Revolucionário das redes sociais descentralizadas, Jack Dorsey fez um movimento inesperado — deixou o conselho de administração da BlueSky, plataforma que ele mesmo ajudou a lançar em 2019. Mas isso não é um recuo na ideia de internet aberta, e sim uma reorientação para novas ferramentas e tecnologias que, na opinião do fundador do Twitter, representam melhor a ideia de comunicação livre.
De BlueSky para Nostr: transformação de visão
Em dezembro de 2019, quando Jack Dorsey ainda liderava o Twitter, ele anunciou o financiamento de uma iniciativa para criar um padrão aberto para redes sociais, que posteriormente recebeu o nome de BlueSky. A ideia era revolucionária: criar uma plataforma em constante evolução baseada em um protocolo descentralizado, libertando as redes sociais do domínio de grandes corporações.
No entanto, nos últimos anos, surgiu um concorrente sério — o protocolo Nostr. Este protocolo aberto e resistente à censura oferece uma abordagem ainda mais radical para construir uma rede social sem gestão centralizada. E foi justamente para o Nostr que Jack Dorsey direcionou sua energia e recursos.
Investimento no futuro: apoio a projetos abertos
O compromisso pessoal de Jack Dorsey com tecnologias de liberdade se manifesta não apenas na retórica. Em 2022, ele doou 14 bitcoins ao criador do Nostr — na época, aproximadamente 245 mil dólares. Posteriormente, em 2023, Dorsey anunciou a doação de 10 milhões de dólares para a organização sem fins lucrativos OpenSats, que financia projetos livres e abertos na ecossistema Bitcoin, incluindo o desenvolvimento do próprio Nostr.
Essas decisões demonstram uma escolha consciente: Jack Dorsey vê o futuro das redes sociais descentralizadas não em startups geridas, mesmo as mais liberais, mas em protocolos totalmente abertos, sem qualquer órgão central de gestão.
Plataforma X e missão de liberdade
Além disso, o fundador do Twitter continua promovendo a plataforma X — uma versão transformada da rede social que ele ajudou a criar. Nos últimos meses, Dorsey tem se envolvido ativamente no desenvolvimento de projetos voltados ao que ele chama de «tecnologias de liberdade» — ferramentas que permitem às pessoas interagir sem a intermediação de plataformas corporativas.
Ao ser questionado sobre sua suposta saída do conselho da BlueSky, Jack Dorsey confirmou que realmente não faz mais parte do conselho da plataforma. A BlueSky, por sua vez, expressou gratidão a Dorsey pelo apoio no financiamento e lançamento do projeto, e iniciou a busca por um novo membro para o conselho.
Ideologia versus estrutura
A saída de Jack Dorsey do envolvimento na gestão da BlueSky reflete uma posição filosófica mais profunda: na sua visão, a verdadeira descentralização exige a ausência de qualquer autoridade central, incluindo a gestão da empresa. «Não há conselho no Nostr», afirmou Dorsey, destacando a diferença radical dessa abordagem.
Essa decisão simboliza uma mudança na compreensão do que significa liberdade verdadeira na era digital. Não uma startup, mesmo financiada por investidores progressistas, mas um protocolo totalmente aberto e autogerido — essa é a direção que Jack Dorsey enxerga para o futuro.
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Jack Dorsey aposta na Nostr: saída do BlueSky como sinal de uma nova estratégia
Revolucionário das redes sociais descentralizadas, Jack Dorsey fez um movimento inesperado — deixou o conselho de administração da BlueSky, plataforma que ele mesmo ajudou a lançar em 2019. Mas isso não é um recuo na ideia de internet aberta, e sim uma reorientação para novas ferramentas e tecnologias que, na opinião do fundador do Twitter, representam melhor a ideia de comunicação livre.
De BlueSky para Nostr: transformação de visão
Em dezembro de 2019, quando Jack Dorsey ainda liderava o Twitter, ele anunciou o financiamento de uma iniciativa para criar um padrão aberto para redes sociais, que posteriormente recebeu o nome de BlueSky. A ideia era revolucionária: criar uma plataforma em constante evolução baseada em um protocolo descentralizado, libertando as redes sociais do domínio de grandes corporações.
No entanto, nos últimos anos, surgiu um concorrente sério — o protocolo Nostr. Este protocolo aberto e resistente à censura oferece uma abordagem ainda mais radical para construir uma rede social sem gestão centralizada. E foi justamente para o Nostr que Jack Dorsey direcionou sua energia e recursos.
Investimento no futuro: apoio a projetos abertos
O compromisso pessoal de Jack Dorsey com tecnologias de liberdade se manifesta não apenas na retórica. Em 2022, ele doou 14 bitcoins ao criador do Nostr — na época, aproximadamente 245 mil dólares. Posteriormente, em 2023, Dorsey anunciou a doação de 10 milhões de dólares para a organização sem fins lucrativos OpenSats, que financia projetos livres e abertos na ecossistema Bitcoin, incluindo o desenvolvimento do próprio Nostr.
Essas decisões demonstram uma escolha consciente: Jack Dorsey vê o futuro das redes sociais descentralizadas não em startups geridas, mesmo as mais liberais, mas em protocolos totalmente abertos, sem qualquer órgão central de gestão.
Plataforma X e missão de liberdade
Além disso, o fundador do Twitter continua promovendo a plataforma X — uma versão transformada da rede social que ele ajudou a criar. Nos últimos meses, Dorsey tem se envolvido ativamente no desenvolvimento de projetos voltados ao que ele chama de «tecnologias de liberdade» — ferramentas que permitem às pessoas interagir sem a intermediação de plataformas corporativas.
Ao ser questionado sobre sua suposta saída do conselho da BlueSky, Jack Dorsey confirmou que realmente não faz mais parte do conselho da plataforma. A BlueSky, por sua vez, expressou gratidão a Dorsey pelo apoio no financiamento e lançamento do projeto, e iniciou a busca por um novo membro para o conselho.
Ideologia versus estrutura
A saída de Jack Dorsey do envolvimento na gestão da BlueSky reflete uma posição filosófica mais profunda: na sua visão, a verdadeira descentralização exige a ausência de qualquer autoridade central, incluindo a gestão da empresa. «Não há conselho no Nostr», afirmou Dorsey, destacando a diferença radical dessa abordagem.
Essa decisão simboliza uma mudança na compreensão do que significa liberdade verdadeira na era digital. Não uma startup, mesmo financiada por investidores progressistas, mas um protocolo totalmente aberto e autogerido — essa é a direção que Jack Dorsey enxerga para o futuro.