Por que é que cada vez mais homens não querem casar-se?


Não é medo do casamento, é que a razão risco-benefício do casamento mudou.
Antigamente, constituir família era um porto seguro, agora pode ser o olho da tempestade.
Caso de estudo.
O protagonista é uma pessoa extremamente talentosa, formou-se na universidade aos 25 anos, recebeu 7 ofertas de emprego e escolheu uma grande empresa.
Depois, a ratoeira chegou, aos 27 anos decidiu casar e ter filhos.
Depois continuou a ser promovido e o salário aumentou ano após ano, aos 29 anos comprou casa no Porto do mercado imobiliário no topo.
O desfecho: queda nos preços das casas, esposa divorcia-se e leva a compensação, aos 31 anos é despedido.
Três golpes seguidos, colapso total.
Pontos-chave de análise.
Primeiro, queda no preço das casas + queda do setor, por si só é suportável.
Casa própria não se vende, subidas e descidas são apenas números em conta.
Se o salário cair, apertar o cinto, uma pessoa pode aguentar.
Mas o divórcio é diferente.
Compensação, pensão de alimentos, divisão de propriedade, tudo são saídas reais de dinheiro.
E é calculado com base no rendimento no pico, sem margem de flexibilidade.
Segundo, casamento no topo plantou uma mina.
As expectativas da mulher sobre a vida são definidas no seu momento de rendimento máximo.
Depois reduz o salário, quer que ela sofra também?
Provavelmente não vai resultar.
Não é culpa de ninguém, é a natureza humana.
É difícil passar do luxo à austeridade, toda a gente é igual.
Terceiro, "proteção" ao nível legal.
No divórcio a lei considera a mulher e os filhos.
Se o homem tem rendimento alto, a compensação é maior.
Isto não é preconceito, é a regra.
Mas a regra é um golpe fatal para quem tem fluxo de caixa apertado.
Comparação da capacidade de resistência ao risco entre solteiros e casados.
Solteiro: se o rendimento cai, o consumo também cai.
Comer comida barata, morar em quarto pequeno, menos diversão, dá para viver.
Casado: se o rendimento cai, as despesas não caem.
Hipoteca, pensão de alimentos, compensação, nada pode desaparecer.
Redução salarial + divórcio = rutura de fluxo de caixa.
Considerações práticas para os homens.
Primeiro, não trate "é altura de casar" como uma tarefa.
27, 30, 35 anos, estes números são apenas relógios sociais.
O seu ritmo, você define.
Segundo, primeiro tenha capacidade de resistência ao risco.
Poupanças, competências, contactos, saúde.
Isto é mais protetor do que "ter uma família".
Terceiro, faça as contas antes do casamento.
Não é calcular o outro, é ver a realidade.
Como pagar a hipoteca, o que fazer se desempregar, como dividir se divorciar.
Não espere que as coisas que corram mal para pensar.
Quarto, aceite que "o casamento não é um produto essencial".
Há quem obtenha apoio através do casamento, há quem aumente a carga.
Não há respostas certas, apenas se é adequado ou não.
O mesmo aviso para as mulheres.
Primeiro, não trate "rendimento alto" como norma.
Os setores têm ciclos, as empresas têm altos e baixos, as pessoas têm altos e baixos.
Planear a vida com base no rendimento máximo é muito arriscado.
Segundo, o casamento é uma parceria, não sustento.
Esperar que o outro tenha sempre rendimento alto, sempre estável, sempre bem para si.
Isto é jogo, não é gestão.
Terceiro, a independência é mais fiável do que a proteção do casamento.
Ter a sua própria capacidade de ganhar, rede social, resiliência psicológica.
Isto é mais controlável do que "encontrar alguém confiável".
Para terminar, uma verdade.
Alguns destes pontos são dolorosos, mas não extremize.
Nem todos os casamentos são high-risk, nem todos os divórcios levam ao colapso.
Mas uma coisa pode confirmar-se:
A tolerância a erros da sociedade moderna diminuiu.
Os antigos diziam "constituir família é progressão", porque a família proporcionava apoio.
Agora diz-se "progrida primeiro, depois casa", porque o casamento em si tem risco.
Os tempos mudaram, a lógica também.
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