações rigorosas, com regras de negociação complexas e restrições.

Através de operadores OTC

OTC (Over The Counter) refere-se a contratos negociados diretamente entre as partes, sem intermediários. Como não há padronização, os contratos são mais flexíveis, com menores custos, mas apresentam risco de contraparte.

Os derivados negociados OTC incluem: futuros, opções, CFDs, entre outros. Os investidores devem abrir contas específicas e entender regras, custos (margem, taxas, formas de liquidação).

Para quem os derivados são indicados?

Nem todos os investidores são adequados para negociar derivados. Os principais grupos incluem:

Empresas de commodities: companhias petrolíferas, mineradoras, agrícolas, que usam futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado.

Fundos de hedge e gestoras de investimentos: utilizam derivados para alavancar posições, fazer hedge ou melhorar o desempenho do portfólio.

Traders e investidores individuais: usados para especulação de curto prazo e obtenção rápida de lucros. Requerem conhecimento e tolerância ao risco, além de uso de alavancagem para acelerar o crescimento patrimonial.

Investidores institucionais: muitos contratos de derivados são destinados apenas a investidores institucionais. Investidores individuais podem participar por meio de produtos financeiros estruturados por instituições.

Recomendações para iniciantes em derivados

Por serem mecanismos complexos e de alto risco, os novatos devem se preparar bem antes de começar:

Estude profundamente os conceitos básicos: compreenda o funcionamento de cada tipo de derivado, sem seguir modismos.

Comece com pequenas quantidades: pratique em contas demo e, posteriormente, com valores baixos, acumulando experiência gradualmente.

Escolha plataformas regulamentadas: opte por corretoras confiáveis e reguladas, para reduzir riscos de contraparte.

Gerencie riscos: defina limites de perdas e ganhos, evite uso excessivo de alavancagem, priorize sempre a segurança do capital.

Faça análises periódicas: registre suas operações, analise resultados e aprimore estratégias continuamente.

Os derivados são instrumentos de dupla face: equilibrar riscos e oportunidades é a chave para uma estratégia de investimento inteligente a longo prazo.

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