Resumo do mercado de 3 de março: Terceiro dia da guerra entre EUA e Irã, o mercado de criptomoedas reage com força

Autor: Deep潮 TechFlow

Ações dos EUA: de uma queda de 600 pontos a uma recuperação histórica em V

Na segunda-feira, Wall Street protagonizou uma cena de “pânico de guerra - recuperação de última hora” ao estilo de manual.

Abertura em forte queda: Dow Jones caiu 600 pontos (-1,2%), S&P 500 caiu 1,2%, Nasdaq caiu 1,6%. Investidores fugiram para ativos seguros como ouro, dólar e títulos do governo.

Mas ao final do dia, aconteceu o milagre—

S&P 500 subiu ligeiramente 0,04% para 6.882, Nasdaq subiu 0,36% para 22.749, Dow Jones caiu apenas 0,15% (-73 pontos) para 48.905.

O mercado levou 6 horas para passar de “pânico extremo” a “comprar com calma”.

Quem está por trás dessa reversão em V?

Nvidia e Microsoft lideraram: Nvidia subiu 3%, Microsoft 1,5% — investidores entraram em empresas de tecnologia com forte caixa e balanços sólidos, apostando que resistiriam ao impacto da guerra.

Setores defensivos e de energia sustentaram a alta: Northrop Grumman disparou 6%, Lockheed Martin 3%, fabricante de drones AeroVironment mais de 10%. ExxonMobil subiu 1,1%, Chevron 4%.

Padrão histórico de “comprar na histeria de guerra”: dados do Wells Fargo mostram que o S&P 500 costuma virar para alta dentro de duas semanas após conflitos geopolíticos importantes, com uma média de alta de 1% em três meses.

Preços do petróleo recuaram de 12% para 6-8%: Brent chegou a subir 12 durante o dia, mas fechou com +6% a US$ 77,74 por barril; WTI subiu 6,3% para US$ 71,23 por barril. A alta dos preços do petróleo diminuiu as preocupações com a inflação.

Jeff Kilburg, CEO da KKM Financial, previu na noite de domingo nas redes sociais: “O mercado de futuros reagiu exageradamente ao conflito com o Irã, e o S&P 500, próximo às mínimas de 2026, é uma oportunidade de compra. Ainda estamos em mercado de alta, apesar da escalada da tensão.”

Na segunda-feira, sua previsão se confirmou.

No setor de ações, companhias aéreas despencaram, setores defensivos dispararam.

Perdedores: ações de companhias aéreas e turismo. United Airlines caiu 2,9%, Delta 2,2%, American Airlines 4,2%, Air France caiu 9,4%, Lufthansa 5,2%.

O conflito no Oriente Médio fez com que viagens de negócios e rotas internacionais em Dubai e outras cidades principais diminuíssem drasticamente, com as companhias aéreas enfrentando custos elevados de combustível e queda no fluxo de passageiros.

Vencedores: setores defensivos e de energia. Northrop Grumman +6%, Lockheed Martin +3%, AeroVironment +10%, Chevron +4%, ConocoPhillips +5%, ações de petroleiros como Frontline +5%.

Palantir disparou para US$ 143,30, alta de mais de 4%. Como fornecedor central de inteligência militar e guerra alimentada por IA, a tensão geopolítica impulsionou diretamente seu preço.

Mercado de criptomoedas: Bitcoin rompe forte US$ 68.000, sinal de compra mesmo com o pânico geopolítico

Na segunda-feira, o mercado de criptomoedas protagonizou uma recuperação surpreendente.

Após atingir US$ 68.000 no domingo, o Bitcoin recuou brevemente na segunda, mas rapidamente recuperou terreno, com alta de 4,92% em 24 horas, estabilizando-se perto de US$ 66.983.

O Ethereum teve desempenho ainda mais forte, subindo quase 4% e voltando a superar a marca de US$ 2.000, eliminando completamente a queda provocada pelo pânico de guerra no fim de semana.

Solana subiu quase 6%, enquanto Cardano, BNB e outras principais moedas tiveram altas entre 3% e 5%.

A capitalização total do mercado de criptomoedas cresceu 2,73% em 24 horas, voltando a US$ 2,3 trilhões — um sinal importante: investidores estão vendo as criptomoedas como “ativos de proteção alternativos” e não apenas como risco.

Por que essa crise geopolítica favorece o Bitcoin?

Essa recuperação quebra o padrão tradicional. No passado, crises geopolíticas geralmente levavam a uma forte queda do Bitcoin, pois investidores vendiam riscos para comprar dinheiro em espécie e ouro.

Mas 3 de março foi diferente. O Bitcoin quase acompanhou o ouro em alta, indicando uma mudança estrutural: o Bitcoin está evoluindo de um “ativo de risco puro” para um “ouro digital”.

O macroeconomista Henrik Zeberg escreveu em suas projeções de março: “O cenário principal para o Bitcoin é uma recuperação para US$ 110.000-120.000, impulsionada por ‘fervor de risco’, fluxo de fundos em ETFs e adoção institucional contínua. Um cenário secundário (com 25% de probabilidade) é que, se o ciclo se prolongar, o Bitcoin possa subir para US$ 140.000-150.000.”

A previsão de Zeberg para o Ethereum também é agressiva: a relação ETH/BTC deve subir cerca de 10%, levando o preço do Ethereum entre US$ 10.000 e US$ 12.000.

A CoinCodex prevê que, se o atual ritmo continuar, o Bitcoin pode atingir US$ 73.431 em 6 de março, um aumento de 8,38%.

Analistas técnicos como Michael Van De Poppe destacam: o Bitcoin precisa manter o suporte em US$ 65.000. Se conseguir, atingir US$ 70.000 ou mais será apenas uma questão de tempo.

Atualmente, o índice de medo e ganância do mercado de criptomoedas está em 14 (medo extremo), o que costuma ser o melhor momento para comprar.

Dados históricos mostram que, sempre que o índice de medo atinge o nível de “medo extremo”, as próximas semanas costumam trazer uma forte recuperação.

O sentimento de pessimismo extremo contrasta com a forte recuperação de preços. Isso é típico de “dinheiro inteligente” acumulando na crise.

Ouro e prata: rompem US$ 5.400, atingindo máxima histórica

Na segunda-feira, o ouro disparou.

O ouro à vista subiu 2,6%, ultrapassando a marca de US$ 5.400 por onça, atingindo um máximo de US$ 5.408, uma nova máxima histórica. Os contratos futuros de ouro também dispararam acima de US$ 5.400, refletindo a busca frenética por ativos de proteção.

Até a manhã de 3 de março, o ouro se manteve em US$ 5.338 por onça, mais do que o dobro do valor de um ano atrás, quando estava em US$ 2.624.

Essa não é uma simples recuperação de risco:

Bancos centrais continuam comprando ouro: em 2025, as compras globais de ouro pelos bancos centrais devem atingir recordes, mesmo com o preço em alta. O World Gold Council projeta que, em 2026, as compras de ouro dos bancos centrais ficarão entre 773 e 1.117 toneladas — ainda altas.

Dólar fraco e “desdolarização”: embora o dólar tenha se fortalecido temporariamente por causa do risco, a tendência de longo prazo é de fraqueza. Bancos centrais de vários países aceleram a diversificação de reservas, com ouro como prioridade.

O fechamento do Estreito de Hormuz gera preocupações de crise energética: 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito, cujo fechamento pode fazer o petróleo ultrapassar US$ 100 por barril, elevando ainda mais as expectativas de inflação e beneficiando o ouro.

Prêmio de risco geopolítico: morte do líder iraniano, fechamento do Estreito de Hormuz, aumento da produção na Arábia Saudita e Rússia — esses fatores juntos elevam o “prêmio de guerra” do ouro a níveis históricos.

A prata também disparou, atingindo US$ 95 por onça, embora tenha recuado para cerca de US$ 94, mantendo uma forte tendência de alta.

Analistas preveem que, se a tensão geopolítica persistir, o ouro pode ultrapassar US$ 6.000 por onça na segunda metade de 2026. UBS, Bloomberg e outras instituições já elevaram suas metas de preço.

Resumo do dia: terceiro dia de guerra, o mercado aprendeu a pensar de forma “contrária”

Em 3 de março, a guerra entre EUA e Irã entrou no terceiro dia, o Estreito de Hormuz foi fechado, o petróleo disparou, o líder iraniano morreu, e o mundo entrou em um “modo de fúria épica”.

Mas a reação do mercado foi surpreendente: o Bitcoin subiu 5%, ultrapassando US$ 68.000; o ouro atingiu US$ 5.400, máxima histórica; e as ações dos EUA se recuperaram de uma queda de 600 pontos para fechar em alta.

Foi uma vitória do “pensamento inverso”:

Investidores de ações: compraram na histeria de guerra, apostando na resolução rápida do conflito

Investidores de criptomoedas: viram a crise como catalisador para uma “desdolarização” acelerada

Investidores de ouro: buscaram freneticamente ativos de proteção, impulsionando o preço do ouro a máximas históricas

O lendário investidor Steve Eisman afirmou na CNBC na segunda-feira: “Não vou mudar nenhuma operação por causa desse conflito. A longo prazo, isso é extremamente positivo.”

Mas ainda há sinais de alerta:

Se o petróleo ultrapassar US$ 100 por barril, a inflação pode sair do controle

Se o conflito durar mais de “algumas semanas”, as expectativas do mercado podem ser quebradas

O Federal Reserve pode ser forçado a manter altas taxas de juros por mais tempo, pressionando a avaliação de riscos dos ativos.

A resiliência do mercado é impressionante, mas essa resiliência se baseia na hipótese de uma guerra rápida.

Se o conflito se prolongar, se o Estreito de Hormuz permanecer fechado por muito tempo, ou se o petróleo realmente ultrapassar US$ 100, essa reversão em V de hoje pode ser apenas a calmaria antes de uma tempestade maior.

Mas, pelo menos por hoje, o mercado provou uma coisa: o pânico costuma ser a melhor oportunidade de compra.

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