Um fenómeno particularmente interessante desde 2025 — o euro face ao dólar acumulou uma subida de 14%, qual é o motor por trás disso? A Reserva Federal foi forçada a considerar cortes de juros, enquanto o Banco Central Europeu anunciou uma pausa. Este contraste na política monetária acendeu diretamente o imaginação do mercado cambial. Entrando em 2026, como será a evolução desta conversa entre o dólar e o euro?
A postura do banco central determina o ritmo da taxa de câmbio
As previsões de Wall Street dividem-se em duas correntes: uma acredita que a Reserva Federal cortará juros ao longo do ano, enquanto a outra é mais conservadora.
A direção da Fed é a variável mais incerta: Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America têm uma visão comum de que a Fed cortará juros duas vezes em 2026, totalizando 50 pontos base; mas JPMorgan e Deutsche Bank são mais cautelosos, prevendo apenas uma redução de 25 pontos base. De qualquer forma, a arma do corte de juros já está na corda.
O BCE, por sua vez, mantém-se inerte: Com a inflação na Europa gradualmente estabilizando e a resiliência econômica se manifestando, o Citibank prevê que o BCE manterá a taxa de juros em 2% até o final de 2027. Isso significa que a diferença de juros entre os EUA e a Europa continuará a diminuir, o que é indiscutivelmente positivo para o euro.
O desempenho econômico é o verdadeiro confronto final
Mas esta não é a última palavra. A disputa entre as economias dos EUA e da Europa, em termos de força relativa, será um fator decisivo em 2026.
As expectativas de expansão fiscal na Alemanha alimentaram a confiança dos touros, e o Deutsche Bank até acredita que a recuperação econômica liderada pela Alemanha impulsionará o movimento do euro. No entanto, a instabilidade política na França pode se tornar um obstáculo para a economia europeia. Por outro lado, a economia americana também não é tão simples — bancos como o Bank of America e Goldman Sachs veem um crescimento forte, mas a Moody’s é mais cética, apontando que o mercado de trabalho estagnou e que os benefícios da inteligência artificial estão diminuindo, trazendo problemas à vista.
As previsões das instituições se dividem em três grupos
O grupo otimista para o euro: JPMorgan prevê que o euro face ao dólar atingirá 1.20 no segundo trimestre de 2026, e que, com dados americanos fracos, pode até chegar a 1.25. O Deutsche Bank também concorda, acreditando que o euro poderá ultrapassar 1.20 na metade do mês e atingir 1.25 até o final do ano.
O grupo pessimista para o euro: Standard Chartered alerta que, se os estímulos fiscais na Alemanha não surtirem efeito, o BCE poderá ser forçado a cortar ainda mais os juros, levando o euro a recuar para 1.13 na metade do ano e se aproximar de 1.12 no final do ano. O Barclays também aponta que o enfraquecimento das condições comerciais pode fazer o euro cair para 1.13 até o final do ano.
O grupo indeciso: Morgan Stanley pinta um cenário de alta seguida de queda — na primeira metade do ano, com a vantagem da diferença de juros, o euro pode chegar a 1.23, e em um cenário de mercado em alta, até 1.30; mas na segunda metade, com o enfraquecimento dos fundamentos europeus e a resiliência da economia americana, o euro pode recuar para 1.16 até o final do ano.
O jogo do euro face ao dólar em 2026
A disputa entre o dólar e o euro é essencialmente um jogo de expectativas. A divergência nas políticas dos bancos centrais e a incerteza nos fundamentos econômicos fazem com que os participantes do mercado se envolvam em diferentes narrativas. O que sustenta o euro é o aumento do estímulo fiscal na Alemanha e a expectativa de um acordo de paz; o que o prejudica são os riscos políticos na França e o deteriorar do ambiente comercial.
Em resumo, o rumo do euro face ao dólar em 2026 dependerá de três questões: quantas vezes a Reserva Federal cortará juros, se os estímulos na Alemanha terão o efeito esperado e se a resiliência da economia americana poderá superar as expectativas. A resposta ainda está por vir.
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Dólar e Euro 2026: A Grande Aposta - Divergências nas Políticas dos Bancos Centrais Geram Fissuras nas Expectativas
Um fenómeno particularmente interessante desde 2025 — o euro face ao dólar acumulou uma subida de 14%, qual é o motor por trás disso? A Reserva Federal foi forçada a considerar cortes de juros, enquanto o Banco Central Europeu anunciou uma pausa. Este contraste na política monetária acendeu diretamente o imaginação do mercado cambial. Entrando em 2026, como será a evolução desta conversa entre o dólar e o euro?
A postura do banco central determina o ritmo da taxa de câmbio
As previsões de Wall Street dividem-se em duas correntes: uma acredita que a Reserva Federal cortará juros ao longo do ano, enquanto a outra é mais conservadora.
A direção da Fed é a variável mais incerta: Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America têm uma visão comum de que a Fed cortará juros duas vezes em 2026, totalizando 50 pontos base; mas JPMorgan e Deutsche Bank são mais cautelosos, prevendo apenas uma redução de 25 pontos base. De qualquer forma, a arma do corte de juros já está na corda.
O BCE, por sua vez, mantém-se inerte: Com a inflação na Europa gradualmente estabilizando e a resiliência econômica se manifestando, o Citibank prevê que o BCE manterá a taxa de juros em 2% até o final de 2027. Isso significa que a diferença de juros entre os EUA e a Europa continuará a diminuir, o que é indiscutivelmente positivo para o euro.
O desempenho econômico é o verdadeiro confronto final
Mas esta não é a última palavra. A disputa entre as economias dos EUA e da Europa, em termos de força relativa, será um fator decisivo em 2026.
As expectativas de expansão fiscal na Alemanha alimentaram a confiança dos touros, e o Deutsche Bank até acredita que a recuperação econômica liderada pela Alemanha impulsionará o movimento do euro. No entanto, a instabilidade política na França pode se tornar um obstáculo para a economia europeia. Por outro lado, a economia americana também não é tão simples — bancos como o Bank of America e Goldman Sachs veem um crescimento forte, mas a Moody’s é mais cética, apontando que o mercado de trabalho estagnou e que os benefícios da inteligência artificial estão diminuindo, trazendo problemas à vista.
As previsões das instituições se dividem em três grupos
O grupo otimista para o euro: JPMorgan prevê que o euro face ao dólar atingirá 1.20 no segundo trimestre de 2026, e que, com dados americanos fracos, pode até chegar a 1.25. O Deutsche Bank também concorda, acreditando que o euro poderá ultrapassar 1.20 na metade do mês e atingir 1.25 até o final do ano.
O grupo pessimista para o euro: Standard Chartered alerta que, se os estímulos fiscais na Alemanha não surtirem efeito, o BCE poderá ser forçado a cortar ainda mais os juros, levando o euro a recuar para 1.13 na metade do ano e se aproximar de 1.12 no final do ano. O Barclays também aponta que o enfraquecimento das condições comerciais pode fazer o euro cair para 1.13 até o final do ano.
O grupo indeciso: Morgan Stanley pinta um cenário de alta seguida de queda — na primeira metade do ano, com a vantagem da diferença de juros, o euro pode chegar a 1.23, e em um cenário de mercado em alta, até 1.30; mas na segunda metade, com o enfraquecimento dos fundamentos europeus e a resiliência da economia americana, o euro pode recuar para 1.16 até o final do ano.
O jogo do euro face ao dólar em 2026
A disputa entre o dólar e o euro é essencialmente um jogo de expectativas. A divergência nas políticas dos bancos centrais e a incerteza nos fundamentos econômicos fazem com que os participantes do mercado se envolvam em diferentes narrativas. O que sustenta o euro é o aumento do estímulo fiscal na Alemanha e a expectativa de um acordo de paz; o que o prejudica são os riscos políticos na França e o deteriorar do ambiente comercial.
Em resumo, o rumo do euro face ao dólar em 2026 dependerá de três questões: quantas vezes a Reserva Federal cortará juros, se os estímulos na Alemanha terão o efeito esperado e se a resiliência da economia americana poderá superar as expectativas. A resposta ainda está por vir.