Prata e platina: como superam o ouro? A grande mudança por trás do pico de dez anos

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Geração de resumo em curso

O mercado de metais preciosos tem assistido recentemente a uma nova fase, com protagonistas diferentes.

O ritmo de subida do ouro desacelerou, enquanto a prata e o platina continuam a subir de forma constante. Em 25 de setembro, a prata ultrapassou os 45 dólares por onça (atingindo o nível mais alto desde maio de 2011), e em 26 de setembro, o platina atingiu um pico de 1550 dólares por onça (o maior desde abril de 2013). Comparando com o aumento de 41% do ouro neste ano, a prata acumulou uma subida de 55%, e o platina lidera com um avanço de 71%. A Insights, uma análise de investimento, nota que este ciclo de alta nos metais preciosos é sustentado por uma política monetária expansionista e por uma forte procura de proteção, mas as razões pelas quais a prata e o platina superaram o ouro merecem uma análise mais aprofundada.

Por que a prata e o platina estão a emergir de forma tão destacada?

Do ponto de vista técnico, esta onda de valorização resulta de uma correção de subavaliação. A relação ouro/prata (proporção entre os preços do ouro e da prata) e a relação ouro/platina estavam desbalanceadas a longo prazo, levando a uma reavaliação entre diferentes classes de ativos. Simplificando, os investidores perceberam que a prata e o platina estavam relativamente subvalorizados e começaram a direcionar os seus investimentos para estes dois metais.

Mais importante ainda, há sinais de tensão na oferta. A Associação Mundial da Prata prevê que, em 2025, o mercado de prata continuará a enfrentar um déficit pelo quinto ano consecutivo, com a oferta total a permanecer abaixo da procura. Gareth Nicholson, diretor de investimentos do Nomura Securities, alertou que, à taxa de consumo atual, as reservas conhecidas de prata podem acabar até 2050.

A situação do platina também não é animadora. A Associação Mundial de Investimento em Platina indica que, em 2025, o mercado de platina enfrentará um déficit pelo terceiro ano consecutivo, de cerca de 30 toneladas. Trevor Raymond, diretor executivo da associação, afirmou que o mercado de platina entrou numa fase de escassez estrutural, com riscos contínuos de redução na oferta das minas. A tensão na oferta, combinada com uma procura estável, constitui uma lógica profunda que sustenta os preços.

Até onde podem subir ainda?

As instituições estão otimistas quanto ao futuro da prata. Mensur Pocinci, analista de commodities do UBS, prevê que a prata pode atingir entre 52 e 58 dólares. A Nomura Securities reforça que, considerando que a prata possui tanto atributos industriais quanto de proteção, ela é mais atraente do que o ouro. O banco Société Générale é o mais agressivo, acreditando que a prata atingirá primeiro 50 dólares, iniciando uma subida contínua até 100 dólares.

No que diz respeito ao platina, o Deutsche Bank mantém uma visão positiva, apoiada pelo déficit de oferta e pela procura estrutural. Se a relação ouro/platina puder recuperar para 2, o preço do platina pode atingir 1850 dólares.

Desta vez, foi a prata e o platina, metais que o mercado tinha esquecido, que se tornaram os novos motores da alta nos metais preciosos.

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