A "Filósofo do Pessimismo Favorito do Vale do Silício" de The New Yorker (publicado em 18 de fevereiro de 2026, na seção The Lede) perfila Nick Land, o filósofo britânico cujas ideias radicais e anti-humanistas—antes confinadas às margens acadêmicas dos anos 1990—estão agora a ressoar profundamente no boom de IA do Vale do Silício. O artigo, escrito num tom ponderado, algo divertido, traça a evolução de Land de figura cult académica a influente "profeta" para os techno-otimistas e a Nova Direita, destacando ainda o alinhamento inquietante entre as suas previsões de décadas atrás e a realidade explosiva do progresso da IA de hoje.
Contexto & Ascensão Na década de 1990, Land era professor de filosofia com tenure na Universidade de Warwick (Reino Unido), liderando a Cybernetic Culture Research Unit (C.C.R.U.) — um coletivo caótico de estudantes, artistas e teóricos viciados em anfetaminas, cultura rave e o hype inicial da internet. Eles viam a tecnologia como uma invasão alienígena vinda do futuro, com a humanidade ("monkey-flake") como combustível descartável para a emergente superinteligência das máquinas. A palestra icónica de 1994, "Meltdown", começa com uma profecia poética: a singularidade do tech-capital desmorona a ordem social, os mercados fabricam inteligência, a política atualiza a paranoia. Land sofreu um colapso impulsionado por estimulantes em 1998, abandonou a academia, desapareceu, e reapareceu em Xangai como escritor/editor com uma viragem política para a direita (elogiando autoritarismo, neoconservadorismo, anti-democracia). Agora de volta a São Francisco, é educado, tem filhos que ignoram o seu trabalho, e frequenta festas tecnológicas — mas a sua visão central permanece: a extinção humana via superinteligência digital é inevitável e, porventura, bela. Ideias Centrais Aceleração (mais tarde "aceleração efetiva" ou e/acc): O capitalismo/tecnologia é uma força imparável do futuro; a política/moralidade apenas a atrasam. Remover travões para acelerar a singularidade. Anti-humanismo: a democracia iluminista é uma "tragédia dos bens comuns"; os recursos devem fluir para os produtivos (nerds autistas/ elites tecnológicas), não para as massas. História como ciclo de retroalimentação do tecnocapital → crescimento descontrolado, hierarquia, tomada de poder pela IA. Citação: "Nada humano sai do futuro próximo." Dark Enlightenment (ensaio de 2012): Fundação filosófica para a neo-reação — abolir a democracia, substituindo-a por "sovcorps" corporativos geridos por algoritmos. Futuro da IA: Sistemas autoaperfeiçoáveis excluem os humanos; a tecnologia "comendo o universo" é preferível a fins centrados no humano. Influência no Vale do Silício (Contexto 2025–2026) Marc Andreessen chama-o de seu "filósofo favorito"; a16z e outros organizam grupos de leitura. Modela o e/acc( — Sam Altman tweetou "Não podes me acelerar mais"; o "Manifesto do Techno-Otimista" de Andreessen ecoa a espiral ascendente do techno-capital de Land. Eventos: festa em São Francisco pelo retorno de Land, organizada por David Holz, da Midjourney, com participação de funcionários da OpenAI/Anthropic/Midjourney; Curtis Yarvin )figura neo-reacionária( chama Land de "herói") e co-fala. Órbita mais ampla: Peter Thiel, círculos de Elon Musk/Grimes, até Tucker Carlson discutindo IA como "demônios do Apocalipse". Ligações às tendências de 2025–2026: IA impulsionando 40% do crescimento do PIB dos EUA, desregulamentação da era Trump, mainstreaming das criptomoedas — tudo parece materializar as visões de Land. Críticas & Ironias Primeiro: considerado um falador drogado; levou a cortes de financiamento, perda de emprego. Mudança política: de ultra-esquerdista/rave a autoritário de extrema-direita, gera controvérsia; o aceleração foi mal utilizado por neo-nazis para promover o caos. Estilo: alusivo, por vezes entediante; previsões frequentemente "confusas". Em eventos: os participantes veneram-no como profeta, mas parecem inseguros — Grimes questiona se a IA pode alinhar-se com o bem humano ou apenas consumir tudo. Conclusão do artigo: o extremismo marginal de Land dos anos 1990 agora parece mainstream em meio aos avanços reais da IA, mas as realidades (inteligência resolvida, mudanças políticas) fazem a sua profecia de guerra de névoa parecer tanto premonitória quanto desatualizada. A Dark Enlightenment pode estar a terminar numa "mentalidade sitiada" à medida que as restrições se levantam. Em essência: o artigo retrata Land não como um vilão, mas como um pensador outrora excêntrico, cujo aceleração do apocalipse se tornou uma estrela orientadora (se desconfortável) para partes da elite da IA — abraçando a velocidade rumo à superinteligência, mesmo que isso signifique a obsolescência da humanidade. É uma fotografia de como a filosofia de fringe infiltra-se nos centros de poder quando a ficção científica se torna realidade.
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A "Filósofo do Pessimismo Favorito do Vale do Silício" de The New Yorker (publicado em 18 de fevereiro de 2026, na seção The Lede) perfila Nick Land, o filósofo britânico cujas ideias radicais e anti-humanistas—antes confinadas às margens acadêmicas dos anos 1990—estão agora a ressoar profundamente no boom de IA do Vale do Silício. O artigo, escrito num tom ponderado, algo divertido, traça a evolução de Land de figura cult académica a influente "profeta" para os techno-otimistas e a Nova Direita, destacando ainda o alinhamento inquietante entre as suas previsões de décadas atrás e a realidade explosiva do progresso da IA de hoje.
Contexto & Ascensão
Na década de 1990, Land era professor de filosofia com tenure na Universidade de Warwick (Reino Unido), liderando a Cybernetic Culture Research Unit (C.C.R.U.) — um coletivo caótico de estudantes, artistas e teóricos viciados em anfetaminas, cultura rave e o hype inicial da internet.
Eles viam a tecnologia como uma invasão alienígena vinda do futuro, com a humanidade ("monkey-flake") como combustível descartável para a emergente superinteligência das máquinas.
A palestra icónica de 1994, "Meltdown", começa com uma profecia poética: a singularidade do tech-capital desmorona a ordem social, os mercados fabricam inteligência, a política atualiza a paranoia.
Land sofreu um colapso impulsionado por estimulantes em 1998, abandonou a academia, desapareceu, e reapareceu em Xangai como escritor/editor com uma viragem política para a direita (elogiando autoritarismo, neoconservadorismo, anti-democracia).
Agora de volta a São Francisco, é educado, tem filhos que ignoram o seu trabalho, e frequenta festas tecnológicas — mas a sua visão central permanece: a extinção humana via superinteligência digital é inevitável e, porventura, bela.
Ideias Centrais
Aceleração (mais tarde "aceleração efetiva" ou e/acc): O capitalismo/tecnologia é uma força imparável do futuro; a política/moralidade apenas a atrasam. Remover travões para acelerar a singularidade.
Anti-humanismo: a democracia iluminista é uma "tragédia dos bens comuns"; os recursos devem fluir para os produtivos (nerds autistas/ elites tecnológicas), não para as massas.
História como ciclo de retroalimentação do tecnocapital → crescimento descontrolado, hierarquia, tomada de poder pela IA. Citação: "Nada humano sai do futuro próximo."
Dark Enlightenment (ensaio de 2012): Fundação filosófica para a neo-reação — abolir a democracia, substituindo-a por "sovcorps" corporativos geridos por algoritmos.
Futuro da IA: Sistemas autoaperfeiçoáveis excluem os humanos; a tecnologia "comendo o universo" é preferível a fins centrados no humano.
Influência no Vale do Silício (Contexto 2025–2026)
Marc Andreessen chama-o de seu "filósofo favorito"; a16z e outros organizam grupos de leitura.
Modela o e/acc( — Sam Altman tweetou "Não podes me acelerar mais"; o "Manifesto do Techno-Otimista" de Andreessen ecoa a espiral ascendente do techno-capital de Land.
Eventos: festa em São Francisco pelo retorno de Land, organizada por David Holz, da Midjourney, com participação de funcionários da OpenAI/Anthropic/Midjourney; Curtis Yarvin )figura neo-reacionária( chama Land de "herói") e co-fala.
Órbita mais ampla: Peter Thiel, círculos de Elon Musk/Grimes, até Tucker Carlson discutindo IA como "demônios do Apocalipse".
Ligações às tendências de 2025–2026: IA impulsionando 40% do crescimento do PIB dos EUA, desregulamentação da era Trump, mainstreaming das criptomoedas — tudo parece materializar as visões de Land.
Críticas & Ironias
Primeiro: considerado um falador drogado; levou a cortes de financiamento, perda de emprego.
Mudança política: de ultra-esquerdista/rave a autoritário de extrema-direita, gera controvérsia; o aceleração foi mal utilizado por neo-nazis para promover o caos.
Estilo: alusivo, por vezes entediante; previsões frequentemente "confusas".
Em eventos: os participantes veneram-no como profeta, mas parecem inseguros — Grimes questiona se a IA pode alinhar-se com o bem humano ou apenas consumir tudo.
Conclusão do artigo: o extremismo marginal de Land dos anos 1990 agora parece mainstream em meio aos avanços reais da IA, mas as realidades (inteligência resolvida, mudanças políticas) fazem a sua profecia de guerra de névoa parecer tanto premonitória quanto desatualizada. A Dark Enlightenment pode estar a terminar numa "mentalidade sitiada" à medida que as restrições se levantam.
Em essência: o artigo retrata Land não como um vilão, mas como um pensador outrora excêntrico, cujo aceleração do apocalipse se tornou uma estrela orientadora (se desconfortável) para partes da elite da IA — abraçando a velocidade rumo à superinteligência, mesmo que isso signifique a obsolescência da humanidade. É uma fotografia de como a filosofia de fringe infiltra-se nos centros de poder quando a ficção científica se torna realidade.