Recentemente, há um fenômeno estranho no mercado — o preço do ouro atingiu uma nova máxima histórica, a prata seguiu de perto, e o preço do cobre também está a subir loucamente. À primeira vista, parece um mercado em alta geral, mas exatamente aí está o sinal mais perigoso.
Qual é a lógica normal de funcionamento do mercado? A subida do cobre reflete uma economia em recuperação e uma forte demanda industrial; uma valorização rápida do ouro geralmente indica pânico dos investidores e uma tentativa de evitar riscos. Os dois movimentos deveriam ser opostos, pois essa é uma regra de mercado que perdura há décadas.
Mas agora é diferente. A correlação entre os metais está em 1, ou seja, metais industriais e metais preciosos estão como se estivessem amarrados por uma corda. Isso reflete o colapso completo do modelo de risco equilibrado e a ruptura na relação entre taxa de juros real e o preço do ouro.
Em palavras mais simples: isso não é uma negociação normal de inflação, mas uma fuga de capitais descarada. Os investidores inteligentes já perceberam o risco, estão vendendo em massa ações e títulos — aquelas promessas de papel — e acumulando ativos físicos de forma desenfreada. Essa ação, na essência, é uma mensagem ao mercado: o sistema está com problemas.
Com mais de vinte anos de experiência, só vivi três dessas fases estranhas de "correlações em alta simultânea":
Em 2000, no auge da bolha da internet, todos os ativos subiram, os economistas afirmaram que a demanda era forte, mas seis meses depois a internet quebrou e a recessão começou.
Em 2007, na véspera da crise financeira global, o mercado também apresentou uma falsa prosperidade, metais preciosos e metais industriais subiram juntos, e as instituições financeiras ainda promoviam uma narrativa de "fundamentos sólidos". E todos sabemos o que aconteceu a seguir.
Em 2019, o mercado de recompra estava à beira do colapso, a escassez de liquidez elevou os preços de todos os ativos de refúgio, e o mercado usou a "correlação em alta" como um aviso antecipado da próxima correção.
Nessas três ocasiões, os economistas tiveram discursos surpreendentemente semelhantes, sempre enfatizando uma demanda forte, mas dentro de seis meses, uma recessão econômica era inevitável. O mercado está negociando com a linguagem mais honesta: o déficit fiscal não pode ser resolvido, o problema da dívida virou um impasse, e a desvalorização da moeda é um resultado inevitável.
Quando todos os ativos estão em alta, é preciso ficar atento.
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MoonBoi42
· 01-06 18:52
Caramba, isto vai mesmo acontecer desta vez? O ouro e o bronze estão a subir juntos, eu já tinha percebido o sinal, o dinheiro inteligente já tinha fugido.
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FlatTax
· 01-06 18:46
Ouro, cobre e prata a subir juntos... Já vi esse truque antes, em 00, 07, 19, nunca trouxe boas notícias
Dinheiro inteligente já está a acumular ativos físicos de forma agressiva
Promessas no papel? Haha, quem ainda acredita nisso
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GasDevourer
· 01-06 18:40
Outra vez essa história? 2000, 2007, 2019... Sempre dizem que vai desmoronar, e no final?
Se vai vender ou não, ainda depende da cara do Federal Reserve, só acumular metais não adianta
Recentemente, há um fenômeno estranho no mercado — o preço do ouro atingiu uma nova máxima histórica, a prata seguiu de perto, e o preço do cobre também está a subir loucamente. À primeira vista, parece um mercado em alta geral, mas exatamente aí está o sinal mais perigoso.
Qual é a lógica normal de funcionamento do mercado? A subida do cobre reflete uma economia em recuperação e uma forte demanda industrial; uma valorização rápida do ouro geralmente indica pânico dos investidores e uma tentativa de evitar riscos. Os dois movimentos deveriam ser opostos, pois essa é uma regra de mercado que perdura há décadas.
Mas agora é diferente. A correlação entre os metais está em 1, ou seja, metais industriais e metais preciosos estão como se estivessem amarrados por uma corda. Isso reflete o colapso completo do modelo de risco equilibrado e a ruptura na relação entre taxa de juros real e o preço do ouro.
Em palavras mais simples: isso não é uma negociação normal de inflação, mas uma fuga de capitais descarada. Os investidores inteligentes já perceberam o risco, estão vendendo em massa ações e títulos — aquelas promessas de papel — e acumulando ativos físicos de forma desenfreada. Essa ação, na essência, é uma mensagem ao mercado: o sistema está com problemas.
Com mais de vinte anos de experiência, só vivi três dessas fases estranhas de "correlações em alta simultânea":
Em 2000, no auge da bolha da internet, todos os ativos subiram, os economistas afirmaram que a demanda era forte, mas seis meses depois a internet quebrou e a recessão começou.
Em 2007, na véspera da crise financeira global, o mercado também apresentou uma falsa prosperidade, metais preciosos e metais industriais subiram juntos, e as instituições financeiras ainda promoviam uma narrativa de "fundamentos sólidos". E todos sabemos o que aconteceu a seguir.
Em 2019, o mercado de recompra estava à beira do colapso, a escassez de liquidez elevou os preços de todos os ativos de refúgio, e o mercado usou a "correlação em alta" como um aviso antecipado da próxima correção.
Nessas três ocasiões, os economistas tiveram discursos surpreendentemente semelhantes, sempre enfatizando uma demanda forte, mas dentro de seis meses, uma recessão econômica era inevitável. O mercado está negociando com a linguagem mais honesta: o déficit fiscal não pode ser resolvido, o problema da dívida virou um impasse, e a desvalorização da moeda é um resultado inevitável.
Quando todos os ativos estão em alta, é preciso ficar atento.