O mercado global de metais preciosos está a passar por uma mudança estrutural. Os analistas apontam que o principal motor por trás da contínua subida do preço do platina resulta de um desequilíbrio de oferta a longo prazo e da reconfiguração de fundos. Edward Sterck, diretor de pesquisa da World Platinum Investment Council, admite que, em 2025, o mercado global de platina entrou no seu terceiro ano consecutivo de défice de oferta, previsão que deverá manter-se até 2029.
A África do Sul, responsável por mais de 70% da produção mundial de platina, tem enfrentado nos últimos anos uma “tripla crise” — envelhecimento progressivo das minas, interrupções frequentes no fornecimento de energia e fenómenos meteorológicos extremos. Estes problemas estruturais têm causado uma diminuição contínua na produção, enquanto o índice de aluguer mensal de platina no mercado à vista atingiu um máximo histórico de 14,12%, refletindo a tensão no mercado.
Redução de taxas pelo Federal Reserve impulsiona subida conjunta dos metais preciosos
Em 18 de dezembro, o preço do platina subiu mais de 3%, fechando a 1978 dólares por onça, atingindo um novo máximo desde 2008, com uma sequência de seis dias de subida. Ainda mais notável é que, desde o início de 2025, o platina acumulou uma valorização de quase 120%, um aumento que supera largamente o desempenho do ouro.
Após o início do ciclo de redução de taxas pelo Federal Reserve, o setor dos metais preciosos registou uma subida coletiva, mas o desempenho do platina e do paládio destacou-se especialmente. Observa-se uma clara “diferença de tesoura” no fluxo de capitais — uma grande quantidade de capital saiu do ouro, que se encontra em máximos históricos, e foi direcionada para o setor do platina, relativamente mais barato e com maior volatilidade, criando um forte efeito de fuga de capitais.
Instituições otimistas quanto ao cenário até 2026
O analista Muhammad Umair, da FXEmpire, avalia que o platina entrou numa nova fase de ciclo de alta, sustentada por três pilares: escassez de oferta, aumento da procura industrial e rotação de fundos. Do ponto de vista macroeconómico, um dólar relativamente fraco, a manutenção de uma postura dovish pelo Federal Reserve e a redução do rácio ouro/platina oferecem suporte sólido ao metal.
Este analista prevê que o platina atingirá, até 2026, uma faixa de preço entre 2170 e 2300 dólares, o que representa mais de 10% de potencial de valorização a partir do nível atual. O Deutsche Bank também mantém uma visão positiva, prevendo que a procura de investimento em platina em 2024 atingirá 500 mil onças, com o défice de mercado a representar 13% do fornecimento total, semelhante aos últimos dois anos. De modo geral, as instituições acreditam que, enquanto o ouro continua a subir, a prata e os metais do grupo da platina irão também recuperar, formando um movimento de subida generalizada dos metais preciosos.
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Platina atinge seis máximos consecutivos, analistas veem alta até US$ 2300 em breve
A escassez de oferta influencia o mercado futuro
O mercado global de metais preciosos está a passar por uma mudança estrutural. Os analistas apontam que o principal motor por trás da contínua subida do preço do platina resulta de um desequilíbrio de oferta a longo prazo e da reconfiguração de fundos. Edward Sterck, diretor de pesquisa da World Platinum Investment Council, admite que, em 2025, o mercado global de platina entrou no seu terceiro ano consecutivo de défice de oferta, previsão que deverá manter-se até 2029.
A África do Sul, responsável por mais de 70% da produção mundial de platina, tem enfrentado nos últimos anos uma “tripla crise” — envelhecimento progressivo das minas, interrupções frequentes no fornecimento de energia e fenómenos meteorológicos extremos. Estes problemas estruturais têm causado uma diminuição contínua na produção, enquanto o índice de aluguer mensal de platina no mercado à vista atingiu um máximo histórico de 14,12%, refletindo a tensão no mercado.
Redução de taxas pelo Federal Reserve impulsiona subida conjunta dos metais preciosos
Em 18 de dezembro, o preço do platina subiu mais de 3%, fechando a 1978 dólares por onça, atingindo um novo máximo desde 2008, com uma sequência de seis dias de subida. Ainda mais notável é que, desde o início de 2025, o platina acumulou uma valorização de quase 120%, um aumento que supera largamente o desempenho do ouro.
Após o início do ciclo de redução de taxas pelo Federal Reserve, o setor dos metais preciosos registou uma subida coletiva, mas o desempenho do platina e do paládio destacou-se especialmente. Observa-se uma clara “diferença de tesoura” no fluxo de capitais — uma grande quantidade de capital saiu do ouro, que se encontra em máximos históricos, e foi direcionada para o setor do platina, relativamente mais barato e com maior volatilidade, criando um forte efeito de fuga de capitais.
Instituições otimistas quanto ao cenário até 2026
O analista Muhammad Umair, da FXEmpire, avalia que o platina entrou numa nova fase de ciclo de alta, sustentada por três pilares: escassez de oferta, aumento da procura industrial e rotação de fundos. Do ponto de vista macroeconómico, um dólar relativamente fraco, a manutenção de uma postura dovish pelo Federal Reserve e a redução do rácio ouro/platina oferecem suporte sólido ao metal.
Este analista prevê que o platina atingirá, até 2026, uma faixa de preço entre 2170 e 2300 dólares, o que representa mais de 10% de potencial de valorização a partir do nível atual. O Deutsche Bank também mantém uma visão positiva, prevendo que a procura de investimento em platina em 2024 atingirá 500 mil onças, com o défice de mercado a representar 13% do fornecimento total, semelhante aos últimos dois anos. De modo geral, as instituições acreditam que, enquanto o ouro continua a subir, a prata e os metais do grupo da platina irão também recuperar, formando um movimento de subida generalizada dos metais preciosos.