No início de 2026 ocorreu um dos maiores ataques a ativos privados, demonstrando uma nova realidade na segurança das criptomoedas. Um hacker realizou um ataque de engenharia social direcionado a uma carteira de hardware de uma das vítimas, resultando no roubo de 282 milhões de dólares em bitcoins e litecoins. O incidente mostra que dispositivos físicos de armazenamento já não oferecem proteção absoluta contra ataques de engenharia social.
Como o ataque à carteira de hardware foi realizado: detalhes do ataque
De acordo com o conhecido pesquisador de blockchain ZachXBT, a vítima perdeu 2,05 milhões de litecoins (LTC) e 1 459 bitcoins (BTC) devido a um ataque de engenharia social direcionado. O ataque ocorreu no início de janeiro, quando o invasor, apresentando-se como uma fonte confiável, conquistou a confiança do proprietário da carteira de hardware.
A engenharia social neste caso envolveu convencer a vítima a fornecer informações confidenciais, como chaves privadas ou dados de acesso à carteira. Este é um vetor clássico de ataque, que funciona independentemente da proteção técnica do dispositivo. A carteira de hardware por si só não consegue proteger o usuário do fator humano — do desejo de ajudar, do medo de perder acesso ou da confiança em uma fonte supostamente autorizada.
Conversão rápida para Monero e transferências via Thorchain
Após obter sucesso na aquisição dos ativos, o hacker imediatamente começou a convertê-los. A maior parte dos fundos roubados foi trocada por Monero (XMR), uma criptomoeda focada na privacidade, o que contribuiu para um aumento de 70% no preço do XMR em quatro dias após o roubo.
Essa escolha não é por acaso — o Monero é conhecido por sua orientação à privacidade, dificultando o rastreamento de transações em comparação com o bitcoin. Parte dos bitcoins foi transferida através do protocolo Thorchain para outras blockchains, incluindo Ethereum, Ripple e a própria rede Litecoin, criando uma cadeia de transferências complexa. O pesquisador ZachXBT observou que não há sinais de envolvimento de hackers norte-coreanos neste incidente, o que é comum em ataques de grande escala.
2025-2026: ano da engenharia social como principal ameaça
Este ataque não é um caso isolado. Ele faz parte de uma tendência crescente, na qual a engenharia social se torna o método predominante de ataques a ativos de criptomoedas. Poucos dias antes, o fornecedor de carteiras de hardware Ledger enfrentou uma grave violação de dados, causada por acesso não autorizado às informações pessoais dos usuários, incluindo nomes e contatos.
A combinação entre o ataque à carteira de hardware via engenharia social e a violação de dados da Ledger cria uma tempestade perfeita para os criminosos. Eles obtêm informações pessoais das vítimas através da violação e, em seguida, usam esses dados para montar um cenário convincente de engenharia social falsa. A adaptação dos hackers às realidades modernas significa que até as carteiras de hardware mais protegidas podem ser comprometidas por manipulação do usuário.
O que isso significa para os proprietários de ativos de criptomoedas
O incidente destaca a importância crítica de proteger não apenas os aspectos técnicos, mas também os humanos na segurança. Os proprietários de carteiras de hardware devem entender que seu dispositivo é apenas o primeiro nível de proteção. A segurança real exige:
Evitar divulgar informações sobre a posse de criptomoedas mesmo para pessoas próximas
Verificar a autenticidade de qualquer solicitação de acesso à carteira, incluindo aquelas supostamente feitas pelo fabricante
Utilizar canais de comunicação independentes para confirmar a identidade da parte que entra em contato
Compreender que a engenharia social muitas vezes é muito mais eficaz do que ataques técnicos
A tendência crescente de ataques de engenharia social em 2025-2026 mostra que os criminosos estão focados na parte mais vulnerável do sistema de segurança — o fator humano. A carteira de hardware continua sendo uma ferramenta importante, mas sua presença por si só não garante segurança se o proprietário se tornar vítima de manipulação.
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282 milhões de dólares através de uma carteira de hardware: como a engenharia social se torna na principal ameaça às criptomoedas
No início de 2026 ocorreu um dos maiores ataques a ativos privados, demonstrando uma nova realidade na segurança das criptomoedas. Um hacker realizou um ataque de engenharia social direcionado a uma carteira de hardware de uma das vítimas, resultando no roubo de 282 milhões de dólares em bitcoins e litecoins. O incidente mostra que dispositivos físicos de armazenamento já não oferecem proteção absoluta contra ataques de engenharia social.
Como o ataque à carteira de hardware foi realizado: detalhes do ataque
De acordo com o conhecido pesquisador de blockchain ZachXBT, a vítima perdeu 2,05 milhões de litecoins (LTC) e 1 459 bitcoins (BTC) devido a um ataque de engenharia social direcionado. O ataque ocorreu no início de janeiro, quando o invasor, apresentando-se como uma fonte confiável, conquistou a confiança do proprietário da carteira de hardware.
A engenharia social neste caso envolveu convencer a vítima a fornecer informações confidenciais, como chaves privadas ou dados de acesso à carteira. Este é um vetor clássico de ataque, que funciona independentemente da proteção técnica do dispositivo. A carteira de hardware por si só não consegue proteger o usuário do fator humano — do desejo de ajudar, do medo de perder acesso ou da confiança em uma fonte supostamente autorizada.
Conversão rápida para Monero e transferências via Thorchain
Após obter sucesso na aquisição dos ativos, o hacker imediatamente começou a convertê-los. A maior parte dos fundos roubados foi trocada por Monero (XMR), uma criptomoeda focada na privacidade, o que contribuiu para um aumento de 70% no preço do XMR em quatro dias após o roubo.
Essa escolha não é por acaso — o Monero é conhecido por sua orientação à privacidade, dificultando o rastreamento de transações em comparação com o bitcoin. Parte dos bitcoins foi transferida através do protocolo Thorchain para outras blockchains, incluindo Ethereum, Ripple e a própria rede Litecoin, criando uma cadeia de transferências complexa. O pesquisador ZachXBT observou que não há sinais de envolvimento de hackers norte-coreanos neste incidente, o que é comum em ataques de grande escala.
2025-2026: ano da engenharia social como principal ameaça
Este ataque não é um caso isolado. Ele faz parte de uma tendência crescente, na qual a engenharia social se torna o método predominante de ataques a ativos de criptomoedas. Poucos dias antes, o fornecedor de carteiras de hardware Ledger enfrentou uma grave violação de dados, causada por acesso não autorizado às informações pessoais dos usuários, incluindo nomes e contatos.
A combinação entre o ataque à carteira de hardware via engenharia social e a violação de dados da Ledger cria uma tempestade perfeita para os criminosos. Eles obtêm informações pessoais das vítimas através da violação e, em seguida, usam esses dados para montar um cenário convincente de engenharia social falsa. A adaptação dos hackers às realidades modernas significa que até as carteiras de hardware mais protegidas podem ser comprometidas por manipulação do usuário.
O que isso significa para os proprietários de ativos de criptomoedas
O incidente destaca a importância crítica de proteger não apenas os aspectos técnicos, mas também os humanos na segurança. Os proprietários de carteiras de hardware devem entender que seu dispositivo é apenas o primeiro nível de proteção. A segurança real exige:
A tendência crescente de ataques de engenharia social em 2025-2026 mostra que os criminosos estão focados na parte mais vulnerável do sistema de segurança — o fator humano. A carteira de hardware continua sendo uma ferramenta importante, mas sua presença por si só não garante segurança se o proprietário se tornar vítima de manipulação.