Deixando de lado as negociações, e falando apenas destas curiosidades geopolíticas locais, o resultado deste tipo de conflito de baixa intensidade entre os EUA e o Irão, neste momento, deve ser a melhor solução para os interesses dos EUA: o menor custo e o maior benefício.


A lógica é simples: quanto mais se luta a fundo, até com um avanço terrestre das forças militares dos EUA, o índice de custos aumenta de forma exponencial, enquanto os benefícios acabam por atingir o seu limite máximo. Se realmente derrubarem de vez este governo militar altamente centralizado do Irão, o Irão entraria numa era de grande caos interno; e, paradoxalmente, a segurança do transporte no Estreito de Ormuz acabaria por ficar completamente fora de controlo.
Para os EUA, neste momento, parece mais uma guerra de desgaste nas margens, ou até mesmo uma forma de limpar o stock de armas e entregar alguns grandes contratos aos comerciantes de armamento. A força militar dos EUA é tão poderosa que, antes sequer de entrarem em cena as suas armas estratégicas para o espaço e o ar, já incapacitaram um grande país do Médio Oriente.
Além disso, como os EUA são, por si próprios, um país exportador de energia, uma confusão no Médio Oriente não lhes traz grandes prejuízos. Só se pode dizer que esta situação talvez não tenha atingido as expectativas absolutas de Trump, mas de qualquer forma não pode ser considerada uma derrota dos EUA.
No entanto, o preço do petróleo de facto subiu, e é esta a parte que afecta as negociações.
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