Porque cada vez mais pessoas optam por carteiras frias?
Nos últimos dois anos, as interações na blockchain têm sido intensas, com uma grande quantidade de novatos entrando no mundo das criptomoedas. No entanto, os problemas associados também têm sido frequentes: perda de chaves privadas, esquecimento de frases de recuperação, roubo de ativos, entre outros incidentes. Dados estatísticos mostram que o número de utilizadores de carteiras de criptomoedas já ultrapassa os 68 milhões, com mais de 10 milhões de novos utilizadores apenas na primeira metade de 2022. Paralelamente, o mercado de carteiras de hardware está a expandir-se rapidamente — de 400 milhões de dólares em 2021, espera-se que atinja 3,6 mil milhões de dólares até 2032.
A razão é simples: a recomendação de carteiras frias continua a subir, pois elas oferecem uma solução eficaz para os riscos de segurança das carteiras quentes. Em comparação com carteiras online, as carteiras frias protegem as chaves privadas através de isolamento físico, tornando-se a opção preferida para a gestão de ativos a longo prazo.
Carteira fria vs carteira quente: qual é a diferença essencial?
Primeiro, é importante esclarecer um conceito: Carteira de criptomoedas (Crypto Wallet) é uma ferramenta usada para receber, armazenar e transferir ativos virtuais, dividida em dois tipos principais.
Carteira fria (Cold Wallet) caracteriza-se pelo armazenamento offline. Geralmente refere-se a carteiras de hardware, incluindo também carteiras de papel, USB, entre outras formas. As chaves privadas são fisicamente isoladas no dispositivo, desconectadas da internet, o que oferece uma defesa natural contra hackers e malware.
Carteira quente (Hot Wallet), por outro lado, é armazenada em dispositivos online como computadores ou smartphones, podendo ser de aplicações (apps) ou de PC. Oferece maior conveniência, mas apresenta riscos de segurança relativamente mais elevados.
De forma mais detalhada, as diferenças entre ambas abrangem vários aspetos:
Modo de armazenamento: as carteiras frias armazenam offline de forma física, enquanto as quentes armazenam online.
Segurança: as carteiras frias oferecem um nível de segurança significativamente maior, enquanto as quentes são mais vulneráveis a ataques de rede.
Custo: as carteiras frias geralmente requerem um investimento de 50 a 500 dólares, enquanto as quentes são gratuitas.
Cenários de uso: as carteiras frias são indicadas para armazenamento de ativos a longo prazo, enquanto as quentes são mais adequadas para transações frequentes.
Facilidade de uso: as carteiras frias tendem a ser mais complexas de operar, enquanto as quentes são mais simples e intuitivas.
Como funciona uma carteira fria: dois passos essenciais
Compreender o funcionamento das carteiras frias ajuda a tomar decisões mais informadas.
Primeiro passo: gerar chave pública e privada
Ao configurar uma carteira fria pela primeira vez, ela gera automaticamente um par de chaves através de algoritmos de criptografia. Chave pública (também chamada de endereço) é semelhante à sua conta, é pública e usada principalmente para receber ativos. Chave privada funciona como a senha da conta, e quem a possui pode movimentar todos os fundos da carteira — deve ser protegida a todo custo.
Além disso, existe o conceito de frase de recuperação (Seed Phrase), que é uma versão simplificada da chave privada, geralmente composta por 12 ou 24 palavras em inglês, facilitando a memorização e backup manual.
Segundo passo: armazenamento offline e isolado
O grande benefício das carteiras frias está neste passo — elas não se conectam à internet, armazenando a chave privada de forma física e isolada. Assim, hackers e malware não podem acessá-las. É importante notar que as carteiras frias podem armazenar chaves privadas geradas por si mesmas ou importadas de outros dispositivos ou carteiras quentes, embora normalmente suportem apenas uma chave privada por dispositivo.
Recomendações de carteiras frias para 2025: comparação de três principais hardware wallets
Existem várias opções de hardware wallets no mercado, mas as três mais reconhecidas pela indústria são:
Ledger Nano X
Produto conhecido da empresa francesa Ledger, com certificação de segurança CC EAL 5. Compacto (72mm×18.6mm×11.75mm, peso de 32g), suporta mais de 5500 criptomoedas, abrangendo todas as principais moedas. Custa 149 dólares, sendo uma boa escolha para iniciantes.
Trezor Safe 5
Desenvolvido pela empresa checa SatoshiLabs, com nível de certificação de segurança mais elevado (CC EAL 6+), equipado com tela sensível ao toque, suporta mais de 1000 criptomoedas. Custa 169 dólares, ideal para utilizadores que priorizam alta segurança.
SafePal S1 Pro
Certificação de segurança CC EAL 5+, suporta conexão via USB-C e QR code, compatível com mais de 30.000 criptomoedas, atualmente com preço de aproximadamente 89,99 dólares. Destaca-se pela ampla variedade de moedas suportadas e preço acessível.
Quatro fatores-chave na escolha de uma carteira fria
Antes de comprar uma carteira fria, deve considerar os seguintes aspetos:
Segurança é a prioridade. Diferentes fabricantes usam diferentes abordagens tecnológicas, por isso é fundamental verificar se possuem criptografia forte, autenticação multifator e outros mecanismos de proteção. Garanta que suas chaves privadas e frases de recuperação estejam bem protegidas.
Compatibilidade determina a utilidade. Antes de adquirir, confirme se ela suporta as criptomoedas que possui. Embora a maioria suporte milhares de moedas, alguns produtos podem limitar-se às principais.
Custo é um fator prático. Os preços das carteiras frias variam de dezenas a centenas de dólares, sendo importante equilibrar funcionalidades e preço. Não busque apenas o mais barato ou o mais caro, mas sim a melhor relação custo-benefício.
Experiência do usuário influencia o uso diário. Mesmo com funcionalidades semelhantes, a interface e o design variam bastante. Opte por produtos com operação amigável e navegação clara, para facilitar a gestão dos seus ativos.
Estas informações podem ser encontradas nos sites oficiais ou verificadas através de avaliações de utilizadores.
Como usar corretamente uma carteira fria
Primeiro passo: gerar ou importar chaves privadas
Se ainda não possui uma chave pública ou privada, pode criá-las usando uma carteira fria ou quente. Se já tiver uma chave privada armazenada numa carteira fria, pode pular esta etapa.
Segundo passo: assinar e autorizar transações
Para realizar uma transação, conecte a carteira fria ao smartphone ou computador, geralmente precisando inserir um PIN ou senha para desbloqueio. Após desbloquear, pode iniciar a solicitação de transação.
Terceiro passo: verificar e confirmar
Depois de iniciar a transação, confirme na própria carteira fria (ou através do software compatível). Após a confirmação, a transação é processada. Assim que concluída, desconecte imediatamente o dispositivo, retornando ao estado offline, garantindo a máxima segurança da chave privada.
Dica importante: nunca conecte a carteira fria a DApps desconhecidos ou não confiáveis, pois isso pode expô-la a riscos semelhantes aos das carteiras quentes.
Quarto passo: guardar bem o dispositivo
Embora as carteiras de hardware geralmente tenham resistência a quedas, água e fogo, é importante manuseá-las com cuidado, evitando impactos ou quedas severas. Em caso de dano, o dispositivo pode ficar inutilizável. Recomenda-se também fazer backups das chaves privadas e frases de recuperação em meios físicos, como papel ou pen drives, para eventualidades.
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Recomendação de carteiras frias para 2025: Guia completo desde a escolha até à utilização
Porque cada vez mais pessoas optam por carteiras frias?
Nos últimos dois anos, as interações na blockchain têm sido intensas, com uma grande quantidade de novatos entrando no mundo das criptomoedas. No entanto, os problemas associados também têm sido frequentes: perda de chaves privadas, esquecimento de frases de recuperação, roubo de ativos, entre outros incidentes. Dados estatísticos mostram que o número de utilizadores de carteiras de criptomoedas já ultrapassa os 68 milhões, com mais de 10 milhões de novos utilizadores apenas na primeira metade de 2022. Paralelamente, o mercado de carteiras de hardware está a expandir-se rapidamente — de 400 milhões de dólares em 2021, espera-se que atinja 3,6 mil milhões de dólares até 2032.
A razão é simples: a recomendação de carteiras frias continua a subir, pois elas oferecem uma solução eficaz para os riscos de segurança das carteiras quentes. Em comparação com carteiras online, as carteiras frias protegem as chaves privadas através de isolamento físico, tornando-se a opção preferida para a gestão de ativos a longo prazo.
Carteira fria vs carteira quente: qual é a diferença essencial?
Primeiro, é importante esclarecer um conceito: Carteira de criptomoedas (Crypto Wallet) é uma ferramenta usada para receber, armazenar e transferir ativos virtuais, dividida em dois tipos principais.
Carteira fria (Cold Wallet) caracteriza-se pelo armazenamento offline. Geralmente refere-se a carteiras de hardware, incluindo também carteiras de papel, USB, entre outras formas. As chaves privadas são fisicamente isoladas no dispositivo, desconectadas da internet, o que oferece uma defesa natural contra hackers e malware.
Carteira quente (Hot Wallet), por outro lado, é armazenada em dispositivos online como computadores ou smartphones, podendo ser de aplicações (apps) ou de PC. Oferece maior conveniência, mas apresenta riscos de segurança relativamente mais elevados.
De forma mais detalhada, as diferenças entre ambas abrangem vários aspetos:
Como funciona uma carteira fria: dois passos essenciais
Compreender o funcionamento das carteiras frias ajuda a tomar decisões mais informadas.
Primeiro passo: gerar chave pública e privada
Ao configurar uma carteira fria pela primeira vez, ela gera automaticamente um par de chaves através de algoritmos de criptografia. Chave pública (também chamada de endereço) é semelhante à sua conta, é pública e usada principalmente para receber ativos. Chave privada funciona como a senha da conta, e quem a possui pode movimentar todos os fundos da carteira — deve ser protegida a todo custo.
Além disso, existe o conceito de frase de recuperação (Seed Phrase), que é uma versão simplificada da chave privada, geralmente composta por 12 ou 24 palavras em inglês, facilitando a memorização e backup manual.
Segundo passo: armazenamento offline e isolado
O grande benefício das carteiras frias está neste passo — elas não se conectam à internet, armazenando a chave privada de forma física e isolada. Assim, hackers e malware não podem acessá-las. É importante notar que as carteiras frias podem armazenar chaves privadas geradas por si mesmas ou importadas de outros dispositivos ou carteiras quentes, embora normalmente suportem apenas uma chave privada por dispositivo.
Recomendações de carteiras frias para 2025: comparação de três principais hardware wallets
Existem várias opções de hardware wallets no mercado, mas as três mais reconhecidas pela indústria são:
Ledger Nano X
Produto conhecido da empresa francesa Ledger, com certificação de segurança CC EAL 5. Compacto (72mm×18.6mm×11.75mm, peso de 32g), suporta mais de 5500 criptomoedas, abrangendo todas as principais moedas. Custa 149 dólares, sendo uma boa escolha para iniciantes.
Trezor Safe 5
Desenvolvido pela empresa checa SatoshiLabs, com nível de certificação de segurança mais elevado (CC EAL 6+), equipado com tela sensível ao toque, suporta mais de 1000 criptomoedas. Custa 169 dólares, ideal para utilizadores que priorizam alta segurança.
SafePal S1 Pro
Certificação de segurança CC EAL 5+, suporta conexão via USB-C e QR code, compatível com mais de 30.000 criptomoedas, atualmente com preço de aproximadamente 89,99 dólares. Destaca-se pela ampla variedade de moedas suportadas e preço acessível.
Quatro fatores-chave na escolha de uma carteira fria
Antes de comprar uma carteira fria, deve considerar os seguintes aspetos:
Segurança é a prioridade. Diferentes fabricantes usam diferentes abordagens tecnológicas, por isso é fundamental verificar se possuem criptografia forte, autenticação multifator e outros mecanismos de proteção. Garanta que suas chaves privadas e frases de recuperação estejam bem protegidas.
Compatibilidade determina a utilidade. Antes de adquirir, confirme se ela suporta as criptomoedas que possui. Embora a maioria suporte milhares de moedas, alguns produtos podem limitar-se às principais.
Custo é um fator prático. Os preços das carteiras frias variam de dezenas a centenas de dólares, sendo importante equilibrar funcionalidades e preço. Não busque apenas o mais barato ou o mais caro, mas sim a melhor relação custo-benefício.
Experiência do usuário influencia o uso diário. Mesmo com funcionalidades semelhantes, a interface e o design variam bastante. Opte por produtos com operação amigável e navegação clara, para facilitar a gestão dos seus ativos.
Estas informações podem ser encontradas nos sites oficiais ou verificadas através de avaliações de utilizadores.
Como usar corretamente uma carteira fria
Primeiro passo: gerar ou importar chaves privadas
Se ainda não possui uma chave pública ou privada, pode criá-las usando uma carteira fria ou quente. Se já tiver uma chave privada armazenada numa carteira fria, pode pular esta etapa.
Segundo passo: assinar e autorizar transações
Para realizar uma transação, conecte a carteira fria ao smartphone ou computador, geralmente precisando inserir um PIN ou senha para desbloqueio. Após desbloquear, pode iniciar a solicitação de transação.
Terceiro passo: verificar e confirmar
Depois de iniciar a transação, confirme na própria carteira fria (ou através do software compatível). Após a confirmação, a transação é processada. Assim que concluída, desconecte imediatamente o dispositivo, retornando ao estado offline, garantindo a máxima segurança da chave privada.
Dica importante: nunca conecte a carteira fria a DApps desconhecidos ou não confiáveis, pois isso pode expô-la a riscos semelhantes aos das carteiras quentes.
Quarto passo: guardar bem o dispositivo
Embora as carteiras de hardware geralmente tenham resistência a quedas, água e fogo, é importante manuseá-las com cuidado, evitando impactos ou quedas severas. Em caso de dano, o dispositivo pode ficar inutilizável. Recomenda-se também fazer backups das chaves privadas e frases de recuperação em meios físicos, como papel ou pen drives, para eventualidades.