O preço do cobre disparou 30%, ainda é possível acompanhar esta tendência?
Nos últimos dois meses, o preço do cobre subiu 17%, e o valor das ações do maior produtor mundial, Freeport-McMoRan (FCX), aumentou 30% em apenas um mês e meio. Este aumento nas ações de cobre é uma especulação de curto prazo ou uma tendência de longo prazo? Para responder a essa questão, é necessário compreender primeiro a lógica do funcionamento da cadeia produtiva do cobre.
Desde a mineração até a aplicação final, o cobre passa por três etapas: exploração, refino e processamento. Nesta cadeia, empresas em diferentes posições reagem de forma totalmente distinta às variações do preço do cobre — alguns lucram muito, outros ficam presos em posições de perda. Só entendendo isso corretamente, é possível avaliar com precisão as oportunidades de investimento em ações de cobre.
Decifrando a cadeia produtiva do cobre: quem são os verdadeiros vencedores?
Empresas de exploração upstream: quanto mais sobe o preço do cobre, maior o lucro
Empresas de exploração de cobre na etapa upstream extraem e vendem cobre. Quando o preço do cobre sobe, seus lucros aumentam diretamente. Uma alta concentração de mercado significa que grandes empresas têm maior facilidade de monopolizar o poder de fixação de preços, obtendo uma fatia maior dos lucros.
Entre as dez maiores mineradoras de cobre do mundo, a Freeport-McMoRan (FCX) lidera com uma produção de 17.440 mil toneladas, sendo indiscutivelmente a líder no setor de ações de cobre. Seguem-se a Codelco (Chile, 17.283 mil toneladas), BHP (15.831 mil toneladas), Glencore (11.965 mil toneladas), entre outras. Essas empresas upstream apresentam forte correlação positiva com o preço do cobre — cada aumento de 10% no preço do cobre melhora significativamente a rentabilidade dessas ações.
Ao comparar a tendência do preço do cobre com o desempenho do ETF de cobre (COPX), fica claro que os preços das ações e do cobre tendem a oscilar de forma sincronizada. Isso ocorre porque o destino das ações de cobre está diretamente atrelado ao preço do cobre.
Empresas de refino intermediário: lucram apenas com taxas de processamento, variações no preço do cobre têm impacto limitado
As refinarias intermediárias atuam como “transportadoras” — elas extraem cobre bruto das minas e vendem cobre refinado, lucrando apenas com as taxas de refino (TC). A alta do preço do cobre não beneficia diretamente essas empresas, pois seus custos e receitas aumentam de forma sincronizada.
Atualmente, as taxas de refino estão em níveis baixos, indicando que a lucratividade dessas empresas é fraca. A menos que as taxas de refino aumentem no futuro, não é recomendável investir em empresas de refino intermediário.
Empresas de processamento downstream: alta do preço do cobre representa pressão de custos
Empresas de cabos de cobre, folhas de cobre e outros produtos downstream enfrentam uma situação oposta — o cobre é seu principal custo. Cada aumento de 1 centavo no preço do cobre reduz sua margem de lucro. Empresas taiwanesas de cobre, como First Copper (2009), Hua Rong (1608) e Da Ya (1609), que operam na etapa downstream, veem o aumento do preço do cobre como um impacto negativo.
Por que as ações de cobre de 2024 merecem atenção?
Três fatores principais sustentam o potencial de valorização das ações de cobre:
Oferta restrita: Nos últimos dez anos, os investimentos em capital na mineração de cobre foram insuficientes, limitando a capacidade de expansão. A exploração e o início da produção levam de 5 a 10 anos, dificultando o aumento rápido da oferta de cobre no curto prazo.
Demanda aquecida: A meta de neutralidade de carbono impulsiona investimentos em energia elétrica e redes de transmissão, que demandam grandes volumes de cabos de cobre. Ainda mais importante, a competição global por poder de processamento de IA gera uma demanda adicional — data centers, servidores e chips de alta performance requerem grande quantidade de cobre e energia.
Oportunidade de desequilíbrio entre oferta e demanda: Em 2024, a oferta de cobre será limitada enquanto a demanda continua crescendo. Essa dinâmica cria oportunidades de investimento em ações de cobre.
Cinco ações de cobre que merecem atenção especial
Líderes internacionais de ações de cobre
Freeport-McMoRan (FCX.N): maior mineradora de cobre do mundo, com maior proporção de negócios relacionados ao cobre, sendo a ação mais pura do setor. Fundada em 1987, com sede no Arizona, EUA. Pela sua escala e pureza na exposição ao cobre, FCX é a líder absoluta no mercado internacional de ações de cobre.
Glencore (GLEN.L): conglomerado de mineração diversificado, atuando em cobre, zinco, carvão, petróleo, entre outros. Fundada em 1974, com sede na Suíça. Com o ciclo de alta dos recursos minerais, a Glencore, como gigante diversificado, também se beneficia.
BHP (BHP.AX): gigante australiana de mineração, com negócios em minério de ferro, carvão, cobre, entre outros. Fundada em 1885, é uma das mineradoras mais antigas do mundo. Embora sua exposição ao cobre seja menor que a da FCX, o ciclo de alta do setor minerador sustenta sua valorização.
Duas ações de destaque em Taiwan
First Copper (2009): fundada em 1969, produz principalmente folhas de cobre e ligas de cobre, fornecendo para semicondutores, automóveis, eletrônicos de consumo, entre outros. Atua na etapa downstream, sendo sensível às variações do preço do cobre, devendo monitorar sua capacidade de controle de custos.
Hua Rong (1608): uma das três maiores fabricantes de cabos e fios de cobre de Taiwan, fundada em 1956. Também na etapa downstream, o aumento do preço do cobre pressiona suas margens de lucro.
Riscos e oportunidades nas ações de cobre
Correções de curto prazo: Como as ações de cobre e o preço do cobre tiveram altas recentes, há risco de correção técnica. Recomenda-se aguardar uma retração e sinais técnicos favoráveis para entrar novamente.
Risco de ciclo econômico: Como indicador avançado da economia, o cobre é altamente sensível às mudanças na conjuntura global. Se o Federal Reserve continuar elevando as taxas de juros, a economia global pode enfraquecer, pressionando o preço do cobre e suas ações. É importante acompanhar o ciclo macroeconômico.
Lógica de crescimento de longo prazo: A transição energética impulsionada pela neutralidade de carbono e IA representa uma tendência de década, com grande potencial de crescimento na demanda por cobre. Empresas upstream de mineração de cobre, diante de restrições de oferta, podem ampliar suas margens de lucro.
Como investir em ações de cobre?
Além de comprar ações individuais, é possível optar por:
ETF de conceito de cobre: acompanha uma carteira de mineradoras de cobre, diversificando riscos
Futuros de cobre: negociam o preço à vista do cobre, com alta alavancagem e risco elevado
Contratos por diferença (CFD): permitem negociar ações de cobre e commodities de cobre em uma mesma conta, com flexibilidade e eficiência
Ao escolher uma corretora, preste atenção na legalidade da plataforma, facilidade de depósito, suporte em chinês, variedade de produtos e fluidez na operação.
Resumo
A lógica de investimento em ações de cobre é clara: empresas de exploração upstream se beneficiam diretamente da alta do preço do cobre, enquanto as de refino intermediário têm lucros estáveis, porém limitados, e as de processamento downstream enfrentam pressão de custos. Em 2024, o cenário de oferta e demanda favorável, aliado à demanda crescente por IA e energia limpa, cria oportunidades para ações de mineração de cobre.
O mais importante é seguir o ciclo econômico global — comprar e manter ações de cobre na fase de alta, e realizar stops oportunamente ao sinal de desaceleração econômica. Como o aumento recente das ações de cobre já foi expressivo, esperar por uma correção pode ser uma estratégia mais prudente.
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A verdade por trás do aumento das ações de cobre: quem está a lucrar na cadeia de valor? Como deve investir?
O preço do cobre disparou 30%, ainda é possível acompanhar esta tendência?
Nos últimos dois meses, o preço do cobre subiu 17%, e o valor das ações do maior produtor mundial, Freeport-McMoRan (FCX), aumentou 30% em apenas um mês e meio. Este aumento nas ações de cobre é uma especulação de curto prazo ou uma tendência de longo prazo? Para responder a essa questão, é necessário compreender primeiro a lógica do funcionamento da cadeia produtiva do cobre.
Desde a mineração até a aplicação final, o cobre passa por três etapas: exploração, refino e processamento. Nesta cadeia, empresas em diferentes posições reagem de forma totalmente distinta às variações do preço do cobre — alguns lucram muito, outros ficam presos em posições de perda. Só entendendo isso corretamente, é possível avaliar com precisão as oportunidades de investimento em ações de cobre.
Decifrando a cadeia produtiva do cobre: quem são os verdadeiros vencedores?
Empresas de exploração upstream: quanto mais sobe o preço do cobre, maior o lucro
Empresas de exploração de cobre na etapa upstream extraem e vendem cobre. Quando o preço do cobre sobe, seus lucros aumentam diretamente. Uma alta concentração de mercado significa que grandes empresas têm maior facilidade de monopolizar o poder de fixação de preços, obtendo uma fatia maior dos lucros.
Entre as dez maiores mineradoras de cobre do mundo, a Freeport-McMoRan (FCX) lidera com uma produção de 17.440 mil toneladas, sendo indiscutivelmente a líder no setor de ações de cobre. Seguem-se a Codelco (Chile, 17.283 mil toneladas), BHP (15.831 mil toneladas), Glencore (11.965 mil toneladas), entre outras. Essas empresas upstream apresentam forte correlação positiva com o preço do cobre — cada aumento de 10% no preço do cobre melhora significativamente a rentabilidade dessas ações.
Ao comparar a tendência do preço do cobre com o desempenho do ETF de cobre (COPX), fica claro que os preços das ações e do cobre tendem a oscilar de forma sincronizada. Isso ocorre porque o destino das ações de cobre está diretamente atrelado ao preço do cobre.
Empresas de refino intermediário: lucram apenas com taxas de processamento, variações no preço do cobre têm impacto limitado
As refinarias intermediárias atuam como “transportadoras” — elas extraem cobre bruto das minas e vendem cobre refinado, lucrando apenas com as taxas de refino (TC). A alta do preço do cobre não beneficia diretamente essas empresas, pois seus custos e receitas aumentam de forma sincronizada.
Atualmente, as taxas de refino estão em níveis baixos, indicando que a lucratividade dessas empresas é fraca. A menos que as taxas de refino aumentem no futuro, não é recomendável investir em empresas de refino intermediário.
Empresas de processamento downstream: alta do preço do cobre representa pressão de custos
Empresas de cabos de cobre, folhas de cobre e outros produtos downstream enfrentam uma situação oposta — o cobre é seu principal custo. Cada aumento de 1 centavo no preço do cobre reduz sua margem de lucro. Empresas taiwanesas de cobre, como First Copper (2009), Hua Rong (1608) e Da Ya (1609), que operam na etapa downstream, veem o aumento do preço do cobre como um impacto negativo.
Por que as ações de cobre de 2024 merecem atenção?
Três fatores principais sustentam o potencial de valorização das ações de cobre:
Oferta restrita: Nos últimos dez anos, os investimentos em capital na mineração de cobre foram insuficientes, limitando a capacidade de expansão. A exploração e o início da produção levam de 5 a 10 anos, dificultando o aumento rápido da oferta de cobre no curto prazo.
Demanda aquecida: A meta de neutralidade de carbono impulsiona investimentos em energia elétrica e redes de transmissão, que demandam grandes volumes de cabos de cobre. Ainda mais importante, a competição global por poder de processamento de IA gera uma demanda adicional — data centers, servidores e chips de alta performance requerem grande quantidade de cobre e energia.
Oportunidade de desequilíbrio entre oferta e demanda: Em 2024, a oferta de cobre será limitada enquanto a demanda continua crescendo. Essa dinâmica cria oportunidades de investimento em ações de cobre.
Cinco ações de cobre que merecem atenção especial
Líderes internacionais de ações de cobre
Freeport-McMoRan (FCX.N): maior mineradora de cobre do mundo, com maior proporção de negócios relacionados ao cobre, sendo a ação mais pura do setor. Fundada em 1987, com sede no Arizona, EUA. Pela sua escala e pureza na exposição ao cobre, FCX é a líder absoluta no mercado internacional de ações de cobre.
Glencore (GLEN.L): conglomerado de mineração diversificado, atuando em cobre, zinco, carvão, petróleo, entre outros. Fundada em 1974, com sede na Suíça. Com o ciclo de alta dos recursos minerais, a Glencore, como gigante diversificado, também se beneficia.
BHP (BHP.AX): gigante australiana de mineração, com negócios em minério de ferro, carvão, cobre, entre outros. Fundada em 1885, é uma das mineradoras mais antigas do mundo. Embora sua exposição ao cobre seja menor que a da FCX, o ciclo de alta do setor minerador sustenta sua valorização.
Duas ações de destaque em Taiwan
First Copper (2009): fundada em 1969, produz principalmente folhas de cobre e ligas de cobre, fornecendo para semicondutores, automóveis, eletrônicos de consumo, entre outros. Atua na etapa downstream, sendo sensível às variações do preço do cobre, devendo monitorar sua capacidade de controle de custos.
Hua Rong (1608): uma das três maiores fabricantes de cabos e fios de cobre de Taiwan, fundada em 1956. Também na etapa downstream, o aumento do preço do cobre pressiona suas margens de lucro.
Riscos e oportunidades nas ações de cobre
Correções de curto prazo: Como as ações de cobre e o preço do cobre tiveram altas recentes, há risco de correção técnica. Recomenda-se aguardar uma retração e sinais técnicos favoráveis para entrar novamente.
Risco de ciclo econômico: Como indicador avançado da economia, o cobre é altamente sensível às mudanças na conjuntura global. Se o Federal Reserve continuar elevando as taxas de juros, a economia global pode enfraquecer, pressionando o preço do cobre e suas ações. É importante acompanhar o ciclo macroeconômico.
Lógica de crescimento de longo prazo: A transição energética impulsionada pela neutralidade de carbono e IA representa uma tendência de década, com grande potencial de crescimento na demanda por cobre. Empresas upstream de mineração de cobre, diante de restrições de oferta, podem ampliar suas margens de lucro.
Como investir em ações de cobre?
Além de comprar ações individuais, é possível optar por:
Ao escolher uma corretora, preste atenção na legalidade da plataforma, facilidade de depósito, suporte em chinês, variedade de produtos e fluidez na operação.
Resumo
A lógica de investimento em ações de cobre é clara: empresas de exploração upstream se beneficiam diretamente da alta do preço do cobre, enquanto as de refino intermediário têm lucros estáveis, porém limitados, e as de processamento downstream enfrentam pressão de custos. Em 2024, o cenário de oferta e demanda favorável, aliado à demanda crescente por IA e energia limpa, cria oportunidades para ações de mineração de cobre.
O mais importante é seguir o ciclo econômico global — comprar e manter ações de cobre na fase de alta, e realizar stops oportunamente ao sinal de desaceleração econômica. Como o aumento recente das ações de cobre já foi expressivo, esperar por uma correção pode ser uma estratégia mais prudente.