Como ver a posição do Primeiro-Ministro de Espanha a condenar repetidamente as ações militares dos EUA e Israel, análise de especialistas

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O primeiro-ministro espanhol, Sánchez, afirmou a 19 de outubro, durante a cimeira da União Europeia em Bruxelas, que os ataques militares dos EUA e de Israel ao Irão são “ilegais”, reiterando a sua posição de “oposição à guerra” e de “condenação de ações militares ilegais”.

Como interpretar a declaração de Sánchez? Dentro da UE, surgem vozes diferentes sobre a questão do Irão, que impacto terá isto nas relações entre os EUA e a Europa?

A posição da Espanha representa uma busca por autonomia estratégica dentro da Europa

Cui Hongjian, diretor do Centro de Estudos da UE e Desenvolvimento Regional na Universidade de Língua Estrangeira de Pequim: Sobre a declaração do primeiro-ministro espanhol Sánchez, devemos perceber que a sua lógica não é ver o conflito com o Irão de forma isolada, mas relacionar a guerra com o Irão com os acontecimentos recentes na Faixa de Gaza, Líbano e no Médio Oriente. Além disso, ele deixa claro que, com base nesta lógica, se observa uma escalada contínua dos conflitos regionais. Essa situação é atribuída à violação de normas do direito internacional por alguns países, que continuam a minar esforços diplomáticos de paz, recorrendo a meios militares, agravando ainda mais a crise.

Portanto, embora inicialmente a posição de Sánchez parecesse isolada dentro da UE, com o prolongar do conflito, especialmente com os EUA a tentarem envolver a Europa através de pedidos de apoio militar, a sua posição tende a ganhar mais apoio na União. Apesar de, no início, a UE ter apontado o dedo à Irão e evitado criticar diretamente os EUA e Israel, com o desenvolvimento dos acontecimentos, é provável que a UE comece a distanciar-se cada vez mais dos EUA na abordagem do conflito no Médio Oriente. Essa mudança será, sem dúvida, uma fase importante na evolução das relações entre Europa e América nos últimos anos.

A Europa tenta redefinir a sua autonomia e está a remodelar as relações com os EUA

Cui Hongjian: Na guerra do Irão, os EUA não colaboraram com a Europa desde o início, o que já prejudicou ainda mais as relações transatlânticas. Nesse contexto, a Europa já rejeitou claramente os pedidos dos EUA para apoio militar. Isto mostra que a Europa está a tentar estabelecer uma posição própria em questões regionais importantes, em vez de seguir passivamente as necessidades dos EUA.

A guerra no Irão e os conflitos no Médio Oriente irão refletir uma diminuição na coordenação estratégica e de segurança entre os EUA e a Europa, bem como uma perda de confiança mútua em matéria política e de segurança. Assim, podemos esperar que, no futuro próximo, as relações transatlânticas continuem a ser marcadas por mais jogos de poder, com o antigo conceito de uma posição comum baseada na comunidade transatlântica a enfraquecer progressivamente.

Título original: 《Como interpretar as contínuas condenações do Primeiro-Ministro espanhol às ações militares dos EUA e de Israel, análise de especialistas》

Editor-chefe do segmento: Qin Hong Redação: Lu Xiaochuan

Fonte: Autor: CCTV News Client

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