Entrando na primeira semana de 2026, o mercado de criptomoedas continua a sua tendência de declínio. De acordo com os dados mais recentes, o preço do Bitcoin oscila em torno de 91.370 dólares, tendo recuperado um pouco do pico histórico de 126.080 dólares, mas o momentum de alta a curto prazo ainda parece insuficiente. A sombra de uma forte queda das criptomoedas paira sobre o mercado, com as principais moedas como Bitcoin e Ethereum a sofrerem pressões coletivas.
Os participantes do mercado descobriram que por trás desta grande queda das criptomoedas existe um fenômeno interessante: quando os metais preciosos tradicionais (ouro e prata) atingem recordes históricos, os ativos digitais entram em baixa. Qual é a força que impulsiona esse movimento oposto?
Efeito de atração de capital nos metais preciosos prolonga-se, Bitcoin sofre impacto com “rotação de fundos”
De acordo com a mais recente pesquisa da equipe de análise técnica da ICAP, a resposta aponta para um fenômeno chave: o capital está saindo do setor de criptomoedas em queda para os metais preciosos.
Desde o pico de outubro do ano passado, o Bitcoin caiu mais de um terço, enquanto o ouro subiu cerca de 15% e atingiu um novo recorde histórico, e a prata teve uma alta surpreendente de 50%. Isso não é uma coincidência — analistas indicam que os investidores estão reconfigurando suas carteiras, preferindo mover fundos para ativos tradicionais de refúgio em períodos de aumento da incerteza.
Observadores de mercado afirmam que a incerteza macroeconômica no final do ano intensificou esse fenômeno. Os sinais de política dos bancos centrais estão confusos, com o Federal Reserve e outras instituições demonstrando cautela evidente. Nesse contexto, o Bitcoin, considerado um ativo de risco, foi marginalizado, enquanto ouro e prata ganharam preferência por suas características clássicas de proteção.
Por trás da grande queda das criptomoedas: demanda fraca e retirada de instituições
Um problema mais profundo é que a confiança na demanda por criptomoedas está diminuindo. Segundo a análise da CryptoQuant, o Bitcoin atualmente enfrenta uma tríplice crise:
Primeiro, fluxo de capital contínuo para fora. Até 22 de dezembro, o ETF de Bitcoin registrou uma saída líquida superior a 1,4 bilhões de dólares. Com o fim do ano se aproximando, a saída antecipada de fundos tornou-se evidente, sendo um fator importante na forte queda das criptomoedas.
Segundo, acumulação de posições vendidas. Os contratos em aberto ultrapassaram 280 bilhões de dólares, mas seu crescimento acompanha a queda do preço do Bitcoin, indicando que o aumento de fundos não vem de posições longas, mas sim de um aumento nas posições vendidas. Investidores institucionais estão adotando uma postura mais cautelosa em relação às criptomoedas no final do ano.
Terceiro, colapso do sentimento de mercado. O índice de medo e ganância das criptomoedas oscila por volta de 27 pontos, na zona de “medo”. Enquanto esse índice não retornar a uma zona neutra, a tendência de queda das criptomoedas continuará difícil de reverter.
Moedas principais em fraqueza coletiva, maior volatilidade
A forte queda das criptomoedas não é exclusividade do Bitcoin. O Ethereum está cotado a 3.140 dólares, com variação de +1,32% nas últimas 24 horas. XRP subiu 3,48% nas últimas 24 horas, mas ainda demonstra sinais de fraqueza. Solana aumentou 2,50%, enquanto Dogecoin teve uma alta maior, de 7,89%. No geral, o mercado mostra dispersão de interesse, com falta de impulso contínuo de alta.
Mais importante ainda, o volume de negociações no final do ano diminuiu, reduzindo a liquidez e ampliando a volatilidade durante as quedas. Uma exchange apresentou uma oscilação anormal — o par BTC/USD1 atingiu momentaneamente 24.111 dólares, antes de recuar para acima de 87.000 dólares. Especialistas apontam que esse tipo de movimento extremo geralmente ocorre em pares com baixa liquidez, onde a quantidade de market makers em stablecoins recém-lançadas ou com poucos negócios é limitada, e as cotações não são tão ajustadas. Uma grande ordem de venda a mercado ou uma liquidação forçada pode rapidamente eliminar as ordens de compra, fazendo o preço de execução cair muito abaixo do nível real de mercado.
Análise técnica: a tendência de baixa ainda predomina
Do ponto de vista técnico, a estrutura de fraqueza na queda das criptomoedas ainda não melhorou.
A linha de tendência de baixa de longo prazo desde o pico histórico ainda é a principal referência no gráfico do Bitcoin. Apesar de várias tentativas de recuperação de curto prazo, o impulso não foi suficiente para romper essa estrutura de forma convincente.
O indicador RSI mantém uma inclinação de baixa, com leitura abaixo de 50, indicando que a média de momentum dos últimos 14 dias ainda favorece os vendedores. Se essa condição persistir, a queda das criptomoedas pode se intensificar ainda mais.
O indicador MACD mostra que o histograma está se aproximando do zero. Se ocorrer uma cruz descendente contínua, entrando na zona negativa, isso reforçará o fortalecimento do momentum vendedor nas médias móveis de curto prazo, confirmando a tendência de baixa.
Níveis-chave e perspectivas futuras
No cenário atual, os seguintes níveis de preço são pontos de atenção:
92.292 dólares - resistência chave
Este nível corresponde à linha de tendência de baixa de longo prazo e à média móvel simples de 50 períodos. Se o Bitcoin conseguir romper e se consolidar acima dessa zona, a estrutura de baixa poderá ser enfraquecida, abrindo espaço para uma recuperação. Atualmente, o Bitcoin está em torno de 91.370 dólares, ainda distante dessa resistência.
85.430 dólares - suporte/resistência próxima
Essa região corresponde às mínimas semanais recentes. Manter-se acima desse nível pode indicar uma formação de um intervalo de negociação de curto prazo, o que é importante para determinar a evolução da forte queda.
80.413 dólares - suporte principal
Próximo ao ponto mais baixo de 2025 e também uma zona psicológica importante. Se esse suporte for rompido, a queda pode evoluir para um cenário de maior domínio dos vendedores.
Perspectivas: a recuperação da demanda é a chave para uma reversão
Apesar da continuidade da forte queda, há esperança de reversão. A CryptoQuant acredita que, em um cenário de suporte contínuo aos ativos de refúgio, o potencial de alta do Bitcoin ainda será limitado até que uma demanda adicional sustentável surja. Isso significa que o mercado aguarda um catalisador: seja a redução da incerteza macroeconômica, levando fundos de volta aos ativos de risco; ou uma nova fase de aplicação ou políticas favoráveis às criptomoedas.
Até lá, a tendência de queda das criptomoedas provavelmente continuará. Os traders devem ficar atentos à liquidez reduzida no final do ano, que pode gerar oscilações anormais, além de monitorar indicadores de sentimento como o índice de medo e ganância, fluxos de ETF e outros sinais de mercado. Somente quando esses indicadores apresentarem sinais claros de melhora, o Bitcoin poderá se recuperar do atual estado de fraqueza.
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Crise na criptomoeda levanta dúvidas, o Bitcoin preso pelo efeito de atração de metais preciosos
Entrando na primeira semana de 2026, o mercado de criptomoedas continua a sua tendência de declínio. De acordo com os dados mais recentes, o preço do Bitcoin oscila em torno de 91.370 dólares, tendo recuperado um pouco do pico histórico de 126.080 dólares, mas o momentum de alta a curto prazo ainda parece insuficiente. A sombra de uma forte queda das criptomoedas paira sobre o mercado, com as principais moedas como Bitcoin e Ethereum a sofrerem pressões coletivas.
Os participantes do mercado descobriram que por trás desta grande queda das criptomoedas existe um fenômeno interessante: quando os metais preciosos tradicionais (ouro e prata) atingem recordes históricos, os ativos digitais entram em baixa. Qual é a força que impulsiona esse movimento oposto?
Efeito de atração de capital nos metais preciosos prolonga-se, Bitcoin sofre impacto com “rotação de fundos”
De acordo com a mais recente pesquisa da equipe de análise técnica da ICAP, a resposta aponta para um fenômeno chave: o capital está saindo do setor de criptomoedas em queda para os metais preciosos.
Desde o pico de outubro do ano passado, o Bitcoin caiu mais de um terço, enquanto o ouro subiu cerca de 15% e atingiu um novo recorde histórico, e a prata teve uma alta surpreendente de 50%. Isso não é uma coincidência — analistas indicam que os investidores estão reconfigurando suas carteiras, preferindo mover fundos para ativos tradicionais de refúgio em períodos de aumento da incerteza.
Observadores de mercado afirmam que a incerteza macroeconômica no final do ano intensificou esse fenômeno. Os sinais de política dos bancos centrais estão confusos, com o Federal Reserve e outras instituições demonstrando cautela evidente. Nesse contexto, o Bitcoin, considerado um ativo de risco, foi marginalizado, enquanto ouro e prata ganharam preferência por suas características clássicas de proteção.
Por trás da grande queda das criptomoedas: demanda fraca e retirada de instituições
Um problema mais profundo é que a confiança na demanda por criptomoedas está diminuindo. Segundo a análise da CryptoQuant, o Bitcoin atualmente enfrenta uma tríplice crise:
Primeiro, fluxo de capital contínuo para fora. Até 22 de dezembro, o ETF de Bitcoin registrou uma saída líquida superior a 1,4 bilhões de dólares. Com o fim do ano se aproximando, a saída antecipada de fundos tornou-se evidente, sendo um fator importante na forte queda das criptomoedas.
Segundo, acumulação de posições vendidas. Os contratos em aberto ultrapassaram 280 bilhões de dólares, mas seu crescimento acompanha a queda do preço do Bitcoin, indicando que o aumento de fundos não vem de posições longas, mas sim de um aumento nas posições vendidas. Investidores institucionais estão adotando uma postura mais cautelosa em relação às criptomoedas no final do ano.
Terceiro, colapso do sentimento de mercado. O índice de medo e ganância das criptomoedas oscila por volta de 27 pontos, na zona de “medo”. Enquanto esse índice não retornar a uma zona neutra, a tendência de queda das criptomoedas continuará difícil de reverter.
Moedas principais em fraqueza coletiva, maior volatilidade
A forte queda das criptomoedas não é exclusividade do Bitcoin. O Ethereum está cotado a 3.140 dólares, com variação de +1,32% nas últimas 24 horas. XRP subiu 3,48% nas últimas 24 horas, mas ainda demonstra sinais de fraqueza. Solana aumentou 2,50%, enquanto Dogecoin teve uma alta maior, de 7,89%. No geral, o mercado mostra dispersão de interesse, com falta de impulso contínuo de alta.
Mais importante ainda, o volume de negociações no final do ano diminuiu, reduzindo a liquidez e ampliando a volatilidade durante as quedas. Uma exchange apresentou uma oscilação anormal — o par BTC/USD1 atingiu momentaneamente 24.111 dólares, antes de recuar para acima de 87.000 dólares. Especialistas apontam que esse tipo de movimento extremo geralmente ocorre em pares com baixa liquidez, onde a quantidade de market makers em stablecoins recém-lançadas ou com poucos negócios é limitada, e as cotações não são tão ajustadas. Uma grande ordem de venda a mercado ou uma liquidação forçada pode rapidamente eliminar as ordens de compra, fazendo o preço de execução cair muito abaixo do nível real de mercado.
Análise técnica: a tendência de baixa ainda predomina
Do ponto de vista técnico, a estrutura de fraqueza na queda das criptomoedas ainda não melhorou.
A linha de tendência de baixa de longo prazo desde o pico histórico ainda é a principal referência no gráfico do Bitcoin. Apesar de várias tentativas de recuperação de curto prazo, o impulso não foi suficiente para romper essa estrutura de forma convincente.
O indicador RSI mantém uma inclinação de baixa, com leitura abaixo de 50, indicando que a média de momentum dos últimos 14 dias ainda favorece os vendedores. Se essa condição persistir, a queda das criptomoedas pode se intensificar ainda mais.
O indicador MACD mostra que o histograma está se aproximando do zero. Se ocorrer uma cruz descendente contínua, entrando na zona negativa, isso reforçará o fortalecimento do momentum vendedor nas médias móveis de curto prazo, confirmando a tendência de baixa.
Níveis-chave e perspectivas futuras
No cenário atual, os seguintes níveis de preço são pontos de atenção:
92.292 dólares - resistência chave
Este nível corresponde à linha de tendência de baixa de longo prazo e à média móvel simples de 50 períodos. Se o Bitcoin conseguir romper e se consolidar acima dessa zona, a estrutura de baixa poderá ser enfraquecida, abrindo espaço para uma recuperação. Atualmente, o Bitcoin está em torno de 91.370 dólares, ainda distante dessa resistência.
85.430 dólares - suporte/resistência próxima
Essa região corresponde às mínimas semanais recentes. Manter-se acima desse nível pode indicar uma formação de um intervalo de negociação de curto prazo, o que é importante para determinar a evolução da forte queda.
80.413 dólares - suporte principal
Próximo ao ponto mais baixo de 2025 e também uma zona psicológica importante. Se esse suporte for rompido, a queda pode evoluir para um cenário de maior domínio dos vendedores.
Perspectivas: a recuperação da demanda é a chave para uma reversão
Apesar da continuidade da forte queda, há esperança de reversão. A CryptoQuant acredita que, em um cenário de suporte contínuo aos ativos de refúgio, o potencial de alta do Bitcoin ainda será limitado até que uma demanda adicional sustentável surja. Isso significa que o mercado aguarda um catalisador: seja a redução da incerteza macroeconômica, levando fundos de volta aos ativos de risco; ou uma nova fase de aplicação ou políticas favoráveis às criptomoedas.
Até lá, a tendência de queda das criptomoedas provavelmente continuará. Os traders devem ficar atentos à liquidez reduzida no final do ano, que pode gerar oscilações anormais, além de monitorar indicadores de sentimento como o índice de medo e ganância, fluxos de ETF e outros sinais de mercado. Somente quando esses indicadores apresentarem sinais claros de melhora, o Bitcoin poderá se recuperar do atual estado de fraqueza.