A Bielorrússia deu um grande passo na implementação de uma nova política para fortalecer o controlo sobre ativos digitais. Através do Decreto nº 19, assinado pelo Presidente Lukashenko, foi oficialmente estabelecido, pela primeira vez no país, o quadro jurídico para as “bancos de criptomoedas”, integrando as transações de ativos digitais diretamente no sistema regulador financeiro da Bielorrússia. Esta política simboliza a estratégia do país de equilibrar inovação e gestão estatal.
Uma nova viragem na regulamentação de criptomoedas na Bielorrússia
O aumento do interesse da Bielorrússia pelo setor de criptomoedas ocorre num contexto de ambiente internacional complexo. Em setembro de 2025, o Presidente Lukashenko destacou a necessidade de regras “transparentes e seguras” para o mercado de criptomoedas interno, ao mesmo tempo que defendia a manutenção de uma forte gestão estatal. Além disso, com o aumento das sanções internacionais e a crescente utilização de ativos digitais em pagamentos transfronteiriços, incentivou-se também os bancos nacionais a explorar o uso de métodos de pagamento baseados em criptomoedas.
Neste contexto, o Decreto nº 19 não é apenas um documento regulatório, mas uma orientação clara de como a Bielorrússia pretende integrar as tecnologias de criptografia no seu sistema financeiro.
Estrutura operacional dos bancos de criptomoedas e condições de entrada no mercado
Sob a nova legislação, os bancos de criptomoedas são definidos como sociedades anónimas e podem operar combinando serviços bancários tradicionais com transações baseadas em tokens. Assim, a abordagem adotada não trata o setor de criptomoedas como uma área independente, mas sim como uma parte integrada na infraestrutura financeira existente.
No entanto, essa liberdade só é possível sob condições rigorosas. Para atuar legalmente como banco de criptomoedas, é necessário obter o status de residente no Parque de Alta Tecnologia da Bielorrússia, uma iniciativa apoiada pelo governo para promover um centro de inovação. Além disso, é obrigatório registrar-se no cadastro exclusivo gerido pelo Banco Nacional da Bielorrússia, colocando todos os operadores sob supervisão centralizada.
Regulação por duplo sistema de supervisão
Uma das características do decreto é que os bancos de criptomoedas estarão sujeitos a uma supervisão de duas camadas. A primeira camada aplica-se às regras gerais de supervisão financeira, similares às usadas por instituições financeiras não bancárias. A segunda camada é gerida pelo Conselho de Supervisão do Parque de Alta Tecnologia, que controla aspectos técnicos e operacionais.
Segundo o governo, este sistema de dupla supervisão foi concebido para manter uma gestão regulatória rigorosa enquanto promove a inovação. Em linha com a política do Presidente Lukashenko, a Bielorrússia oferece certa liberdade operacional às empresas de criptografia, sem nunca abandonar o controle centralizado.
Estratégia gradual de Lukashenko para as criptomoedas
Este Decreto nº 19 é apenas um marco na política de adoção de criptomoedas na Bielorrússia. Em dezembro de 2025, as autoridades intensificaram a repressão às atividades não reguladas, bloqueando o acesso a várias exchanges offshore. Este movimento demonstra o compromisso do governo em eliminar o mercado cinza de criptomoedas, reforçando que as atividades só são permitidas dentro de um quadro regulado.
A estratégia do Presidente Lukashenko é de manter uma postura aberta à inovação em criptomoedas, ao mesmo tempo que centraliza toda a sua operação sob o controle do Estado.
A Bielorrússia como centro estatal de criptomoedas e finanças
Com o Decreto nº 19, a Bielorrússia avança na sua posição de hub de criptomoedas e finanças, operando sob um quadro jurídico e institucional claramente definido para ativos digitais. Este movimento indica uma abertura à inovação, mas sob vigilância centralizada e infraestrutura financeira existente.
Por meio da implementação das políticas do Presidente Lukashenko, o país busca equilibrar o potencial tecnológico das criptomoedas com a necessidade de gestão estatal, uma estratégia que pode servir de modelo para outros países no futuro.
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O Decreto nº 19 assinado pelo Presidente Lukashenko estabelece o quadro jurídico para os bancos de criptomoedas na Bielorrússia
A Bielorrússia deu um grande passo na implementação de uma nova política para fortalecer o controlo sobre ativos digitais. Através do Decreto nº 19, assinado pelo Presidente Lukashenko, foi oficialmente estabelecido, pela primeira vez no país, o quadro jurídico para as “bancos de criptomoedas”, integrando as transações de ativos digitais diretamente no sistema regulador financeiro da Bielorrússia. Esta política simboliza a estratégia do país de equilibrar inovação e gestão estatal.
Uma nova viragem na regulamentação de criptomoedas na Bielorrússia
O aumento do interesse da Bielorrússia pelo setor de criptomoedas ocorre num contexto de ambiente internacional complexo. Em setembro de 2025, o Presidente Lukashenko destacou a necessidade de regras “transparentes e seguras” para o mercado de criptomoedas interno, ao mesmo tempo que defendia a manutenção de uma forte gestão estatal. Além disso, com o aumento das sanções internacionais e a crescente utilização de ativos digitais em pagamentos transfronteiriços, incentivou-se também os bancos nacionais a explorar o uso de métodos de pagamento baseados em criptomoedas.
Neste contexto, o Decreto nº 19 não é apenas um documento regulatório, mas uma orientação clara de como a Bielorrússia pretende integrar as tecnologias de criptografia no seu sistema financeiro.
Estrutura operacional dos bancos de criptomoedas e condições de entrada no mercado
Sob a nova legislação, os bancos de criptomoedas são definidos como sociedades anónimas e podem operar combinando serviços bancários tradicionais com transações baseadas em tokens. Assim, a abordagem adotada não trata o setor de criptomoedas como uma área independente, mas sim como uma parte integrada na infraestrutura financeira existente.
No entanto, essa liberdade só é possível sob condições rigorosas. Para atuar legalmente como banco de criptomoedas, é necessário obter o status de residente no Parque de Alta Tecnologia da Bielorrússia, uma iniciativa apoiada pelo governo para promover um centro de inovação. Além disso, é obrigatório registrar-se no cadastro exclusivo gerido pelo Banco Nacional da Bielorrússia, colocando todos os operadores sob supervisão centralizada.
Regulação por duplo sistema de supervisão
Uma das características do decreto é que os bancos de criptomoedas estarão sujeitos a uma supervisão de duas camadas. A primeira camada aplica-se às regras gerais de supervisão financeira, similares às usadas por instituições financeiras não bancárias. A segunda camada é gerida pelo Conselho de Supervisão do Parque de Alta Tecnologia, que controla aspectos técnicos e operacionais.
Segundo o governo, este sistema de dupla supervisão foi concebido para manter uma gestão regulatória rigorosa enquanto promove a inovação. Em linha com a política do Presidente Lukashenko, a Bielorrússia oferece certa liberdade operacional às empresas de criptografia, sem nunca abandonar o controle centralizado.
Estratégia gradual de Lukashenko para as criptomoedas
Este Decreto nº 19 é apenas um marco na política de adoção de criptomoedas na Bielorrússia. Em dezembro de 2025, as autoridades intensificaram a repressão às atividades não reguladas, bloqueando o acesso a várias exchanges offshore. Este movimento demonstra o compromisso do governo em eliminar o mercado cinza de criptomoedas, reforçando que as atividades só são permitidas dentro de um quadro regulado.
A estratégia do Presidente Lukashenko é de manter uma postura aberta à inovação em criptomoedas, ao mesmo tempo que centraliza toda a sua operação sob o controle do Estado.
A Bielorrússia como centro estatal de criptomoedas e finanças
Com o Decreto nº 19, a Bielorrússia avança na sua posição de hub de criptomoedas e finanças, operando sob um quadro jurídico e institucional claramente definido para ativos digitais. Este movimento indica uma abertura à inovação, mas sob vigilância centralizada e infraestrutura financeira existente.
Por meio da implementação das políticas do Presidente Lukashenko, o país busca equilibrar o potencial tecnológico das criptomoedas com a necessidade de gestão estatal, uma estratégia que pode servir de modelo para outros países no futuro.