significado de SAFT

O SAFT é um contrato utilizado para levantar recursos em fases iniciais de projetos cripto. Os investidores assinam o acordo primeiro e, após o lançamento da rede e a geração dos tokens (conhecido como Token Generation Event, ou TGE), recebem os tokens conforme os termos acordados. Esse modelo é semelhante a um “contrato de compra para entrega futura”, porém, com tokens como objeto de liquidação em vez de ações. Em geral, SAFTs são direcionados exclusivamente a investidores qualificados e passam por processos de compliance. O contrato define detalhes como preço ou desconto, períodos de lock-up dos tokens e cronogramas de liberação. Os principais riscos envolvem incertezas regulatórias, prazos de desenvolvimento do projeto e volatilidade do mercado.
Resumo
1.
SAFT significa Simple Agreement for Future Tokens (Acordo Simples para Futuros Tokens), permitindo que investidores financiem projetos antes da emissão dos tokens.
2.
Os investidores compram o direito de receber tokens no futuro, ao invés de obtê-los imediatamente.
3.
O SAFT ajuda projetos de blockchain a captar recursos de forma compatível com a legislação, evitando riscos relacionados às leis de valores mobiliários durante pré-vendas de tokens.
4.
Os tokens são entregues somente após a rede se tornar funcional, reduzindo a exposição regulatória.
5.
O SAFT é destinado principalmente a investidores qualificados e envolve alto risco, já que o fracasso do projeto pode resultar na perda total do investimento.
significado de SAFT

O que é SAFT?

O SAFT, sigla para Simple Agreement for Future Tokens (Acordo Simples para Futuros Tokens), é um instrumento contratual utilizado por projetos de criptoativos para captar recursos em fases iniciais. Nesse modelo, investidores aportam capital antecipadamente e, em contrapartida, recebem tokens posteriormente, quando condições pré-estabelecidas forem cumpridas—normalmente no lançamento da rede e emissão dos tokens, conhecido como TGE (Token Generation Event).

Diferente do investimento em ações, o SAFT concede direitos sobre tokens futuros, não sobre participação societária. É mais comum em rodadas privadas de captação, com contratos que determinam preço ou desconto dos tokens, prazos de entrega, regras de vesting e mecanismos de liberação. Em resumo, o investidor garante o direito a tokens futuros e os recebe de forma parcelada conforme o projeto atinge seus marcos.

Por que o SAFT surgiu?

O SAFT foi desenvolvido para resolver desafios regulatórios e operacionais enfrentados nas captações iniciais via ICO. Ao separar a captação da entrega dos tokens e estabelecer critérios e processos de compliance claros, o SAFT traz mais estrutura às operações. Criado em 2017 por especialistas jurídicos e equipes de projetos, o modelo busca maior alinhamento com normas de valores mobiliários e reduz riscos associados à venda direta de tokens inacabados ao público.

No mercado dos EUA, reguladores aplicam o “Teste de Howey” para avaliar se uma oferta configura valor mobiliário. Os SAFTs costumam ser ofertados em placements privados para investidores qualificados, reduzindo riscos de conformidade que existem em ofertas públicas. Os projetos também utilizam o SAFT para vincular a entrega dos tokens a marcos de desenvolvimento e cronogramas de vesting, minimizando riscos de mercado e de segurança causados por circulação prematura. Desde 2024, regulações globais têm se tornado mais uniformes, com o MiCA da União Europeia implementando exigências graduais para emissão e divulgação de tokens.

Como funciona o SAFT?

O fluxo padrão do SAFT envolve assinatura do contrato, transferência dos recursos, desenvolvimento do projeto e, por fim, distribuição dos tokens após o cumprimento das condições previstas. O gatilho mais comum é o TGE—quando ocorre o lançamento do mainnet ou do contrato do token e inicia-se a distribuição.

Os procedimentos de compliance são fundamentais, incluindo checagem KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering) dos investidores, além da assinatura de documentos de placement privado. Normalmente, a entrega dos tokens segue um cronograma de vesting, e não é imediata—por exemplo, um “cliff period” de seis meses seguido de liberações mensais lineares por 18 meses.

Se houver atraso ou descumprimento de marcos pelo projeto, o contrato prevê soluções como adiamento da entrega, revisão de prazos ou—em situações extremas—rescisão e renegociação. Como as condições variam bastante entre projetos, é essencial realizar uma due diligence detalhada antes de assinar.

Quais são os termos típicos de um SAFT?

As principais cláusulas de um SAFT costumam abranger: valor do investimento; preço ou desconto dos tokens; condições de entrega (como TGE); cronogramas de vesting e liberação; legislação aplicável e mecanismos de resolução de disputas; restrições de transferência; e exigências de divulgação e reporte.

  • Preço & Desconto: Alguns SAFTs estabelecem preço fixo dos tokens; outros oferecem desconto em relação ao valor da venda pública (por exemplo, “20% abaixo do preço público”).
  • Vesting & Liberação: Para evitar vendas em massa, os contratos preveem períodos de cliff e vesting linear. Os detalhes abrangem datas de início, duração e frequência das liberações.
  • Legislação & Compliance: São definidos jurisdição e modelo de conformidade (por exemplo, isenções de placement privado nos EUA), além de obrigações de KYC/AML.
  • Transferência & Liquidez Secundária: A maioria dos SAFTs restringe ou proíbe transferências até a entrega dos tokens ou até o cumprimento de critérios específicos.

Como o SAFT se diferencia do SAFE?

A diferença central entre SAFT e SAFE está no objeto entregue. O SAFE (Simple Agreement for Future Equity) garante ao investidor direito a participação societária futura ou direitos correlatos, normalmente acionados por rodadas subsequentes ou eventos de liquidez; o SAFT entrega tokens futuros no TGE conforme termos definidos.

O SAFE tem origem no financiamento tradicional de startups, focando em valuation cap, descontos e conversão em equity; o SAFT prioriza precificação ou desconto dos tokens, cronogramas de vesting e condições de lançamento da rede. Ambos podem coexistir em um mesmo projeto—SAFE para estrutura societária e SAFT para tokenomics—mas cada um confere direitos e riscos próprios.

Como participar de um SAFT? Que preparação é necessária?

A maioria dos SAFTs é restrita a investidores qualificados, que precisam atender critérios de elegibilidade e passar por checagens de compliance. Usuários de varejo, em geral, não têm acesso direto às rodadas privadas, mas podem acompanhar vendas públicas ou listagens para buscar oportunidades.

Passo 1: Verifique sua qualificação como investidor. Algumas jurisdições exigem comprovação de renda/patrimônio ou verificação institucional para acesso a isenções de placement privado.

Passo 2: Realize KYC/AML. Envie documentos de identidade e comprovação de recursos para análise de compliance.

Passo 3: Analise os termos contratuais. Atente-se a preço/descontos dos tokens, cronogramas de vesting/liberação, gatilhos de entrega, legislação aplicável e cláusulas de resolução de disputas.

Passo 4: Organize recursos e custódia. Confirme moeda de pagamento (fiat ou stablecoin), processo de liquidação e arranjos de custódia para mitigar riscos operacionais.

Passo 5: Acompanhe marcos & TGE. Monitore canais oficiais do projeto para atualizações, reivindique tokens no TGE conforme contrato e acompanhe as liberações subsequentes.

Na prática, usuários de varejo podem acompanhar vendas públicas ou listagens em exchanges para obter transparência sobre detalhes de vendas privadas e cronogramas de unlock. Por exemplo, a página Startup da Gate divulga alocação de tokens, preço público e regras de vesting—permitindo comparar os termos das rodadas privadas com as expectativas do mercado.

Quais são os requisitos de compliance do SAFT?

SAFTs precisam cumprir as normas de valores mobiliários e prevenção à lavagem de dinheiro da jurisdição aplicável. Nos EUA, os caminhos comuns são Reg D (isenção para placement privado de investidores qualificados) e Reg S (ofertas offshore), ambos exigindo checagem KYC/AML dos investidores.

Na União Europeia, o MiCA foi implementado gradualmente desde 2024, com exigências claras para emissão de tokens, whitepapers e divulgações. Outras regiões também estão atualizando suas normas. Importante: utilizar SAFT não isenta automaticamente os tokens de serem considerados valores mobiliários—a decisão final depende da funcionalidade, método de emissão e uso prático dos tokens.

Equipes de projetos e investidores devem consultar especialistas jurídicos para definir estratégias de compliance adequadas, manter materiais de divulgação e criar mecanismos de reporte para reduzir riscos legais e operacionais.

Como são definidos o valuation e o preço em SAFTs?

O preço em SAFT geralmente se baseia no FDV (Fully Diluted Valuation) ou no preço público para equilibrar risco e retorno via descontos e condições de vesting. O FDV reflete o valor total caso todos os tokens estejam em circulação—calculado multiplicando o preço do token pelo supply total.

Exemplo: Um projeto com 1 bilhão de tokens tem preço público de US$0,0625 por token. Na oferta privada via SAFT, há desconto de 20% (US$0,05 por token), com vesting de 24 meses: cliff de seis meses seguido de liberações mensais por 18 meses. Se o preço de mercado cair abaixo de US$0,05 após o TGE e o vesting for longo, o retorno pode ser prejudicado; se o preço superar o valor público e o projeto crescer, o vesting diluído reduz a pressão de venda.

Divulgações públicas em exchanges (como a Startup da Gate) mostram alocações de tokens e cronogramas de unlock. Avaliar descontos junto com mecanismos de liberação oferece uma análise mais completa do que considerar apenas o preço.

Quais são os riscos do SAFT?

Os principais riscos do SAFT envolvem incerteza regulatória, atrasos ou falhas na entrega, volatilidade de preços, riscos de contraparte e operacionais, liquidez restrita e diferentes regimes tributários.

  • Risco regulatório: Cada país pode classificar tokens de forma distinta, inclusive como valores mobiliários—o que acarreta restrições de transferência ou custos elevados de compliance.
  • Risco de entrega: Atrasos no projeto ou no TGE podem adiar o recebimento dos tokens; em casos extremos, pode ser necessária renegociação contratual.
  • Mercado & liquidez: Mercados frágeis ou pouca liquidez durante períodos de vesting/liberação dificultam saídas rápidas; a volatilidade tende a ser maior.
  • Contraparte & operacional: Podem surgir problemas na execução contratual, divulgação de informações, entrega técnica ou gestão de chaves privadas—exigindo planejamento antecipado.
  • Tributação: O tratamento tributário de entrega de tokens e ganhos de capital varia conforme a região; busque orientação especializada.

Principais pontos sobre o SAFT

O SAFT é uma estrutura contratual amplamente adotada para captação em fases iniciais de criptoativos—permitindo “captar agora, entregar tokens depois”. Diferente do SAFE (que concede equity), o SAFT prevê entrega de tokens sob condições específicas, após marcos como o TGE. O processo envolve checagem de qualificação do investidor, assinatura de contratos com revisão KYC/AML, aguardo do TGE e recebimento dos tokens conforme cronograma de vesting. A precificação geralmente se relaciona ao preço público ou ao FDV com descontos; os riscos estão ligados ao compliance regulatório, incertezas de entrega, desempenho de mercado e restrições de liquidez. Investidores de varejo que não participam de rodadas privadas podem acompanhar vendas públicas em plataformas como a Gate para acessar informações transparentes sobre cronogramas de unlock—facilitando a análise de risco e retorno antes de investir.

FAQ

Qual é a diferença fundamental entre SAFT e SAFE?

SAFT (Simple Agreement for Future Tokens) e SAFE (Simple Agreement for Future Equity) são instrumentos de captação—enquanto o SAFT é voltado para projetos cripto (com entrega futura de tokens), o SAFE é mais utilizado por startups que buscam investimento em equity. O SAFT traz termos específicos para distribuição e ciclos de liberação de tokens; o SAFE é mais flexível e direto. A escolha depende do objetivo do projeto quanto à emissão de tokens.

Após adquirir um SAFT, quando recebo os tokens?

O prazo de entrega dos tokens é definido no contrato SAFT—normalmente após a listagem oficial dos tokens em exchanges. O processo padrão é: aquisição do SAFT → conclusão da captação → emissão dos tokens → conversão automática conforme o contrato. Os prazos variam entre projetos; é fundamental revisar as cláusulas de “entrega dos tokens”.

Quais requisitos investidores de varejo precisam cumprir para participar de uma rodada SAFT?

A maioria das rodadas SAFT impõe critérios rigorosos de elegibilidade—geralmente restritas a investidores qualificados, como instituições ou pessoas de alta renda; a participação de varejo é rara. Mesmo quando permitida, a verificação KYC é obrigatória—e algumas jurisdições exigem conformidade com leis locais de valores mobiliários. Utilize plataformas como a Gate para informações atualizadas sobre políticas de captação e evite canais não autorizados.

Quais são os riscos mais relevantes no financiamento via SAFT?

Os principais riscos incluem: (1) Falha do projeto—equipes podem não entregar os tokens após captar recursos; (2) Desvalorização dos tokens—mesmo recebendo os tokens, quedas de preço podem gerar prejuízo; (3) Riscos regulatórios—algumas jurisdições proíbem captação via SAFT. Sempre avalie a equipe do projeto, verifique a transparência dos termos e analise seu perfil de risco antes de investir.

Após meus tokens serem convertidos via SAFT, posso vendê-los imediatamente em exchanges?

Normalmente não—os contratos SAFT costumam prever “lockup periods” que obrigam o investidor a aguardar antes de negociar (geralmente de 3 a 12 meses). Essa medida serve para estabilizar os preços e evitar vendas rápidas por investidores iniciais. Sempre confirme o período de lockup antes de investir—esse é um fator decisivo na sua análise.

Uma simples curtida já faz muita diferença

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